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TENTAR CONTER O AVAÇO DA PANDEMIA

Judiciário vai determinar o “fecha tudo” em Mato Grosso

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A dúvida é a de 3,2 milhões de mato-grossenses: quais perspectivas para os próximos dias, já que o sistema de saúde de diversos municípios dá sinais de colapso e os nossos políticos não se entendem para combater a Covid-19?

Pois muito bem, estas divergências para tentar encontrar uma solução vêm transcorrendo desde a decretação das primeiras medidas no dia 20 de março 2020, e com a publicação do Decreto de Calamidade n° 06 de 2020 e, desde então não existe uma decisão uniforme dos nossos gestores, não existe uma coordenação, não existe respeito pelo controle social, para o enfrentamento da pandemia, sem brigas ou disputas políticas, pois estamos falando em saúde e vidas.

Felizmente nem tudo está perdido em Mato Grosso, temos a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), para deixar registrado, que sempre alertou para os gestores públicos que Mato Grosso está em alerta crítico, pelo número de infectados e lotação máxima das Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) para tratamento de Covid-19.

Ainda bem que existe o Procurador-geral da Justiça, José Antônio Borges, que afirmou a população que o Ministério Público Estadual (MPE), vai entrar com ação pedindo medidas mais duras para conter a disseminação da Covid-19 em Mato Grosso.

Ou para agora 15 dias e depois continua ou vamos ficar sangrando aos poucos vendo as pessoas morrerem“, disse o Procurador.

Borges também não perdeu oportunidade e fez duras criticas ao presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro, na condução do combate a Pandemia da Covid-19 no Brasil, já que a maioria dos Estados brasileiros enfrentam problemas com vagas em hospitais pela sua superlotação, e outro agravamento segundo o Procurador Geral de Justiça, é a falta de oxigênio e medicamentos, assim como a falta de pessoas especializadas na área da Saúde para atender as pessoas infectadas com o Coronavírus.

A crise é essa, o Governo Federal tem responsabilidade e deveria reconhecer seus erros e tomar as medidas necessárias de acordo com o que os cientistas dizem. O que está acontecendo no nosso país é que as pessoas estão morrendo em casa, sufocadas, morrendo a seco, sem oxigênio. Essa é a grande questão e eu gostaria que o nosso presidente da República tivesse essa humildade, e se tem fé em Deus, que ele tanto fala, reconhecesse os seus erros políticos e trouxesse efetivamente as vacinas, porque elas vão demorar”.

O Procurador-geral da Justiça, José Antônio Borges avalia as medidas que serão propostas após a Casa de Leis não acatar projeto do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), que pediu à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) aprovação de 10 dias de feriados.

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A peça será analisada pela Vara Especializada da Fazenda Pública, responsável por analisar casos de Saúde no Estado.

Bom…, Ainda bem que existe o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Joel Russi (PSB), que acredita em mudança nas medidas restritivas.

Acredito que possa ter uma medida judicial. E decisão judicial não se discute, se cumpre“, disse Max Russi.

Enquanto isso… A taxa de ocupação dos hospitais em Mato Grosso está em 98,07%, para UTIs adulto em 65% para enfermaria adulta.

Já o Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, pediu que a população colabore e não faça aglomerações, tendo em vista que somos o Estado com o menor índice de adesão ao Isolamento Social do país. O governador também pontuou que o momento é grave e exige o esforço de todos.

Nós precisamos da colaboração da população e dos demais poderes. Sozinhos, nós não vamos vencer essa guerra contra o vírus. Precisamos todos nos unir em uma verdadeira guerra para vencer essa pandemia”.

E para confirmar que nem tudo está perdido, o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, afirmou que espera resposta positiva para a compra de 1,2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.

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Como a retirada do sigilo do caso “Dark Horse” reorganiza o xadrez da sucessão presidencial brasileira

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A exatos vinte e um dias da realização do primeiro turno das eleições presidenciais, a divulgação de relatórios da Polícia Federal referentes às investigações do caso “Dark Horse” colocou os comitês de campanha e o meio político em estado de alerta máximo. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar o segredo de justiça de trechos das apurações provocou um forte abalo nos gabinetes de Brasília. Monitores de pesquisas eleitorais, estrategistas e analistas dedicam-se agora a dimensionar como a sucessão de episódios escandalosos influenciará a decisão final dos eleitores diante das urnas.

O levantamento do sigilo ocorreu no ápice de um período de intensa fricção institucional ocorrida no interior do próprio Supremo Tribunal Federal (STF). O debate público travado entre integrantes da Corte expôs discordâncias profundas sobre a condução das investigações, arrastando o tribunal para a iminência de uma grave crise de governabilidade. Esse clima de alta voltagem jurídica acelerou o movimento de abertura das apurações vinculadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, transformando os desdobramentos judiciais no tema central do debate político nacional.

No centro desse cenário conturbado, a dimensão ético-moral passou a se sobrepor aos ritos estritamente policiais e jurídicos no debate público. A publicização de provas e depoimentos causou apreensão generalizada nos meios políticos, ao atingir a imagem de nomes de destaque da República. A controvérsia sobre condutas pessoais e arranjos institucionais impôs um novo enquadramento à corrida eleitoral, convertendo a reputação moral dos envolvidos em um fator decisivo de desgaste político e de reorganização das preferências do eleitorado.

No Congresso Nacional, a reação das lideranças partidárias reflete a gravidade do momento político. Parlamentos e caciques de bancadas expressivas, a exemplo do senador Ciro Nogueira (PP), encontram-se no centro das investigações conduzidas pelas autoridades policiais. Os relatórios apontam a existência de um dos esquemas de corrupção mais articulados da história recente do país, gerando nos bastidores do Poder Legislativo a apreensão direta quanto à possibilidade de deflagração de medidas cautelares ou decretos de prisão antes da votação de 4 de outubro.

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A despeito da gravidade dos fatos revelados pelas investigações, as agendas públicas das campanhas mantêm um ritmo de aparente normalidade. Nos programas eleitorais de televisão e no rádio, os postulantes aos cargos executivos sustentam discursos focados em austeridade fiscal, responsabilidade na gestão e combate à corrupção. Essa discrepância entre os fatos expostos pelo Poder Judiciário e o tom das peças publicitárias de campanha explicita o esforço dos comitês eleitorais para blindar a imagem dos candidatos diante da opinião pública.

Entre os concorrentes ao Palácio do Planalto, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) figura como a única liderança da disputa formalmente investigada no âmbito desse inquérito. As autoridades policiais reuniram interceptações telefônicas, áudios e registros de encontros presenciais com o investigado. A investigação apura as explicações prestadas sobre o repasse de mais de R$ 60 milhões efetuados pelo empresário para o custeio de uma obra cinematográfica sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Mesmo figurando no polo passivo da apuração judicial, o candidato do PL mantém intensa agenda de comícios e discursos críticos aos seus opositores. Em seus pronunciamentos públicos, o senador adota uma postura ofensiva, direcionando acusações de corrupção aos adversários de campanha. Essa estratégia busca manter a mobilização da sua base de apoio, ao mesmo tempo em que a apuração sobre os aportes financeiros do filme Dark Horse ganha centralidade nos debates eleitorais promovidos pelos meios de comunicação.

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Surpreendendo parte dos analistas políticos, as apurações judiciais ainda não provocaram queda do candidato nas intencionalidades de voto registradas pelas pesquisas de opinião pública. Os levantamentos mais recentes indicam uma trajetória de crescimento numérico do senador nas intenções de voto, desenhando um cenário de competitividade acirrada com chances reais de vitória em um eventual segundo turno. O fenômeno demonstra a alta polarização do eleitorado e a complexidade de mensurar o impacto imediato de escândalos no comportamento das urnas.

Paralelamente, o ambiente de tensão no Supremo Tribunal Federal ampliou-se com o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes em controvérsias associadas à condução de procedimentos correlatos ao processo. A reverberação do caso no meio político levou os articuladores de campanha a associar indiretamente o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao debate sobre a lisura das instituições. A oposição utiliza a instabilidade nos tribunais para levantar questionamentos e desgastar a imagem do governo federal perante a opinião pública.

Embora os relatórios da Polícia Federal não apresentem qualquer elemento de prova que vincule o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos negócios do ex-banqueiro, a exploração política do episódio transformou-se em uma tática central da oposição. O enquadramento dos fatos nas redes sociais e nas peças de campanha tem garantido ganhos narrativos ao candidato do PL, que reverteu perdas pontuais e estabilizou seu desempenho na reta final da disputa pela Presidência da República.

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