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“Grampos” ainda podem estar sendo utilizados

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A lista com os nomes das pessoas envolvidas nos “Grampos Telefônicos” ilegais correu solto nos corredores e bastidores do Palácio Paiaguas e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), a maioria sabe quem é e de quem são os nomes e números dos telefones grampeados pelos policiais militares do Estado de Mato Grosso, que ficou conhecido como “Grampos Telefônicos”.

Na lista dos números “Grampeados” pelos policias, estavam os números e nomes como o da ex-amante do secretário da Casa Civil, Paulo Taques, Tatiana Sangalli, assim como a da deputada estadual Janaina Riva (PMDB), e também do jornalista José Marcondes "O Muvuca" como é conhecido nos meios jornalísticos, e também contam na lista os nomes dos advogados José Antônio Rosa e José do Patrocínio, e como a de alguns médicos conhecidos também constavam na famosa lista.

Tudo foi mostrado no programa do Fantástico, da Rede Globo de Televisão, que exibiu reportagem denunciando um suposto esquema de interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso, operado por um grupo da Polícia Militar e com a conivência do Governo do Estado

E segundo informações, o esquema teria começado nas Eleições de 2014 e continuado em 2015. As interceptações telefônicas clandestinas teriam começado em outubro de 2014 até agosto de 2015, dentro de uma investigação da Policia Militar que era para ser sobre tráfico de drogas. Porém, além dos números dos supostos integrantes da quadrilha investigada, foram juntados outros telefones de pessoas que não tinham relação com o crime.

O Promotor de Justiça Mauro Zaque relatou na denúncia feita na Procuradoria Geral da República (PGR) que encaminhou um ofício ao governador em outubro de 2015 informando a existência da central de escutas telefônicas clandestina com a participação de membros do Executivo, conforme constava numa denúncia anônima que ele tinha recebido.

Por sua vez o governador alega não ter recebido tal documento e diz que o número de protocolo apresentado por Zaque corresponde a outro processo relativo a pavimentação de estradas.

Ainda conforme os esclarecimentos do Executivo Estadual, o suposto ofício contendo a denúncia do Promotor Mauro Zaque sobre os grampos ilegais teria sido protocolado na Casa Civil. Contudo, o documento teria sido encaminhado pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) via gabinete do governador, gerando um processo com o número de protocolo 542635/2015. No sistema de protocolo, sob este número e com a mesma data, consta como cadastrado um documento da Câmara de Vereadores da cidade de Juara, (cidade localizada cerc a de 690 Km da cidade de Cuiabá), destinado a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).

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A denuncia ganhou proporções enormes, e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT), através do Desembargador Orlando de Almeida Perri, diz que acredita que ainda deva existir o esquema de “Grampos Telefônicos” ilegais no Estado.

Segundo informações do Desembargador Orlando Perri, ele chegou a conclusão de que um relatório de informações que teria que ser fornecido pela operadora de telefonia da Claro chamado de “Sentinela”, sumiu, desapareceu, esse sistema era utilizado pelos policiais militares envolvidos no caso em uma central de escutas telefônicas.

Conforme Orlando Perri, a telefonia Claro, o teria informado que a maioria dos números de telefones envolvidos no esquema ainda estava em funcionamento mesmo depois de terem sido denunciados em 2015 pelo então Secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, e apenas um telefone ainda estava em funcionamento ate maio deste ano.

Sumiço do Sentinela

O Sistema Sentinela que era utilizado pelos policias na pratica de escutas telefônicas ilegais ainda não foi apreendido ate este momento, existindo ai uma grande possibilidade de estar sendo ainda operado por alguém em algum lugar”. Afirmou o Desembargador.

O Guardião

O “Sistema Guardião” realiza monitoração de voz e dados e oferece recursos avançados de análise de áudio e identificação de locutores. É uma solução feita especialmente para as operações de investigação “legal”. Flexível e modular pode ser dimensionada de acordo com a necessidade do órgão de investigação. Sua interface é 100% web, permitindo ao analista acessar o sistema de qualquer lugar, de forma segura, e foi desenvolvido por uma empresa com ajuda de militares que conheciam o sistema “legal”, o "Guardião". A ideia era vender o “Sentinela” ao comando da PM por R$ 400 mil.

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Conforme o Desembargador Orlando Perri, o ex-secretário Chefe da Casa Civil, Paulo Taques, tinha sim interesse e a maioria deles foram atendidos com as escutas telefônicas ilegais.

Orlando Perri disse ainda que: “O que temos apurado é que o grupo criminoso trabalhou incisivamente em prol dos interesses de Paulo Taques, sobretudo no que tange à interceptação telefônica clandestina de pessoas que, de alguma forma, e em determinados momentos, possuíam algum interesse contrário ao seu”.

Paulo Taques foi preso por suspeita de envolvimento no esquema de grampos ilegais usando o método “barriga de aluguel”, em que números de telefones de cidadãos comuns, sem relação com a investigação, são inseridos em operações que interceptam organizações criminosas.

E por meio de uma nota publicada na imprensa esta semana logo após a sua prisão, Taques disse sua prisão foi arbitraria e também desnecessária, e que jamais promoveu a realização de grampos ilegais, nem solicitou isso a ninguém.

Governador Pedro Taques

Neste final de semana em Barra do Garças (cidade localizada a cerca de 520 Km da capital Cuiabá), o governador Pedro Taques (PSDB), durante a “Caravana da Transformação”, falou pela primeira vez sobre o fato acontecido com o seu primo Paulo Taques, que esta sendo acusado de ter a participação nas denuncias dos “Grampos Telefônicos” no Estado e disse que vai tomar conhecimento dos fatos e só falara do caso esta semana.

O governador Pedro Taques adiantou dizendo que Paulo Taques preso não vai atrapalhar nenhum tipo de investigação, e muito menos a sua possibilidade de vir a ser o candidato do seu partido (PSDB) nas próximas Eleições de 2018.

Taques disse ainda que não vai aceitar nenhum tipo de arbitrariedade e muito menos ilegalidade nas investigações que estão acontecendo nos “Grampos Telefônicos” ilegais que aconteceram no Estado.  

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Governo prevê conclusão do “BRT Metropolitano” para dezembro de 2026

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA/MT), Marcelo Oliveira, juntamente com a equipe técnica da pasta, anunciou formalmente que as obras do sistema de trânsito rápido por ônibus (Bus Rapid Transit – BRT), no trecho que interliga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, serão integralmente concluídas até o fim de dezembro de 2026. A declaração solene ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), durante uma concorrida Audiência Pública realizada no auditório principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).

O pronunciamento governamental detalhou as profundas alterações estruturais planejadas para as 77 estações de passageiros, o cronograma atualizado de execução física das frentes de trabalho e as estratégias para a futura implantação do corredor viário da Avenida Fernando Corrêa da Costa. Diante de parlamentares, lideranças comunitárias e jornalistas, os gestores estaduais também expuseram o planejamento para a aquisição imediata da frota de ônibus elétricos, além de justificar as medidas administrativas severas adotadas pelo Poder Executivo após a rescisão unilateral do contrato com o consórcio construtor originalmente contratado para a execução do empreendimento metropolitano.

A consolidação financeira do novo modal de transporte coletivo urbano recebeu um importante incremento com a confirmação de que a venda dos antigos trens e o leilão dos trilhos e materiais remanescentes do extinto projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reverterão mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Ao defender a viabilidade econômica da transição tecnológica, o secretário Marcelo Oliveira rebateu as críticas recorrentes acerca dos atrasos no cronograma e enfatizou que as equipes de engenharia enfrentaram um cenário complexo de expansão urbana e de adensamento populacional acelerado na Grande Cuiabá entre os anos de 2012 e 2024.

O principal fator que determinou a paralisação temporária das obras e a consequente dilação do prazo de entrega foi o reiterado descumprimento de cláusulas editalícias por parte da primeira concessionária licitada, situação que forçou o Estado a aplicar multas contratuais e a reformular integralmente o modelo operacional. O gestor da pasta de infraestrutura revelou ainda que a ingerência política e os entraves burocráticos criados pela administração municipal anterior de Várzea Grande prejudicaram sensivelmente o andamento dos serviços de pavimentação rígida na região limítrofe, prolongando o desgaste logístico sofrido pelos comerciantes e motoristas locais.

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Paralelamente às intervenções em andamento no primeiro eixo de mobilidade, a implantação do corredor estrutural da Avenida Fernando Corrêa da Costa encontra-se em fase de planejamento, com o processo licitatório ainda pendente de publicação oficial no Diário Oficial do Estado. O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, esclareceu que não há dotação orçamentária empenhada para este trecho específico no presente exercício financeiro, estimando o início efetivo das obras de terraplenagem e drenagem profunda apenas para o primeiro semestre do próximo ano.

O traçado completo do sistema de transporte rápido abrangerá uma extensão linear de 15 quilômetros no trecho principal que conecta as duas maiores cidades do estado, somando-se a outros sete quilômetros projetados para o futuro ramal da região sul de Cuiabá. Para garantir o atendimento eficiente de milhares de usuários diários que dependem do transporte público interestadual, a administração estadual confirmou a aquisição de uma frota inicial composta por 25 modernos ônibus elétricos de alta capacidade, cujos processos de compra direta encontram-se em fase de instrução documental e análise jurídica nos órgãos de controle interno da Sinfra.

As modificações técnicas implementadas no projeto básico das estações visam aumentar a durabilidade do patrimônio público e garantir o conforto térmico dos passageiros em uma região de clima caracteristicamente quente. Nascimento pontuou que o aprimoramento estrutural consistiu na substituição dos aparelhos de ar-condicionado domésticos por eficientes sistemas de climatização industrial, além da instalação de painéis de vidro temperado com tecnologia antivandalismo e de estruturas metálicas de alta resistência contra intempéries climáticas.

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O planejamento logístico inicial concebido para o Lote 1, que compreende a ligação expressa entre os terminais de Várzea Grande e do CPA, previa originalmente uma execução célere de apenas seis meses, baseada na abertura simultânea de sete frentes de trabalho intensivo ao longo do leito viário. A estratégia de engenharia englobava intervenções complexas no subsolo e na superfície das principais vias expressas, concentrando o maquinário pesado no quadrante situado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a histórica Ponte Júlio Müller.

No entanto, a viabilidade prática desse modelo de intervenção simultânea mostrou-se inviável logo após o início das primeiras escavações, quando o estrangulamento do fluxo de veículos gerou severos congestionamentos e forte descontentamento popular. A equipe técnica da Sinfra avaliou que a manutenção do cronograma agressivo original resultaria em um colapso completo da mobilidade urbana intermunicipal, forçando a adoção de um modelo operacional mais flexível e seguro para os cidadãos.

A execução das obras de engenharia civil passou a ocorrer de forma cadenciada e gradual, sob constante monitoramento e em estreito alinhamento operacional com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. De acordo com o secretário-adjunto, essa sinergia administrativa permite o planejamento detalhado de desvios no tráfego e de interdições parciais de faixas de rolamento, mitigando os impactos cotidianos e harmonizando o avanço do BRT com as demais obras de saneamento básico conduzidas pelas concessionárias de serviços públicos na capital.

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