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Governador Pedro Taques admite que exista casos de corrupção em seu governo

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Crítico, ácido e mordaz a presidente da República Dilma Rousseff (PT), o ex-procurador da República e atual governador do estado Pedro Taques (PSDB), admitiu nesta sexta-feira (1), no lançamento do projeto "Licenciamento Eficiente", que marcou os 15 meses da gestão de Ana Luiza Peterlini, frente a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que em seu governo, existe corrupção, apesar de não ser detectados, até o momento. 

pedro taques licenciamento 300Para o governador Pedro Taques pode ter ocorrido casos de corrupção em seu governo nestes primeiros 15 meses. “São 100 mil servidores públicos e Mato Grosso possui R$ 90 bilhões de Produto Interno Bruto [PIB], além de R$ 16 bilhões de orçamento. Sim, existem casos de corrupção. Como controlar 100 mil servidores? A instituição sempre detecta e é difícil achar que todos são honestos", disse o governador Pedro Taques.

O governador, que foi Procurador de Justiça, professor de Direito, e defende que o Estado passe por uma total transformação, entende que ninguém esta acima da lei, "Todos, inclusive eu, podemos ser investigados", afirmou. 

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Vivo um misto de alegria e tristeza. Alegria em ver que as instituições funcionam para todos. E tristeza por me perguntar: como chegamos até aqui? Como permitimos isso?”, questionou Taques, numa referência ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso no Centro de Custódia de Cuiabá (Carumbé); ex-deputado José Geraldo Riva, e os ex-secretários Marcel de Cursi (Fazenda) e Pedro Nadaf (Casa Civil), todos presos.

Pedro Taques citou que há corrupção mesmo em países ricos, como Alemanha, Japão e Suíça. “Lá também existe corrupção. O que não existe é impunidade. Ninguém está acima da lei”, pontuou ele, aplaudido por uma plateia composta majoritariamente por estudantes e operadores do Direito. 

Para o governador a vontade é de realizar todos os trabalhos necessários e importantes para o Estado, e o que existe em seu governo é interesse social e não público nem pessoal, "precisamos concretizar politica de confiança. Eu não sei de tudo, preciso de pessoas que entendem os problemas de Mato Grosso, para juntos trazermos melhorias para os mato-grossenses e o desenvolvimento que precisamos", disse. 

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Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento

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Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.

O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.

O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.

O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.

A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).

A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.

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A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.

A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.

O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.

Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.

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