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“Existe muito “Denuncismo” e Pedro merece respeito e credibilidade”
A palavra "Denuncismo" posta no título, não existe no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), mas muitos certamente a conhecem (e o pior, colocam-na em uso), tornando-a cada vez mais presente, pulsante e atuante no dia-a-dia do convívio em sociedade.
A verdade é que os principais telejornais brasileiros se esforçam em não politizar muito seu conteúdo, de acordo com defensores da nossa mídia, por que se fizerem isso a audiência cairia fortemente.
É importante estar bem claro para todos que a ausência de política é também a ausência da organização da sociedade, é a pior condição, é a condição onde todos partiremos para a agressão mutua desmedida.
Sem politica lutaríamos uns contra os outros por tudo, e nunca teríamos um objetivo comum.
Este mês por causa de algumas Operações que levou muitos políticos, servidores estaduais e empresários para traz das grades, o prefeito cuiabano, Mauro Mendes (PSB), teve que sair em defesa do amigo e governador do estado Pedro Taques (PSDB).
Mauro Mendes disse que o governador Pedro Taques merece credibilidade e respeito diante das denúncias de suposto "Caixa 2" na campanha eleitoral de 2014. O prefeito disse em entrevista aos jornalistas que o “Denuncismo”, quando é feito sem a mínima comprovação dos fatos acaba arranhando a imagem dos gestores e por isso é preciso ter cautela antes de fazer julgamentos.
O prefeito da Capital disse que esta acompanhado todo o desenrolar dos acontecimentos através dos veículos de comunicação do estado, e ainda não teve a oportunidade de conversar com o governador e amigo Pedro Taques sobre o assunto “Operação”, e falou que tudo isso que esta acontecendo com todo esse “Denuncismo” vai trazer serias consequências negativas.
Depois da prisão do ex-secretário de estado, Perminio Pinto Filho, que este preso desde 20 de julho deste ano no Centro de Custodia de Cuiabá (CCC), na segunda fase da "Operação Rêmora", assim como os empresários Giovani Guizarde dono da Construtora Dínamo e Alan Ayoub Malouf, dono do Buffet Leila Malouf que foram presos por envolvimento em fraudes de licitações na Secretaria de Educação do Estado (Seduc), o nome do governador Pedro Taques, acabou sendo colocado indiretamente como envolvido no esquema investigado pela "Operação Rêmora".
Nas últimas semanas, Pedro Taques teve o nome envolvido em todas as oitivas que aconteceram sob o comando da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá Selma Arruda. E segundo os acusados, as fraudes que aconteceram na Seduc, eram para pagar dívidas da campanha eleitoral da qual Taques saiu vitorioso e foi eleito governador.
O prefeito Mauro Mendes fez um alerta dizendo que: “O Brasil está paralisado por causa das denúncias. Espero que Mato Grosso não se paralise com denúncias que podem ou não ser fundadas. Essas denuncias precisam ser investigadas, mas não podem ter a capacidade de criar um estado de paralisia que vai comprometer a economia e a vida de todos nós”.
“O remédio para o câncer é necessário, mas se errarmos a dose, nós matamos o câncer e matamos o paciente. Ninguém discorda que temos que combater a corrupção, mas não podemos entrar no denuncismo, denunciou prende e denunciou cria um processo e depois de algum tempo você acaba sendo inocentado”.
Mendes se diz vítima de algo semelhante. “Lançaram-se calúnias e difamações contra o meu nome. Fui denunciado em processo do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), agora tudo arquivado como se nada tivesse acontecido”, disse, fazendo referência a uma ação que o acusava de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito em decorrência de simulação de empréstimo para a aquisição de um apartamento de luxo em Cuiabá, penhorado em leilão judicial.
“Eu acredito no governador Pedro Taques. Acredito que ele é uma pessoa bem intencionada e até que se prove o contrário, merece a minha credibilidade. Ninguém está imune às investigações, mas, seguramente, ele merece ainda o meu respeito e da população mato-grossense”, finalizou.
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Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento
Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.
O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.
O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.
O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.
A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).
A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.
A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.
A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.
O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.
Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.
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