PODER X CIÚMES
Desapego do “poder” gera críticas e “ciúmes” no grupo político de Mendes
Os políticos na sua maioria se agarram ao passado como ele fosse um refúgio. Enquanto alguns encaram o que passou com nostalgia, idealizando os bons momentos, outros se veem presos em lembranças e, acreditam que elas são como pesos que precisam ser arrastadas até o fim da vida.
Desapegar do passado é algo que precisam aprender. O futuro é um caminho, completamente novo e, para ser trilhado, é necessária sabedoria para carregar apenas o que for necessário.
Assim você deixa os pesos das experiências anteriores, te façam andar em círculos.
O desapego do “poder” é para poucos! Blairo Maggi é um raro exemplo de sair de cena por inconformismo. Desapegar, sair do palco iluminado é o ato que exige coragem na vida de desafios, vitórias e percalços.
Infelizmente, alguns políticos se agarram ao “poder” como os pescadores abraçam o mastro do barco na tempestade, movido pelo combustível da vaidade, estão sempre esperançosos nas vitórias, que as lembra a “vitória do Pirro”, cujas perdas são maiores do que os ganhos. Muitos deles que se negam a sair de cena, acabam enxotados pelo eleitor.
Desapega
“Eu preciso acomodar os meus objetos em um gabinete todo pequeno?“, questiona um agente político. Com a mudança do cargo, o gestor percebeu que, tinha vários “amigos”, presentes e guardava muitas “tranqueiras” e por muito tempo.
Ele não sabia que tinha acumulado tanto, porque todas as suas coisas ficavam espalhados em “espaços” maiores, dentro de várias secretarias, armários e gavetas que ele nunca via.
Foi bom para você?
Nesse mar de “faça isso ou aquilo” é quase certeza que encontraremos muitas coisas conflitantes com nossos interesses.
O fato é, nem tudo o que é bom para mim, vai ser para você. E há uma tendência em se generalizar as coisas, causando muitas vezes, mal-estar em que lê.
Segura essa: o que é bom na política para mim, pode não ser tão bom assim para você. A verdade está nos olhos de quem quer ver.
Continue a leitura e entenda melhor
Nesta semana o deputado estadual José Eduardo Botelho, do Partido Democrata (DEM), puxou as orelhas do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Joel Russi do PSB.
Era para chorar, se não fosse cômico. O primeiro secretário da Casa de Leis disse;
“Nós o elegemos, nós votamos nele com o intuito de que ele defende primeiro a Casa e não os interesses dele“.
Eita nobre deputado Botelho, o senhor quer dizer que: Max não está cumprindo suas funções como presidente do Legislativo? O senhor dos “romper” o que está por trás desse “teatrinho“?
Será por ser um ano pré-eleitoral e já está na cara que o Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira deixará o DEM e Max Russi está na caminhada e não estará com os Democratas em 2022, ou seria o desapego do “poder”?
Para com isso, deixa disso, senão vamos ao dia 7 de abril 2021.
“Eu estou trabalhando com a possibilidade de eu ser candidato, a reeleição. Isso que tenho trabalhado. Agora, outras alternativas que aparecerem ao longo do caminho a gente pode analisar por exemplo, senador, ser candidato a vice, ser candidato a governador, tudo é possível. Tem muito tempo ainda, muita água para rolar“, disse Eduardo Botelho.
Por isso volto a repetir: o que é bom na política para mim, pode não ser tão bom assim para você. A verdade está nos olhos de quem vê.
Destaques
Justiça condena Carlinhos Bezerra a 36 anos de prisão por duplo homicídio qualificado e feminicídio
Carlos Alberto Bezerra foi condenado a 36 anos de prisão pelo assassinato de Thays Machado e Willian Moreno, crimes cometidos em 18 de janeiro de 2023. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (31), após sucessivos adiamentos do julgamento. A decisão encerra uma das etapas mais importantes de um caso que ganhou ampla repercussão em Mato Grosso pela gravidade dos fatos e pelas circunstâncias que envolveram a execução das vítimas.
O Conselho de Sentença reconheceu que o réu praticou homicídio qualificado contra Thays Machado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Em relação à morte de Willian Moreno, os jurados também concluíram que houve homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que impossibilitou qualquer reação defensiva da vítima.
A juíza Mônica Perri Siqueira determinou o cumprimento imediato da pena e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Com a decisão, Carlos Alberto Bezerra permanecerá preso para o início da execução da sentença, em conformidade com o entendimento firmado durante o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri.

Durante o interrogatório, o réu confessou a autoria dos disparos, afirmou estar arrependido e alegou ter agido em legítima defesa. A versão apresentada, contudo, não foi acolhida pelos jurados, uma vez que as provas constantes nos autos indicaram que a vítima estava desarmada no momento do crime, circunstância considerada incompatível com a tese defensiva sustentada durante o julgamento.
Em seu depoimento, Carlinhos Bezerra relatou que manteve um relacionamento amoroso com Thays Machado durante três anos e sete meses, período que classificou como positivo, embora marcado por episódios de instabilidade. Segundo ele, o casal planejava oficializar a união e havia intenção de registrar a filha da vítima. Ainda conforme sua narrativa, o rompimento definitivo ocorreu após conflitos motivados por ciúmes e desentendimentos registrados nas festividades de fim de ano de 2022, culminando no encerramento da relação durante o Réveillon.
As investigações apontaram que, após o término do relacionamento, o condenado passou a perseguir Thays Machado e mantinha um sistema de monitoramento no qual registrava informações sobre a rotina da ex-companheira. O conjunto probatório produzido durante a instrução processual foi considerado relevante para a compreensão da dinâmica dos acontecimentos que antecederam o crime.
O duplo homicídio ocorreu na tarde de 18 de janeiro de 2023, em frente ao Condomínio Solar Monet, local onde reside a mãe de Thays Machado. Na ocasião, a vítima estava acompanhada do namorado, Willian Moreno, quando ambos foram surpreendidos pelos disparos efetuados em plena luz do dia.

Imagens registradas por câmeras de segurança, divulgadas durante as investigações, mostraram o veículo Renault Kwid conduzido pelo acusado circulando nas proximidades do condomínio. O automóvel passou em frente ao local, retornou de marcha à ré para se aproximar das vítimas e, em seguida, o motorista efetuou mais de dez disparos. Conforme a perícia, Thays Machado e Willian Moreno foram atingidos por três tiros cada um e morreram ainda no local, antes da chegada do socorro.
Após a execução do casal, o autor fugiu do local, mobilizando as forças de segurança em uma operação que resultou em sua prisão poucas horas depois. Carlos Bezerra foi localizado em uma fazenda da família, situada no município de Campo Verde, onde foi detido e posteriormente colocado à disposição da Justiça para responder pelos crimes.
Com a condenação, o Poder Judiciário conclui o julgamento em primeira instância de um dos casos criminais de maior repercussão registrados em Mato Grosso nos últimos anos. A decisão do Tribunal do Júri reafirma o entendimento de que os homicídios foram praticados com qualificadoras reconhecidas pelos jurados e reforça a responsabilização penal do condenado pelos assassinatos de Thays Machado e Willian Moreno.
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