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FECHAR A CASA DE LEIS

Deputado quer pedir “Lockdown”

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Na última segunda (22), o Governo Federal confirmou o total de 10.195.160 casos da Covid-19 no Brasil e 247.143 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 10.168.174 casos da Covid-19 no Brasil e 246.504 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo Coronavírus.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta terça-feira (23.02), 244.610 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 5.694 óbitos em decorrência do Coronavírus no Estado. Nas últimas 24 horas foram registradas 43 mortes pela doença. Esse foi o maior número de óbitos no Estado desde agosto de 2020.

Foram notificadas 1.764 novas confirmações de casos de Coronavírus no Estado. Dos 244.610 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 7.689 estão em Isolamento Domiciliar e 230.064 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 322 internações em UTIs públicas e 328 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 72,85% para UTIs adulto e em 37% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (52.362), Rondonópolis (18.531), Várzea Grande (15.491), Sinop (12.615), Sorriso (10.155), Tangará da Serra (9.854), Lucas do Rio Verde (9.207), Primavera do Leste (7.250), Cáceres (5.433) e Nova Mutum (5.013).

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O documento ainda aponta que um total de 210.674 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 683 amostras em análise laboratorial.

Preocupada com a situação, e com o aumento no grande numero da Covid-19 no Estado, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) deu sinais de que não descarta adotar medidas mais restritas para evitar a propagação da Covid-19.

A Casa de Leis já perdeu servidores em decorrência da doença e 14 dos 24 deputados estaduais já testaram positivo, inclusive, o caso do deputado Valmir Moretto (PRB) é investigado como reinfecção.

Mesmo com audiências e sessões remotas, muitos servidores trabalhando de casa (Home Office) e mesmo com a suspensão temporária de alguns serviços prestados pelo Legislativo, ainda é grande a circulação de pessoas, o que coloca o prédio em risco de contágio pelo vírus.

O presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado Dr. José Eugênio de Paiva (PSB), pediu o fechamento da Casa de Leis por conta do surto da Pandemia entre servidores e parlamentares. Há comentários de bastidores que dão conta que, além de Valmir Moretto, há mais de 30 reinfecções pelo Coronavírus.

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O deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM), explicou que com a mudança na nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), pode haver sim uma mudança na medida restritiva com o fechamento total da Casa de Leis, com suspensão das atividades presenciais, ou seja, um Lockdown.

Deve ser decretado “Lockdown” na Assembleia porque estamos com muitos casos de Covid. Aqui é um ambiente muito fechado e de muita circulação”.

Essa não é a primeira vez que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso restringe suas atividades durante a Pandemia. Em abril e agosto de 2020 a Casa de Leis teve restrições no atendimento ao público, como a suspensão da emissão de carteiras de identidade, porém, em nenhum desses momentos a Assembleia Legislativa foi totalmente fechada.

Nas últimas semanas, alguns gabinetes e setores internos do parlamento registraram vários casos de Coronavírus entre os servidores. – (Com ReporterMT/Gazeta Digital)

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Destaques

Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento

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Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.

O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.

O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.

O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.

A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).

A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.

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A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.

A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.

O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.

Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.

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