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Marcel continua preso e Silval recorre ao STF

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Apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como o chefe da organização criminosa o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) teve o seu segundo pedido de liberdade negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

silval e marcel 300Sival continua preso desde o dia 17 de setembro na sede do Corpo de Bombeira de Cuiabá determinado pela Juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Especializada Contra o Crime Organizado, na “Operação Sodoma”. 

Os advogados de defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) Valber Melo, Francisco Faiad e Ulisses Rabaneda impetraram com pedido de “Habeas Corpus” junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Eles continuam na tese de que a prisão de Silval Barbosa é “arbitrária” e que o ex-governador antes de ter a prisão preventiva decretada não tinha conhecimento das investigações mesmo estando à disposição da Justiça. 

Silval foi acusado pela Justiça de ser o chefe do grupo e que teria cobrado do empresário João Batista propina para que fossem concedidos incentivos fiscais para as três empresas dele a Casa da Engrenagem Distribuidora de Peças, Tractor Parts Distribuidora de Autopeças, e DCP Máquinas e Veículos que não estavam com uma boa situação financeira desde o ano de 2006. 

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Foram presos também juntamente com o ex-governador Silval Barbosa na “Operação Sodoma” os ex-secretários do governo Silval Barbosa, Pedro Nadaf, que foi secretario chefe da Casa Civil, e Marcel Souza de Cursi, da secretaria de Fazenda e se encontram detidos no Centro de Custódia de Cuiabá.

O ex-secretário Marcel de Curse, teve também seu pedido de liberdade negado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) pelo desembargador Alberto Ferreira de Souza, e segundo a decisão do desembargador, Marcel estaria "pressionando testemunhas, fabricando ou manipulando provas" e por isso a necessidade de manter a sua prisão e para o Ministério Publico Estadual (MPE), Marcel seria o mentor de todo o esquema dentro da Secretária de Fazenda.

Os advogados de defesa do ex-secretário argumentam que a sua prisão gera constrangimento ilegal, por inexistir indícios de que ele, conscientemente, tenha concorrido para as supostas fraudes no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e vem defendendo também que em nenhum momento “tentou coagir ou intimida o delator”, o empresário João Batista Rosa que entregou todo o esquema de cobrança de propina a Justiça, e “muito menos tentou interferir nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso”. Argumentaram os advogados de defesa.

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Para o desembargador Alberto Ferreira de Souza, em seu entendimento, Marcel de Curse mesmo ele estando fora do governo estaria em plena atividade no esquema de cobrança de propina, e que ele entrado em contato com o empresário João Rosa, que liberasse certa quantia em dinheiro para pagamentos dos trabalhos dos advogados que estavam atuando em favor de suas empresas junto a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) uma vez que as suas contas bancarias estariam bloqueadas.

Ainda segundo o desembargador Alberto Ferreira de Souza, “existem nos autos fortes indícios de que a organização criminosa está articulando de várias formas para tentar impedir que as fraudes sejam descobertas. no sentido de blindar a organização e ocultar seus os crimes cometidos pelos envolvidos no esquema”.  Afirmou. 

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Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento

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Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.

O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.

O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.

O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.

A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).

A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.

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A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.

A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.

O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.

Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.

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