DE VOLTA AO CARGO
Botelho será reconduzido ao cargo de presidente da Casa de Leis para o Biênio 2021-2023
O atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM), será reconduzido ao cargo para o seu terceiro mandato na chapa “União e Trabalho”.
A sessão transcorreu conforme cronograma, por chamada nominal em Plenário e, na sequência, com discursos via videoconferência, mantendo o protocolo do distanciamento social, para conter a proliferação do Coronavírus.
A deputada Janaína Greyce Riva (MDB) permanecerá como vice-presidente e Max Joel Russi (PSB), como primeiro-secretário. Serão empossados ainda os deputados Wilson Pereira dos Santos (PSDB), como 2º vice-presidente, Valdir Mendes Barranco (PT), como 2º secretário, deputado Claudinei de Souza Lopes (PSL), como 3º secretário e Paulo Roberto Araújo (Progressistas), como 4º secretário.
A posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT) para o Biênio 2021/2023 acontecerá nesta segunda-feira (01), às 9h.
Pela primeira vez na história, a cerimônia será realizada de forma virtual, por meio da plataforma Zoom, com o objetivo de evitar propagação do novo Coronavírus, a Covid-19.
O supervisor legislativo da Secretaria de Serviços Legislativos (SSL) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Barros, explica que, ao contrário do primeiro Biênio da Legislatura, não há um rito regimentalmente definido para a posse da Mesa Diretora no segundo Biênio.
Nesta cerimônia, a deputada estadual do MDB, Janaína Greyce Riva, na condição de vice-presidente da mesa que está se encerrando, dará posse ao novo presidente. Em seguida, Eduardo Botelho empossará os demais membros.
A nova Mesa Diretora foi eleita com 22 votos no dia 10 de junho de 2020. Conforme prevê a Constituição Estadual, a eleição deveria ocorrer em setembro, no entanto, a alteração da data aplicada excepcionalmente ao segundo Biênio da 19ª Legislatura ocorreu após aprovação da Emenda Constitucional 01/2020.
A recondução dos membros da Mesa Diretora passou a ser permitida após aprovação da Emenda Constitucional 63/2012.
Botelho agradeceu a confiança dos deputados e reafirmou o compromisso de trabalhar em defesa da população, de estar junto com o povo, com ações que contribuam com o desenvolvimento e redução das desigualdades regionais de Mato Grosso.
Também assegurou empenho da Casa de Leis no combate à pandemia da Covid-19, que avança em Mato Grosso. Destacou a economia feita pelo parlamento que promoveu a devolução de R$ 47 milhões ao Governo do Estado para ajudar a enfrentar as dificuldades nos setores essenciais, como Saúde e Segurança Pública.
“As minhas primeiras palavras são de agradecimento à minha família. Meu pai, “in memorian“, minha mãe, meus irmãos, minha esposa e meus filhos, pelo apoio e incentivo que sempre me deram na caminhada pessoal e política. Também a minha gratidão ao povo do nosso Estado e, neste momento em especial, aos colegas parlamentares que por este ato me reconduzem a presidência desta Casa pela terceira vez consecutiva. Vocês continuam confiando no nosso trabalho e eu não vou decepcioná-los”.
Sessão Legislativa
A instalação da nova Sessão Legislativa ocorrerá na terça-feira (2), às 9h, também de forma remota. Na ocasião, será apresentada a Mensagem do Poder Executivo.
Destaques
Deepfakes se tornam mais acessíveis e difíceis de identificar com avanço da IA
Vídeos de candidatos fazendo declarações que jamais deram, áudios com vozes praticamente idênticas às de figuras públicas e fotografias produzidas artificialmente estão cada vez mais difíceis de distinguir de conteúdos reais. Com a evolução e a popularização da inteligência artificial generativa, os deepfakes devem exigir atenção redobrada dos eleitores durante as eleições de 2026, diante do risco de manipulação da informação e de disseminação de conteúdos falsos capazes de influenciar o debate público.
Deepfake é uma técnica de produção ou manipulação de conteúdo digital por meio da inteligência artificial, capaz de fazer uma pessoa parecer dizer ou realizar algo que nunca disse ou fez. A tecnologia pode ser aplicada a vídeos, fotografias e áudios, permitindo a reprodução artificial de rostos, a alteração dos movimentos labiais e a clonagem de vozes, com resultados cada vez mais sofisticados e semelhantes aos registros autênticos.
Nos primeiros anos de popularização dos conteúdos produzidos por Inteligência Artificial, determinados erros eram relativamente fáceis de identificar. Mãos com dedos extras, olhos desalinhados, ausência de piscadas e movimentos faciais artificiais tornaram-se alguns dos sinais mais conhecidos. Com a evolução dos modelos de IA, entretanto, a simples procura por esses defeitos já não é suficiente para determinar se uma imagem, um vídeo ou outro material digital é verdadeiro.
Um especialista em IA procurado pelo Blog do Valdemir diz que:
“Os sistemas atuais melhoraram significativamente. Ainda existem sinais que merecem atenção, como pequenas alterações no contorno do rosto durante o movimento, diferenças entre os movimentos dos lábios e a fala, sombras e reflexos incompatíveis com a iluminação da cena, textura da pele que muda de um quadro para outro, acessórios que aparecem e desaparecem, textos e objetos que se deformam e movimentos corporais pouco naturais”, explica o especialista.
Os áudios representam um desafio ainda maior para a identificação de falsificações. Sistemas modernos conseguem reproduzir timbre, sotaque e outras características individuais da fala a partir de amostras relativamente curtas da voz original. Alguns elementos podem despertar suspeita, como a ausência de respirações naturais, ritmo e volume excessivamente uniformes, pausas incomuns, entonação incompatível com o conteúdo da mensagem, pronúncia estranha de nomes próprios e mudanças abruptas de volume ou timbre.
O especialista ressalta, contudo, que nenhum desses indícios comprova, isoladamente, que determinado conteúdo é falso. Por isso, a verificação deve começar pela procedência do material.
“A melhor recomendação ainda é verificar a origem, em vez de confiar apenas na aparência. Deve-se perguntar: quem publicou primeiro? O material aparece nos canais oficiais daquela pessoa? Há registro do evento completo? Veículos jornalísticos confiáveis registraram aquela declaração? Existem versões anteriores do mesmo vídeo?”, pondera.
Ferramentas acessíveis ao público, como Deepware Scanner e Hive, também podem auxiliar na análise de conteúdos em busca de indícios de manipulação ou geração por Inteligência Artificial. Esses serviços, porém, não devem ser interpretados como uma comprovação definitiva da autenticidade ou falsidade de um material.
“Eles fornecem indícios e probabilidades, não um ‘certificado da verdade’. Diante de um conteúdo polêmico ou muito grave, a regra mais segura continua sendo não compartilhá-lo imediatamente, confirmar sua origem em mais de uma fonte independente e buscar informações em veículos jornalísticos e canais oficiais”, afirma.
Além da crescente sofisticação tecnológica, a velocidade de circulação das informações nas redes sociais representa outro obstáculo. Os algoritmos de recomendação não foram concebidos como ferramentas de verificação de fatos, mas como sistemas destinados a selecionar conteúdos capazes de despertar interesse e manter os usuários nas plataformas. A desinformação, frequentemente baseada em surpresa, medo, indignação ou escândalo, pode gerar elevado engajamento antes que a autenticidade do material seja devidamente apurada.
“Um vídeo falso atribuindo uma declaração absurda a um candidato pode receber milhares de compartilhamentos antes que jornalistas, especialistas ou a própria plataforma consigam verificar sua autenticidade, causando estragos que ultrapassam a barreira do ambiente digital e podem perpetuar-se no mundo real como uma suposta verdade. Criar e publicar uma falsificação pode levar poucos minutos, enquanto realizar uma perícia, confirmar a origem, produzir uma checagem e comunicar essa informação a milhões de pessoas demanda muito mais tempo. Essa assimetria de velocidade impõe uma barreira significativa à contenção desses conteúdos”, alerta.
Para reduzir os riscos durante o período eleitoral, a resposta precisa ocorrer simultaneamente em diferentes frentes, com identificação clara de conteúdos sintéticos, sistemas automáticos de detecção acompanhados de revisão humana, redução temporária da recomendação de materiais suspeitos, mecanismos que dificultem compartilhamentos massivos e canais prioritários para denúncias relacionadas às eleições.
“A resposta precisa combinar tecnologia, legislação, educação midiática, jornalismo profissional e comportamento responsável dos próprios usuários”, conclui o especialista.
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