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Lamonnyel Vieira: – O bom churrasco depende dos melhores cortes

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    O bom churrasco depende dos melhores cortes

Por: Lamonnyel Vieira –

Hoje eu quero falar com você que adora um bom churrasco, mas um bom churrasco mesmo! Aquele feito com uma carne especial, suculenta, com percentual de gordura adequado, no corte certo e ponto exato para degustação.

Antes de tudo, quero me apresentar. Sou Lamonnyel Vieira: um cuiabano formado em administração, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas, que decidiu largar tudo para se dedicar à paixão pela carne.

Comecei trabalhando na cozinha do meu restaurante para aprender como as coisas funcionavam. Depois, fiz um curso de gastronomia no SENAC, e me aprimorei em São Paulo onde aprendi a “trabalhar com carne“.

Estava convicto de que precisava entender todo o processo: desde a genética para produzir uma carne de qualidade, como raças, cruzamentos industriais, manejo, bem estar animal e indústria frigorífica até a chegada à mesa do consumidor. Só depois, com minha esposa e sogro, decidi abrir o Açougue 154 e oferecer churrasco de qualidade para todos os cuiabanos. Trabalhamos com cortes das raças Wagyu, Angus, Hereford e Nelores com alto padrão de marmoreio e quero apresentar estas carnes pra vocês.

Wagyu é o nome de um raça japonesa que dá origem a melhor carne do mundo. Dele são vendidos praticamente todos os cortes, do Acém a Picanha, passando por Chorizo e Ancho. O diferencial está na maciez, sabor e no marmoreio: a gordura que fica entremeada na carne. Este animal possui a melhor carne com esta característica que a torna mais macia e suculenta, podendo chegar a 8% de gordura no Brasil e a 12% no Japão, numa escala de 1 a 12.

As pessoas se assustam quando eu falo, mas com a carne destes animais é possível fazer um excelente churrasco de Acém que fica melhor do que o feito com uma Picanha destas compradas diariamente nas casas de carne e supermercados.

A raça Angus também oferece carne de qualidade, macia e saborosa com alto índice de marmoreio. Em suas variações Black e Red, originárias da Grã-Bretanha, possuem cortes de menor marmoreio que a carne japonesa, mas de alta qualidade. O percentual de chega a 6%.

Para dar mais sabor a alguns cortes uso o sistema de maturação Dry Aged, onde a carne é maturada a seco e em baixas temperaturas, de uma a cinco semanas. Neste período, os processos enzimáticos e bioquímicos acontecem naturalmente resultando em maior maciez e conferindo ao corte sabor mais intenso e acastanhado.

Sobre os cortes, destaco alguns especiais como o Chorizo, carne retirada do miolo do Contrafilé com densa gordura lateral que reforça seu sabor. O corte ganhou este nome pela semelhança ao formato dos bifes com Chouriço (um tipo de linguiça) muito tradicionais na Argentina, mas também é conhecido como Strip Steak, Shell Steak e New York Strip.

Temos também o Flat Iron Steak, corte retirado da “raquete” da Paleta; o segundo mais macio do boi, atrás apenas do Filé Mignon. No centro da peça existe uma membrana que obriga o açougueiro a dividi-la no sentido do comprimento fazendo dois filés de Flat Iron. Além de macio, este corte tem incrível sabor e suculência.

Destaco ainda para o Shoulder Steak: um filé retirado do miolo da Paleta que apresenta textura tão macia quanto o Filé Mignon e o paladar acentuado. Suas fibras mais finas e a pouca gordura entre elas o tornam uma boa opção para quem prefere uma carne bem passada, já que sua maciez e suculência continuam.

Para finalizar, apresento o Short Rib: carne retirada da parte dianteira da costela do boi e de parte do miolo do Acém. Com alto teor de gordura e marmoreio, o Short Ribs é cortado em espessura para a grelha. Por ter fibras grossas e compridas, algumas churrascarias de alto padrão o apelidaram de Costela Premium.

Uma dica valiosa que gosto muito de falar nos Workshops que facilito é que o melhor churrasco é aquele que conseguimos preservar a maior quantidade de líquido dentro da carne, pois quanto mais suculência conseguimos manter, mais sabor teremos. Desta forma, é proibido manusear carnes com garfo na churrasqueira, pois a qualquer furo perdemos o líquido.

Recomendo ainda, após retirar a carne do fogo, deixá-la descansar por pelo menos um minuto, antes de cortar e servir aos seus convidados.

Em uma nova oportunidade falaremos da melhor salga, mais cortes, formas de preparo e guarnições na churrasqueira. Portanto, amigos e amigas, escolham a melhor carne, preparem com carinho e degustem um excelente churrasco!

Lamonnyel Vieira é especialista em churrasco e empresário. (65) 99972-1313

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Comunicar também é uma prática de responsabilidade ESG

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Autora: Dayane Nascimento*

Durante muito tempo, as empresas acreditaram que precisavam criar diferenciais para conquistar espaço no mercado. A experiência que vivemos na Cartê entre 2025 e 2026 mostrou exatamente o contrário: os diferenciais já existem, o verdadeiro desafio é fazer com que eles sejam reconhecidos.

Há um ano publicamos nosso Manual de Boas Práticas e Compromissos ESG. Mais do que um documento institucional, ele representou a decisão de tornar públicos todos os princípios que já orientavam nossa forma de trabalhar, de nos relacionar com clientes, fornecedores e colaboradores.

Antes mesmo da formalização, práticas como respeito às pessoas, ética nas relações, transparência, combate ao assédio, uso responsável da inteligência artificial e atenção ao bem-estar da equipe já faziam parte da nossa rotina. Elas existiam. Apenas não estavam organizadas e comunicadas de maneira clara.

Essa talvez seja uma realidade comum em muitas empresas. Bons processos, valores sólidos e diferenciais importantes permanecem invisíveis simplesmente porque ninguém os comunica de forma estruturada. Ao transformar esses compromissos em um documento público, percebemos que o manual passou a cumprir diferentes papéis.

Internamente, o documento se se tornou uma referência para orientar comportamentos e apoiar decisões. Externamente, passou a demonstrar, de forma objetiva, quais princípios sustentam nossa atuação, ou seja, nosso manual de boas práticas deu visibilidade à cultura que já existia. E isso faz a diferença.

Ao longo desse primeiro ano, percebemos que a formalização dos compromissos também abriu oportunidades permanentes de comunicação. Sempre que falamos sobre nossas práticas, reforçamos aquilo que acreditamos e mostramos como esses valores estão presentes no cotidiano da empresa.

Em um ambiente de negócios cada vez mais atento à transparência e à responsabilidade, comunicar valores deixou de ser um exercício de marketing. Tornou-se uma forma de fortalecer relações de confiança. Essa confiança não nasce apenas dos discursos, ela é construída pela coerência entre aquilo que a empresa diz e aquilo que efetivamente pratica. Quando existe consistência, a comunicação apenas revela o que já acontece todos os dias.

Talvez esse tenha sido o maior aprendizado desse primeiro ano: não basta fazer o certo. É preciso tornar esse compromisso visível para quem escolhe caminhar ao nosso lado. Nesse sentido, a comunicação do que estamos fazendo não segue o caminho da “autopromoção“, pelo contrário, a proposta é prestar contas, compartilhar responsabilidades e permitir que nossos stakeholders conheçam os princípios que orientam cada decisão.

Ao olharmos para esse primeiro ano, entendemos que o Manual de Boas Práticas e Compromissos ESG continua sendo menos um ponto de chegada e mais um compromisso permanente de manter nossos valores vivos, praticados e, principalmente, transparentes.

Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no ambiente empresarial. Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae, 2023), cerca de 70% das micro e pequenas empresas brasileiras já desenvolvem alguma prática ESG, sinalizando que responsabilidade, transparência e boa governança deixaram de ser temas exclusivos das grandes organizações e passaram a integrar a estratégia de negócios de empresas de todos os portes.

Na Cartê, essa experiência reforçou uma convicção que seguirá orientando nossa atuação. A coerência entre aquilo que a empresa acredita, pratica e comunica fortalece a cultura organizacional, gera confiança e consolida relações mais sólidas. Afinal, reputação não nasce do discurso, mas da consistência entre palavras e atitudes!

*Dayane Nascimento, consultora marketing com formação na UFMT, especialista em economia comportamento pela ESPM/SP e empresária.

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