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Francisney Liberato: – Qual é o seu valor?

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                       Qual é o seu valor?

Por: Francisney Liberato – 

A “Revista Você S/A” edição do mês de abril de 2018 apresentou uma matéria com o título: “Todos querem a Amazon”, nesta reportagem foi citado que a Amazon planeja construir a sua segunda sede, a qual gerará 50.000 empregos. A empresa recebeu 238 propostas de várias cidades do mundo, todas querendo ser a filial da gigante norte americana do comércio varejista on-line, algumas cidades ofereceram incentivos governamentais, dentre as quais, destacam-se: Nova York, Chicago Toronto e Los Angeles. A oferta mais robusta foi do Condado de Montgomery, no estado americano de Maryland, de 8,5 bilhões de dólares.

Interessante observar que essas cidades disponibilizaram em suas propostas vantagens, como incentivos fiscais, que proporcionará redução ou isenção da carga tributária, com o objetivo de ter a Amazon instalada em um desses locais.

Na região Centro-oeste existe o seguinte regionalismo: “O sujeito não vale um pequi roído“, que significa, indivíduo que não possui valor algum, ou seja, não serve para nada.

Fazendo uma comparação com a nossa vida privada, surgem algumas indagações: O quanto as pessoas estariam dispostas ou até mesmo pagariam para ter a sua companhia? O que você tem feito para ser uma criatura amável, sociável e tolerante com as pessoas? Qual seria o seu valor? Será que encontraríamos alguém disposto e com vontade para oferecer alguns milhares de reais para ter o prazer de uma relação amorosa, afetiva, de amizade ou de intimidade com você? Fica, portanto, essas perguntas como reflexões sobre até que ponto suas atitudes, seu modo de pensar e agir está despertando admiração e respeito das pessoas.

Na Bíblia, no livro de Gênesis capitulo 37, encontramos o relato de José, o penúltimo dos 12 filhos do patriarca Jacó, que por inveja e ciúmes foi vendido por seus irmãos para mercadores de escravos, em Canaã. José foi vendido pela bagatela de vinte peças de prata aos ismaelitas, que o levaram ao Egito.

Mateus 26, narra a história de Judas Iscariotes o discípulo traidor, que vendeu Jesus Cristo, o Salvador, por trinta moedas de prata.

José e Jesus Cristo foram vendidos, o primeiro como escravo, por causa da inveja e da maldade dos seus próprios irmãos, o segundo, para ser julgado e condenado pelos judeus à sentença de morte, sem cometer nenhum crime. Mas, Jesus Cristo na Palestina, e José filho de Jacó no Egito, foram exemplos de bons cidadãos e cultivaram relacionamentos saudáveis.

É inegável que manter uma convivência sadia entre indivíduos de personalidades e atitudes variadas não é algo fácil, visto que possuímos características pessoais e sociais exclusivas. Logo, baseado nisso, é necessário que haja compreensão, respeito, tolerância, para que a convivência familiar e social seja extremante eficaz.

O que podemos aprender, dentre as diversas possibilidades, para demonstrar a nossa estima?

A inovação aumenta o seu valor. A Amazon é hoje a empresa que mais investe em inovação no mundo, segundo dados divulgado na 13ª edição do Global Innovation 1000, estudo realizado pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC. Ela investe 12% do faturamento em inovação, o que equivale a US$ 16 bilhões. Na vida pessoal e profissional, o seu crescimento dependerá de sua inovação, e se preciso for, de mudança de relacionamentos. Progredir e se qualificar sempre faz bem, é impossível ser a mesma pessoa todos os dias, a menos que optemos por isso. A inovação, o crescimento pessoal e profissional tem a capacidade de fazer com que vivamos com intensidade, qualidade de vida e vigor físico e mental.

O seu ambiente precisa ser o melhor lugar para se viver. Trabalhar na Amazon é o novo sonho americano. De acordo o LinkedIn, a empresa superou o Google, na liderança do ranking das companhias mais cobiçadas para se trabalhar nos Estados Unidos. A empresa dispõe de uma cultura corporativa empresarial voltada para princípios de liderança, de trabalho flexível, dentro outras vantagens.

Temos que aceitar o fato de que não somos seres perfeitos, essa verdade absoluta nos leva a perceber de modo bem objetivo e direto, que somente através de uma autocrítica sincera, teremos a oportunidade de verificar e analisar todos os defeitos e virtudes. Esse exercício despertará um desejo progressivo e sistêmico de uma evolução profissional e pessoal. O espaço em que vivemos precisa ser, necessariamente, o melhor lugar do mundo, passando a contribuir para uma convivência de excelência.

Perdoar é indispensável. Apesar de José ter sido vendido como escravo, ele não atribuiu a culpa em seus pais, irmãos e Deus, apenas aceitou e encarou essa experiência negativa como um desígnio de Deus. Aos 30 anos, tornou-se governador do Egito. Os seus irmãos foram suplicar auxílio devido a fome extrema que estava ocorrendo tanto no Egito como na terra de Canaã. Todavia, José teve uma atitude digna de ser imitada, ele não foi rancoroso e vingativo, pelo contrário, concedeu perdão, como também entregou alimentos em grande quantidade para os seus irmãos, familiares e o seu pai.

Do exposto, considerando todas as formas e características do texto, o que realmente melhora o préstimo como ser humano, é aplicar em nossas vidas o princípio eterno do: Amar é necessário.

A nossa utilidade pessoal não é mensurada por aquilo que está fora de nós, o valor como indivíduos, nasce, primeiramente por aquilo que acreditamos e fazemos interiormente. Jesus Cristo apesar de ter amado seus amigos e inimigos, foi vendido, maltratado, humilhado, crucificado e morto. Enfim, quem não O conhecia poderia desprezá-lo, mas quem o conheceu de verdade e aceitou seus ensinos jamais faria isso.

O preço pago por Ele na cruz, para cada um de nós, é impagável! À vista disso, não se sinta desprezado e sem valor pessoal, pois, por intermédio de Jesus, o seu apreço é imensurável.

Aprendamos com o Mestre!

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.
www.francisney.com.br

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Eleição desarrumada

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Autor: Onofre Ribeiro*

Poucas vezes na História do Brasil o país enfrentou uma eleição num país tão desarrumado como em 2026.

Toda a institucionalidade do país foi destruída nos últimos anos. A Constituição tornou-se vaga referência que garante a existência de uma suposta democracia concentrada dentro dos propósitos dos chamados poderes. Afastou-se completamente da cidadania a quem deveria servir. Vivemos um jogo de poder. Nada mais!

Logo, seria de esperar que a eleição tratasse de temas na direção da recuperação da cidadania e da democracia. Além de garantir a reinstitucionalização do país para parâmetros de legalidade.

Os discursos dos candidatos a parlamentares nesta campanha eleitoral deveriam estar noutro patamar. Na direção do reordenamento do país. Mas o que se vê são as mesmas generalidades de sempre: educação, saúde, segurança, meio ambiente, geração de emprego e renda. São temas muito abrangentes e extremamente complexos que só fazem sentido se forem tratados como programas avançados de Estado. Não discursinhos de programa eleitoral.

Sem contar o fato de que em Mato Grosso a grande discussão é em torno do futuro. O presente está bem arrumado. A economia vai bem, não existem crises políticas. Em Mato Grosso o olhar precisa necessariamente ser para a geopolítica e para a organização do Estado com olhos nos caminhos que o mundo indica. O mundo moderno valoriza e precisa de alimentos, energia sustentável e recursos naturais. Mato Grosso domina esses campos. Além do mais é um dos quatro estados da federação que não recebem recursos federais do orçamento. Ao contrário. Envia dinheiro para o Tesouro Nacional distribuir a 23 estados que não arrecadam o suficiente para pagar suas contas gerais.

Não se fala na propaganda desta campanha em educação específica voltada às tecnologias que o Estado utilizará nos próximos anos para continuar a sua crescente produção. E também para a agroindustrialização que está em processo de rápido e inevitável crescimento. O que se vê, além dos discursos genéricos sem conteúdo, é a maldita emenda parlamentar. Trata-se de uma moeda de compra do poder.

Nenhuma das 27 bancadas estaduais no Congresso Nacional teve destaque porque todas estão afundadas na garimpagem de emendas parlamentares. É dinheiro que dá filhotes e gera fortunas pessoas muito além do imaginado. É preciso recordar que nunca uma eleição encontrou a política e os partidos em tão baixa decadência. Logo, seria de se esperar uma campanha eleitoral madura, com propósitos e não propostas genéricas.

Está bem claro na campanha eleitoral que os discursos dos candidatos são mera conversa pra boi dormir e cumprir a tabela da candidatura. A verdade se resume nas “entregas”, que nada mais são do que as emendas parlamentares que garantem a continuidade do poder político. Saudade do tempo que parlamentares propunham obras, mesmo que não cumprissem durante o mandato. Agora, nem isso! Só o poder das emendas parlamentares em conluio com o poder executivo .

*Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]

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