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ARTIGO

Daniela Leal: – A vacina para recuperar a saúde do varejo

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   A vacina para recuperar a saúde do varejo

Autora: Daniela Leal

O varejo brasileiro já falava de transformação digital e sobre a aceleração das estratégias online há muito tempo. Antes da pandemia, até ouvíamos que presença online não era tão importante. O setor de shopping também tinha muitas dúvidas sobre esse caminho. Mas o coronavírus chegou e, da noite para o dia, os shoppings centers foram fechados.

A partir daí, os investimentos e todas atenções se voltaram para as estratégias digitais. Novas soluções foram implementadas rapidamente, para atender consumidores e lojistas. Já estava no nosso planejamento a implantação de um canal digital como mais uma alternativa de vendas, mas certamente a urgência da pandemia acelerou todos os esforços.

Diante do shopping fechado, a palavra “desistir” nunca foi considerada. Foram muitas dificuldades, noites sem dormir, mas o comprometimento com nossos lojistas parceiros nos motivaram a nos reinventar.

Ainda não descobrimos a “vacina” para colocar as vendas no mesmo patamar de 2019, mas criamos um remédio muito eficiente para combater a crise. No nosso caso, criamos uma plataforma chamada de Vitrine Virtual num tempo recorde, em quinze dias de trabalho. Dentro no site do shopping, os clientes têm ofertas exclusivas, fotos de diversos ângulos, entrar em contato com os lojistas e finalizar a compra. Tudo numa plataforma simples e com muita segurança. Conseguimos ter sucesso e a maioria das vendas em meio à pandemia foram feitas por meio dessa ferramenta. Tenho orgulho em dizer que fomos o primeiro shopping de Curitiba a ter nosso próprio marketplace com vendas online, sem depender de outra ferramenta para integrar lojista e cliente. Também fico muito feliz que a ferramenta possibilitou à muitos lojistas dar o passo inicial no mundo virtual.

Além dessa transformação digital, instalamos um sistema de drive-thru no estacionamento do shopping, seguindo todas as recomendações de saúde. O mais impactante disso tudo é que, se não fosse a pandemia, não conseguiríamos fazer tudo isso num prazo tão curto. Praticamente da noite para o dia, estava tudo montado e a logística para conseguir receber e entregar os produtos para os clientes realizada com sucesso. O melhor (para clientes e lojistas) é que essas facilidades vão continuar sendo utilizadas pelos clientes, mesmo quando tudo isso acabar.

Afinal, em meio às dificuldades, encontramos novas formas de comprar e de vender. Passamos a estreitar ainda mais o relacionamento com os lojistas, conseguimos ver a riqueza da base de dados, a importância do CRM e notamos que os clientes estão mais receptivos para promoções (desde que sejam personalizadas e adequadas aos anseios de cada um).

Mas a pandemia não nos levou apenas a isso. Tivemos que nos reinventar e nos colocar na linha de frente para apoiar os lojistas e divulgar os produtos. Eu mesma enfrentei desafios pessoais e me coloquei à frente para divulgar as promoções e lançamentos nas redes sociais do shopping. O que antes era feito por profissionais contratados e com mais experiência, dessa vez foi realizado por mim. Sem filtro (mas com máscara) e com uma tremenda vontade de ajudar.

A pandemia está nos tirando muitas coisas das quais gostamos. Mas ela também está nos tirando da zona de conforto. E, enquanto a vacina não chega, vamos utilizando outros “remédios”.

Daniela Leal, gerente de marketing do Ventura Shopping

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Artigos

Nova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa

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Autora: Giovana Fortunato*

Ainda sem data de lançamento no mercado, o medicamento fezoniletanto apresentou resultados satisfatórios em estudos clínicos realizados com mais de 3 mil mulheres.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova medicação não hormonal para controlar ondas de calor e suores noturnos, sintomas associados à menopausa que afetam cerca de 80% das mulheres entre 40 e 65 anos.

O medicamento é uma alternativa para quem não pode se beneficiar ou não responde efetivamente ao tratamento de reposição hormonal. Apesar do aval da Anvisa, ainda não há definição de preço nem data oficial de lançamento da nova droga no mercado brasileiro.

O medicamento fezoniletanto, que chega ao mercado com o nome de Veoza, foi desenvolvido pelo laboratório Astellas Farma.

A nova droga atua no sistema nervoso, limitando manifestações vasomotoras, como fogachos, em mulheres que estão na transição para a menopausa e mesmo na pós-menopausa. No Brasil, mais de um terço delas apresenta ocorrências de moderadas a intensas, justamente o alvo do novo tratamento.

Os principais incômodos do climatério, associados à paralisação na produção de hormônios femininos pelos ovários, são ondas de calor, suores frios, alterações de humor e também do sono. O declínio hormonal tem repercussão nos circuitos cerebrais que regulam a temperatura corporal, gerando os chamados sintomas vasomotores.

As ondas de calor e/ou suores noturnos associados à menopausa têm duração mediana de 7,4 anos. Em algumas mulheres podem persistir por uma década ou mais, comprometendo atividades diárias, qualidade do sono e de vida.

A aprovação da Anvisa considerou três estudos clínicos sobre o fezoniletanto que envolveram mais de 3 mil participantes. A medicação reduziu significativamente a frequência das ondas de calor e/ou suores noturnos.

A dosagem ministrada em 4 semanas levou à redução de 55% da frequência dos sintomas vasomotores. Em 12 semanas, o estudo revelou resultados ainda melhores: 64%. Como evidência, considerou-se que o medicamento diminuiu a intensidade média dos sintomas vasomotores para níveis leves a moderados.

Como benefícios adicionais, observados na quarta e na décima segunda semanas, mulheres que fizeram uso da nova droga apresentaram melhora na qualidade do sono, diminuição no comprometimento das atividades diárias e do trabalho e ganhos em qualidade de vida.

O fezoniletanto desponta como alternativa para mulheres que não podem fazer reposição hormonal, devido a contraindicações como câncer de mama, infarto e histórico de trombose, e mesmo a pacientes que não obtiveram sucesso com terapia de hormônios.

*Dra. Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, e professora da UFMT.

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