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Câncer de mama: escolha a prevenção!

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Autor: Dr. Pedro Fontes*

Um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Mas muitas pessoas, por medo ou desinformação, evitam o assunto e acabam atrasando o diagnóstico. Por isso, é preciso desfazer crenças sobre o câncer, para que a doença deixe de ser vista como uma sentença de morte ou um mal inevitável e incurável.

Alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, apresentam sinais e sintomas em suas fases iniciais. Detectá-los precocemente traz melhores resultados no tratamento e ajuda a reduzir a mortalidade.

Mas, em que consiste o que é câncer de mama? Trata-se de uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos.

Quanto à causa do câncer de mama, há diversos fatores relacionados, sendo que o risco de desenvolver a doença aumenta a partir dos 50 anos.

Neste contexto, são considerados fatores de risco os comportamentais, a exemplo da obesidade após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, exposição frequente a radiações ionizantes.

Em seguida vem a questão da história reprodutiva, que envolve a primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por mais de cinco anos, entre outros.

E por fim, fatores hereditários ou genéticos, como história familiar de câncer de ovário ou de mama.

Prevenção

O câncer de mama ainda não pode ser prevenido totalmente, porém existem algumas recomendações básicas que ajudam a reduzir o risco para o aparecimento da doença. Além do autoexame e da mamografia, é aconselhável levar uma vida saudável, com uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos, controlando o peso corporal e evitando o consumo de bebidas alcoólicas. Além disso, a amamentação também é considerada um fator protetor.

Sintomas

Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor é a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos. Também podem surgir alterações mamilo, pequenos nódulos na região das axilas ou no pescoço, saída espontânea de líquido de um dos mamilos ou pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.

Importante frisar que a maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres. Alterações suspeitas também podem ser avaliadas pelo exame clínico das mamas, que é a observação e palpação das mamas pelo médico.

Portanto, olhe, apalpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, procure um médico.

E aqui vale ressaltar a importância da mamografia (rastreamento) para identificar o câncer antes de a mulher ter sintomas.

Quando são detectadas lesões suspeitas ao exame de mamografia, torna-se necessária a realização da biópsia destas lesões, uma ferramenta que vai definir tanto o diagnóstico final quanto o tratamento adequado.

Se tratado precocemente, o câncer de mama tem 95% de chances de cura!

Escolha a prevenção!

*Dr. Pedro Fontes é mastologista, cirurgião oncológico, professor do HUJM e integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde

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Eleição desarrumada

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Autor: Onofre Ribeiro*

Poucas vezes na História do Brasil o país enfrentou uma eleição num país tão desarrumado como em 2026.

Toda a institucionalidade do país foi destruída nos últimos anos. A Constituição tornou-se vaga referência que garante a existência de uma suposta democracia concentrada dentro dos propósitos dos chamados poderes. Afastou-se completamente da cidadania a quem deveria servir. Vivemos um jogo de poder. Nada mais!

Logo, seria de esperar que a eleição tratasse de temas na direção da recuperação da cidadania e da democracia. Além de garantir a reinstitucionalização do país para parâmetros de legalidade.

Os discursos dos candidatos a parlamentares nesta campanha eleitoral deveriam estar noutro patamar. Na direção do reordenamento do país. Mas o que se vê são as mesmas generalidades de sempre: educação, saúde, segurança, meio ambiente, geração de emprego e renda. São temas muito abrangentes e extremamente complexos que só fazem sentido se forem tratados como programas avançados de Estado. Não discursinhos de programa eleitoral.

Sem contar o fato de que em Mato Grosso a grande discussão é em torno do futuro. O presente está bem arrumado. A economia vai bem, não existem crises políticas. Em Mato Grosso o olhar precisa necessariamente ser para a geopolítica e para a organização do Estado com olhos nos caminhos que o mundo indica. O mundo moderno valoriza e precisa de alimentos, energia sustentável e recursos naturais. Mato Grosso domina esses campos. Além do mais é um dos quatro estados da federação que não recebem recursos federais do orçamento. Ao contrário. Envia dinheiro para o Tesouro Nacional distribuir a 23 estados que não arrecadam o suficiente para pagar suas contas gerais.

Não se fala na propaganda desta campanha em educação específica voltada às tecnologias que o Estado utilizará nos próximos anos para continuar a sua crescente produção. E também para a agroindustrialização que está em processo de rápido e inevitável crescimento. O que se vê, além dos discursos genéricos sem conteúdo, é a maldita emenda parlamentar. Trata-se de uma moeda de compra do poder.

Nenhuma das 27 bancadas estaduais no Congresso Nacional teve destaque porque todas estão afundadas na garimpagem de emendas parlamentares. É dinheiro que dá filhotes e gera fortunas pessoas muito além do imaginado. É preciso recordar que nunca uma eleição encontrou a política e os partidos em tão baixa decadência. Logo, seria de se esperar uma campanha eleitoral madura, com propósitos e não propostas genéricas.

Está bem claro na campanha eleitoral que os discursos dos candidatos são mera conversa pra boi dormir e cumprir a tabela da candidatura. A verdade se resume nas “entregas”, que nada mais são do que as emendas parlamentares que garantem a continuidade do poder político. Saudade do tempo que parlamentares propunham obras, mesmo que não cumprissem durante o mandato. Agora, nem isso! Só o poder das emendas parlamentares em conluio com o poder executivo .

*Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]

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