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Artigo

Assumindo a responsabilidade

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Autor: Francisney Liberato*

Reconhecer que precisa mudar é o primeiro passo para a mudança.

Discorrendo sobre autocontrole, percebemos a sua importância para a vida de cada um de nós. Ao ter uma vida controlada, é provável que gozemos mais da nossa existência, mas para isso é necessário assumir a responsabilidade pelos nossos atos.

Pense na sua vida hoje: faça um histórico panorâmico sobre o seu passado, em situações em que perdeu o controle totalmente ou em que perdeu o controle parcialmente.

Veja o desastre que foi perder o controle das suas emoções, pois você provavelmente deve ter perdido amigos, ofendido pessoas, se distanciado de alguns indivíduos ou, quem sabe, ter deixado de ganhar uma promoção no trabalho.

A minha pergunta para você é: vale a pena ser desse jeito? Se sim, continue do jeito que está “quebrando a cabeça” na vida; se não, chegou o momento de reescrever a sua história.

Culpar os pais, a genética, os filhos, o cônjuge, os amigos, os inimigos, os colegas do trabalho, o governo, o país, as circunstâncias que estão ao seu redor, não lhe ajudará a melhorar a vida, por isso, conclamo que você não se martirize e assuma a autorresponsabilidade, sendo uma pessoa melhor.

Mesmo que você aceite, hoje, os seus erros de comportamento, por ser descontrolado emocionalmente, e aceite mudar de vida, é provável que, por alguns dias, ou meses, você tenha que conviver com essa explosão de emoções que arrebenta sua vida. Contudo, é necessário ter paciência, tranquilidade e equilíbrio, uma vez que as mudanças acontecem com o tempo e a persistência.

Não adianta se culpar pelas atitudes erradas, é preferível reconhecer os erros. Inclusive, indico o meu livro “A arte de ser feliz”, o qual lhe auxiliará neste processo.

Para que você possa aprender a controlar mais as suas emoções é indispensável que reconheça as suas falhas, os seus erros, suas atitudes impensadas, de modo que você possa mudar de vida.

Que tal começar a construir um novo futuro hoje? Seja o protagonista da sua história, assuma a autorresponsabilidade, mude a forma de pensar e seja uma pessoa feliz. Comece a fazer isso a partir de agora, da seguinte forma #UmPassoDeCadaVez.

*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Vice-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais da Contabilidade – ABRAPCON. Membro da Academia Mundial de Letras.

– Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2”, “Como falar em público com excelência”, “Legado” e “Liderança”.

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Artigos

Ultrassonografia dos nervos periféricos: um exame que vai muito além da hanseníase

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Autora: Adriana Costa*

Quando pensamos em ultrassonografia, é comum associarmos o exame à gestação, ao abdômen ou às articulações. No entanto, a evolução da tecnologia ampliou significativamente as possibilidades desse método diagnóstico. Um dos exemplos é a ultrassonografia dos nervos periféricos, um exame ainda pouco conhecido pela população, mas que tem desempenhado um papel cada vez mais importante na investigação de doenças que afetam o sistema nervoso.

Durante muitos anos, esse exame ficou bastante associado ao diagnóstico da hanseníase, doença que pode comprometer os nervos periféricos e causar perda de sensibilidade e deformidades quando não identificada precocemente. De fato, a ultrassonografia é uma ferramenta valiosa para essa finalidade, especialmente em estados como Mato Grosso, onde a hanseníase ainda representa um importante desafio para a saúde pública.

Entretanto, limitar esse exame apenas à investigação da hanseníase significa desconhecer todo o seu potencial. Hoje, a ultrassonografia dos nervos periféricos é capaz de auxiliar no diagnóstico de diversas condições que provocam sintomas muito frequentes na população, como dores persistentes, formigamentos, dormência, perda de força muscular e dificuldade para movimentar braços, mãos, pernas ou pés.

Por meio da visualização direta dos nervos em tempo real, o exame permite identificar alterações estruturais que muitas vezes não podem ser percebidas apenas pela avaliação clínica. É possível diagnosticar compressões nervosas, como a síndrome do túnel do carpo, lesões decorrentes de traumas, inflamações, tumores benignos dos nervos, sequelas de acidentes e alterações relacionadas a doenças metabólicas e autoimunes, como o diabetes.

Uma das maiores vantagens desse método é a possibilidade de localizar exatamente o ponto onde o nervo está comprometido e compreender a causa da alteração. Essa informação oferece mais segurança ao médico na definição do tratamento, seja ele clínico, cirúrgico ou de reabilitação.

Além disso, trata-se de um exame confortável para o paciente. A ultrassonografia dos nervos periféricos é indolor, não utiliza radiação ionizante, permite comparar o nervo afetado com o lado oposto do corpo e pode ser realizada de forma dinâmica, acompanhando os movimentos durante a avaliação. Essas características agregam informações importantes que complementam o exame físico e, quando necessário, a eletroneuromiografia.

Outro aspecto relevante é a rapidez com que os resultados podem contribuir para o diagnóstico. Quanto mais cedo a causa de um comprometimento neurológico é identificada, maiores são as chances de iniciar um tratamento adequado, reduzindo o risco de sequelas permanentes e melhorando a qualidade de vida do paciente.

A medicina tem avançado na busca por diagnósticos cada vez mais precisos e menos invasivos, e a ultrassonografia dos nervos periféricos é um excelente exemplo dessa evolução. Mais do que um exame voltado à hanseníase, ela se tornou uma importante aliada na investigação de diferentes doenças neurológicas, permitindo respostas mais rápidas e tratamentos mais direcionados.

Por isso, diante de sintomas como dormência, formigamentos, dores persistentes ou perda de força, é fundamental buscar avaliação médica. Em muitos casos, a ultrassonografia dos nervos periféricos pode ser o exame que faltava para esclarecer a origem do problema e indicar o caminho mais adequado para a recuperação.

*Dra. Adriana Costa é médica radiologista no IDAPI, em Cuiabá-MT.

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