Artigo
Como a transformação digital impulsiona a logística industrial?
Autor: Mario Harada* –
Conectando distintos sistemas e integrando todo o fluxo dos processos industriais, a transformação digital trouxe previsibilidade e eficiência ao segmento logístico ao longo dos últimos anos. Ao democratizar a gestão e auxiliar os usuários na tomada de decisões, a tecnologia fomentou o mindset de que a logística é parte estratégica das companhias, visto que minimiza desperdícios e ineficiências que resultam diretamente em significativas reduções de custos e aumento da qualidade que é percebida tanto pelos clientes internos quanto externos.
Considerado um dos líderes do mercado logístico da América Latina, o Brasil conta com uma malha rodoviária de mais de 75,8 mil quilômetros, em que, segundo a Confederação Nacional do Transporte, 65% das cargas são transportadas. Com um ecossistema integrado e consolidado de embarcadores, a cadeia nacional de supply chain investe anualmente em modernização, visando assim superar os desafios estruturais do país.
Percebida como uma cultura atual e não apenas como tendência, a transformação digital promove eficiência, transparência e diversos benefícios, como agilidade, assertividade e custo-benefício, ao reduzir processos manuais. Isto contribui para a minimização de falhas e perdas de ativos, além de otimizar as frotas e rotas.
Tida como área estratégica do negócio, a logística impacta desde a experiência de compra e de atendimento até a economia nacional. De acordo com o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), o setor respondeu por 18,4% do PIB brasileiro, sendo extremamente superior ao registrado nos Estados Unidos, que foi de apenas 8,7%. Vale destacar que fatores como aumento do custo de estoques, transporte, armazenagem e gastos administrativos, influenciaram as despesas do segmento.
Rumo a Logística 4.0, a transformação digital reduz, principalmente, a ineficiência dos processos, uma vez que possibilita a integração de sistemas em prol da unificação e automatização de tarefas a partir da centralização de dados. Isso se traduz em competitividade, visto que a tecnologia, assim como um quebra-cabeça, conecta todos fluxos soltos e complexos em um único lugar.
As novas tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Big Data, Blockchain, entre outras, possibilitam o rastreamento do motorista, o tracking de cargas e a disponibilização de informações precisas e atualizadas para todas as pontas envolvidas, desde o gestor até o cliente final. Tudo isso em tempo real e a um clique de distância.
Diante do impacto profundo e transformador na logística industrial, a transformação digital conquistou posição de destaque no segmento. Portanto, a inovação já é vista como fundamental para desenvolver novas oportunidades de negócio, reduzindo custos e oferecendo um serviço personalizado aos consumidores. Inclusive, as empresas que investem nessa transformação demonstram mais preparo para lidar de maneira eficaz com os desafios modernos, o que corrobora para um maior destaque no mercado global altamente dinâmico e competitivo.
*Mario Harada é Diretor de Tecnologia e Desenvolvimento da Mobiis, ecossistema que conecta soluções SaaS em prol da cadeia logística, desenvolvida a partir da fusão das empresas Pathfind e Fretefy. Executivo de Tecnologia, Doutor em Ciências da Computação, PMP e Lean IT Certified, Harada possui mais de 25 anos de experiência em projetos de P&D, inovação tecnológica, gestão de pessoas e transformação digital.
Artigos
O problema da dívida
Autor: Francisney Liberato* –
“Os ricos mandam nos pobres, e quem toma emprestado é escravo de quem empresta”. Provérbios 22:7
Já sabemos que a questão da dívida normalmente é maléfica para nossa vida. Temos que ter a consciência para gerenciar melhor os nossos recursos, pois a falta disso custa muito caro para você e sua família.
O sábio Salomão, um dos homens mais ricos de todos os tempos, é claro em dizer no livro Provérbios 22:7 que quem empresta dinheiro vira escravo:
“Os ricos mandam nos pobres, e quem toma emprestado é escravo de quem empresta”.
Essa é uma grande verdade! A pessoa que empresta dinheiro tem o seu livre-arbítrio limitado. Não tem a total liberdade da sua vida. E vive nas ruínas da vida, se escondendo.
Ter dívidas em si não é pecado, porém é necessário fazer uma revolução na sua vida para que isso não ocorra mais, ou você quer ser escravo de alguém? A escritora Ellen G. White, no livro “O Lar Adventista”, nos ensina um princípio básico sobre a gestão financeira, o mesmo utilizado na Lei de Responsabilidade Fiscal brasileira. Vejamos:
“Você precisa cuidar para que suas despesas não sejam maiores do que seus rendimentos”.
Pense em um funil, que tem uma abertura grande numa ponta e uma abertura pequena na outra. Assim também devemos pensar sobre dinheiro. Normalmente as nossas despesas e desejos são grandes, a parte maior do funil, entretanto, as suas receitas, a “boca” pequena, não comporta tudo o que queremos. Essa matemática nunca vai fechar!
Aprenda a economizar os seus recursos para o futuro. Não estou dizendo que você não deve viver bem no presente, mas sim que temos de lembrar que o amanhã pode existir, assim, é importante guardar um pouco. Poupar para o futuro foi um sábio conselho dado por Deus a José no Egito (Gênesis 41:46 e 47).
Tome nota: viva uma vida de acordo com o seu padrão financeiro; cuidado com o consumismo e materialismo do mundo moderno; desconfie de ganhos fáceis ou enriquecimento rápido; não conte com o “ovo da galinha”, pois pode ser que a galinha não bote; faça um pacto com Deus para revolucionar a sua vida financeira, incluindo a devolução a Ele dos seus dízimos e ofertas, pelas bênçãos recebidas; mesmo com problemas financeiros, jamais deixe de ajudar alguém ou o próximo.
Observe que o nosso Deus é tão zeloso e se preocupa tanto com os seus filhos que no Antigo Israel Ele deixou uma mensagem sobre o perdão das dívidas, a cada sete anos, cujo objetivo era evitar que o cidadão ficasse que esse peso, pobre e escravo de dívidas dos seus credores (Deuteronômio 15:1-5):
“Moisés disse ao povo: — De sete em sete anos todas as dívidas serão perdoadas. Isso será feito assim: quem tiver emprestado dinheiro a outro israelita perdoará a dívida. Ele não exigirá pagamento, pois o Senhor Deus declara que a dívida foi perdoada. Vocês podem exigir que os estrangeiros paguem, mas devem perdoar as dívidas dos seus patrícios israelitas. O Senhor, nosso Deus, os abençoará ricamente na terra que lhes vai dar. Portanto, não haverá nenhum israelita pobre, se todos derem atenção ao que o Senhor ordena e obedecerem a todos os mandamentos que hoje eu estou dando a vocês”.
Acontece que o mundo moderno já não perdoa as dívidas, por isso é necessário se reequilibrar e cuidar de suas finanças.
Somente Deus deve ser o seu Senhor! Não entregue a sua vida nas mãos de outra pessoa que, neste caso, é o credor.
Quais são as possíveis fontes de dívidas?
Extraordinárias – doenças, acidentes, catástrofes, guerra etc.
Competência técnica – são dívidas que ocorrem devido à falta de conhecimento técnico sobre educação financeira, ignorância, experiências traumáticas e que se repetem, crenças mentais, enfim.
Ilusão – vive pensando apenas no hoje, é um ser humano gastador, desperdiça recursos, gosta de ostentar o que não possui, é ganancioso, egoísta etc.
Necessárias – são investimentos que custam muito alto, tais como: aquisição de um veículo, casa, investimento na empresa e nos filhos, ou seja, são indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento.
Ter dívidas por coisas banais nos torna escravos de credores. As dívidas extraordinárias devem ser cobertas pela reserva de emergência, já para as necessárias, é possível fazer um planejamento melhor, economizar e emprestar o que não é possível pagar à vista, desde que se adeque ao seu orçamento familiar.
Enfim, tome uma atitude a partir de hoje e ressignifique a sua vida. Não seja a mesma pessoa de ontem. Se até aqui a sua vida financeira não anda bem, chegou o momento de melhorá-la e ter uma vida melhor e mais feliz.
*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.
-
Artigos6 dias atrásTrabalho está deixando muita gente doente — e a lei mudou para valer com isso
-
Política6 dias atrásO futuro do Parque Novo Mato Grosso sob “Fogo Cruzado”
-
Política6 dias atrásDelações de executivos da Aegea implicam deputado federal em “Esquema de Propinas Multimilionárias”
-
Artigos6 dias atrásAtravessamentos que formam — e deformam
-
ESPORTES4 dias atrásAncelotti prepara reformulação para confronto decisivo diante do Haiti
-
ESPORTES4 dias atrásZinedine Zidane não gostou?
-
Artigos2 dias atrásMuito além do futebol, o Brasil também tem o SUS
-
Artigos3 dias atrásA soberania nacional e o terrorismo




