Artigo
2025 será o ano da consolidação do 5G no Brasil
Autor: Thiago Priess Valiati* –
Estamos chegando ao fim de 2024, ano em que o 5G completou dois anos no Brasil. Hoje, o 5G está presente em quase 600 municípios, sendo que a infraestrutura necessária já se estendeu a mais de 800 cidades, contemplando mais de 60% da população. As projeções do governo federal são de que o 5G deve adicionar aproximadamente 0,5% ao PIB do país ao ano, considerando o aumento de produtividade e as novas oportunidades de negócio em setores variados como indústria, saúde, educação, agricultura e logística. A partir de 2025, assistiremos uma aceleração dos benefícios gerados pelo 5G, que após o período de implantação, vai se consolidar no país.
Em média, a velocidade do 5G no país está em torno de 450 Mbps, o que coloca o Brasil em destaque em rankings sobre a eficiência das conexões. Mais do que a infraestrutura existente, a consistência do serviço será fundamental para que o 5G realmente consiga entregar as vantagens prometidas para os diversos setores, especialmente em relação às novas tecnologias que dependem da alta velocidade contínua.
A necessidade de constância se deve, sobretudo, à troca de informações entre máquinas, por meio da Internet das Coisas (IoT). Estamos falando de equipamentos enviando dados entre si a todo o momento. Isso requer uma velocidade de conexão elevada e ininterrupta para garantir que as informações sejam atualizadas em tempo real. É isso que setores como indústria, agronegócio, logística e outros segmentos esperam obter do 5G. Mais do que o aumento por si do volume de acessos de máquinas, é preciso garantir a sua qualidade.
O combo de alta velocidade e baixa latência visa oferecer uma velocidade muito elevada, que seria equivalente às de conexões físicas. É a partir da implementação progressiva do 5G no país que muitas tecnologias que são faladas atualmente podem se consolidar, como a Inteligência Artificial, além da Internet das Coisas, que permitem mais automação, eficiência e avaliação de grandes volumes de dados para empresas de diversos segmentos econômicos.
A necessidade de investimento em infraestrutura
O investimento em infraestrutura por parte das operadoras de telefonia móvel será determinante para garantir que a expansão do 5G cumpra os seus cronogramas e atinja os resultados esperados tanto pelas empresas quanto pelas pessoas físicas. Nesse contexto, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) segue uma agenda para os próximos anos:
Até julho de 2025, o foco está no atendimento dos municípios com população igual ou superior a 500 mil habitantes. Espera-se uma antena a cada 10 mil habitantes;
Até julho de 2026, o objetivo se volta às cidades com mais de 200 mil habitantes: uma antena para cada 15 mil pessoas;
Até julho de 2027, o atendimento será destinado a municípios com mais de 100 mil habitantes, seguindo a proporção de uma antena a cada 15 mil pessoas;
Até julho de 2029, 100% da população localizada em cidades com mais de 30 mil habitantes, mantendo o padrão de uma antena a cada 15 mil pessoas.
Nesse contexto, o 5G, de forma gradativa, deve se estender para as cidades de maior para o menor porte – além, é claro, de regiões mais afastadas, caso de propriedades rurais. Para sentir este benefício, os smartphones e outros dispositivos conectados também devem contar com uma tecnologia condizente. Quanto mais desenvolvida a infraestrutura de um país, como um serviço de 5G de alta velocidade e qualidade, mais desenvolvimento socioeconômico isso gera para o Brasil. Um financiamento mais elevado em infraestrutura é capaz de proporcionar, por exemplo, crescimento no número de empregos e significar uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.
Além disso, o investimento na infraestrutura, como o serviço de telecomunicações, gera um ciclo virtuoso, pois um baixo estoque de infra consiste em um impeditivo para o próprio crescimento do ambiente negócios. Quanto mais desenvolvida a infraestrutura, mais capital será investido. Assim, a importância da implantação do 5G é indiscutível para a economia brasileira.
*Thiago Priess Valiati é advogado, sócio do escritório Razuk Barreto Valiati, doutor em direito administrativo pela Universidade de São Paulo (USP) e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Regulatório (IBDRE).
Artigos
Trabalho: caminho que constrói futuro
Autor: Janguiê Diniz* –
Muito além de uma obrigação ou meio de subsistência, o trabalho é um dos principais instrumentos de mobilidade social, transformação individual e coletiva. É por meio dele que sonhos saem do papel, objetivos ganham forma e histórias de superação são escritas todos os dias.
O trabalho tem um valor que vai além do aspecto financeiro. Ele representa dignidade, propósito e identidade. Quando alguém trabalha, não está apenas gerando renda. Está construindo um futuro, desenvolvendo habilidades, conquistando autonomia e criando oportunidades. Em muitos casos, é o trabalho que possibilita a mobilidade social, permitindo que pessoas mudem sua realidade e ofereçam melhores condições para suas famílias. E esse impacto não se limita ao indivíduo.
O trabalho transforma comunidades, fortalece a economia e contribui para o desenvolvimento do país. Cada profissional, independentemente da área ou função, tem um papel importante nesse processo. Do pequeno empreendedor ao grande executivo, do trabalhador informal ao profissional altamente especializado, todos contribuem para o funcionamento e o crescimento da sociedade e têm seu valor.
No entanto, falar sobre o valor do trabalho também exige abordar as condições em que ele é realizado. O trabalho precisa ser exercido de forma digna, em ambientes seguros, justos e respeitosos. Nenhuma atividade deve submeter o trabalhador a condições degradantes ou desumanas. A dignidade no trabalho não é um privilégio, é um direito. Nesse contexto, as empresas desempenham um papel fundamental.
Organizações que entendem o valor do trabalho investem em seus colaboradores, promovem ambientes saudáveis e criam oportunidades reais de crescimento. Um bom ambiente de trabalho não é apenas aquele que oferece estrutura física adequada, mas também aquele que incentiva o desenvolvimento, reconhece esforços e valoriza pessoas. Empresas que cuidam de seus colaboradores colhem resultados mais consistentes.
Equipes motivadas produzem mais, inovam mais e se comprometem mais com os objetivos da organização. É uma relação de reciprocidade: quando o colaborador se sente valorizado, ele naturalmente entrega o seu melhor.
É nesse cenário que ganha força o conceito de intraempreendedorismo.
Cada vez mais, empresas percebem que seus próprios colaboradores podem ser agentes de inovação e crescimento. O intraempreendedor é aquele que, mesmo dentro de uma organização, pensa como dono, busca soluções, propõe melhorias e contribui ativamente para o desenvolvimento do negócio. Ele não apenas executa tarefas, mas participa da construção de resultados. Estimular esse comportamento é estratégico. Ao incentivar o intraempreendedorismo, as empresas criam um ambiente onde ideias são valorizadas, talentos são potencializados e oportunidades são ampliadas. O colaborador deixa de ser apenas parte da operação e passa a ser parte da evolução da empresa.
O trabalho, quando exercido com dignidade e propósito, transforma não apenas a realidade financeira, mas também a mentalidade. Ele ensina disciplina, desenvolve resiliência e fortalece o caráter. Cada desafio superado no ambiente profissional contribui para o crescimento pessoal. Por isso, ao refletirmos sobre a importância do trabalho, é importante resgatar uma ideia simples, mas poderosa: o trabalho enobrece o homem, engrandece a alma e enriquece o bolso. Ele é, ao mesmo tempo, meio e caminho: meio para conquistar estabilidade e caminho para alcançar realização.
Mais do que celebrar, este é um momento de valorizar. Valorizar o esforço diário de milhões de brasileiros, reconhecer a importância de condições dignas de trabalho e reforçar o papel das empresas na construção de ambientes mais justos e produtivos. No fim das contas, o trabalho é uma das maiores ferramentas de transformação que existem. E, quando aliado à dignidade, ao respeito e às oportunidades, ele se torna capaz de mudar vidas — não apenas de quem o realiza, mas de todos que estão ao seu redor.
*Janguiê Diniz – Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group. Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular.
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