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REPRESENTATIVIDADE NA POLITICA

Vânia será a terceira mulher vice-prefeita de Cuiabá

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O Brasil tem varias prefeituras hoje comandadas por mulheres. Se levarmos em conta que temos 5.570 municípios no país, perceberemos que a representatividade feminina ainda está bem aquém do que poderia ser, já que somamos também o maior contingente populacional. De acordo com o IBGE, em 2024, a população feminina no Brasil deve ser de 108,9 milhões de pessoas, o que corresponde a 51,2% do total de habitantes do país. A população masculina deve ser de 103,7 milhões, ou 48,8%.

Eleita ao lado do deputado federal Abilio Brunini, do Partido Liberal (PL), com 53,8% dos votos válidos no 2º turno do pleito municipal em Cuiabá, a tenente-coronel Vânia Rosa será a terceira mulher a ocupar a cadeira de vice-prefeita no Palácio Alencastro. Filiada ao partido Novo, Vânia é mais um nome que atesta o desempenho histórico da sigla em Mato Grosso, que conseguiu, neste ano, eleger 14 representantes em sete cidades, entre Executivo e Legislativo.

Antes da tenente-coronel, estiveram nesse posto Bia Spinelli (1989-1992) e Jacy Proença (2004-2008). Desde a redemocratização do Brasil, a partir de 1985, a Prefeitura de Cuiabá teve 11 eleitos para o cargo de vice.

Agradeço a cada integrante do Novo e quero dizer que nosso projeto vai continuar. Sabemos do gigante desafio que iremos enfrentar, mas continuaremos nos reunindo com o partido para falar sobre nossas ideias, disse Vânia, após a vitória nas urnas.

Nacionalmente, a nova vice-prefeita de Cuiabá faz parte de um grupo restrito de mulheres que assumirão a mesma posição a partir de 1º de janeiro de 2025. Conforme registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente 11 das 26 capitais estaduais brasileiras elegeram candidatas femininas como vice-prefeitas. Já no âmbito mato-grossense, somente 31 municípios de um total de 142.

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Quando se fala no cargo maior do Executivo, o número é expressivamente ainda menor, com apenas duas prefeitas vencedoras em capitais. De acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em todo o território brasileiro foram eleitas 730 prefeitas, podendo chegar a 734, já que em algumas cidades os resultados das eleições ainda estão sub judice. Em Mato Grosso, 13 municípios serão administrados por mulheres.

Quando olhamos e avaliamos esses números gerais, conseguimos ter uma dimensão de quão grande foi esse resultado conquistado pela Vânia. Ela já está na história de Cuiabá como a terceira vice-prefeita, mas temos a certeza de que isso se tornará apenas um detalhe em comparação a todo trabalho que fará por nossa cidade, inspirando outras mulheres, prevê o presidente estadual do Novo em MT, Sérgio Antunes.

Tenente-coronel Vânia Rosa tem 44 anos e é policial militar há mais de 25 anos. Na corporação, entre outras funções, atuou na liderança da Patrulha Maria da Penha, que oferece acompanhamento preventivo periódico e garante maior proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Além disso, é bacharel em Segurança Pública, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com especialização em administração pública e psicanálise.

O Novo conta com um grupo de pessoas capacitadas e dispostas a fazer uma política diferente, uma política que realmente atenda às necessidades da cidade como um todo. E a Vânia faz parte desse grupo. Quando seu nome foi apresentado, não tivemos dúvidas de que ela seria uma ótima escolha. Ela nos mostrou isso com sua trajetória de compromisso com as pessoas, especialmente as mais vulneráveis”, destaca o vice-presidente estadual, Paulo Henrique.

O vice-presidente do Diretório Municipal do Novo em Cuiabá, Rafael Iacovacci, reforça esse discurso e acrescenta o poder de liderança demonstrado pela vice-prefeita eleita.

Temos certeza de que ela irá contribuir muito com a gestão do prefeito Abilio, seja como vice ou ocupando a titularidade de alguma secretaria. Além de toda integridade, honestidade, e qualificação para trabalhar, a Vânia é uma líder nata”, aponta Rafael.

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Política

A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026

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Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.

Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.

Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.

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O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.

A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.

O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.

Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.

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Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.

O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.

Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.

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