OS PREPARATIVOS PARA 2026
Serly e Machado serão os responsáveis por conduzir as Eleições de 2026
A nova presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE-MT) para o Biênio 2025/2027, ficou sob o comando da desembargadora Serly Marcondes Alves. A condução se deu após os magistrados entrarem em acordo, que foi anunciado na sessão plenária. Com o consenso, automaticamente o desembargador Marcos Machado se tornou o vice-presidente e Corregedor Regional Eleitoral.
Os desembargadores Serly Alves e Marcos Machado serão os responsáveis por conduzir as Eleições Gerais de 2026, quando serão eleitos deputados estaduais, deputados federais, governador, senadores e presidente da República.
O combate à influência de facções criminosas nas eleições de 2026 será uma prioridade do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), segundo o desembargador Marcos Machado, novo vice-presidente e corregedor regional eleitoral, que planeja convocar as Forças Armadas para coibir a atuação desses grupos.
Após tomar posse na quarta-feira (14), ele destacou a necessidade de enfrentar o financiamento ilícito de campanhas políticas por organizações criminosas.
O desembargador reconheceu outras prioridades definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas enfatizou que o combate às facções é um desafio central. Ele expressou preocupação com a segurança e a liberdade dos cidadãos, criticando a violência e a crueldade promovidas por esses grupos.

Já Serly Marcondes Alves, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), reuniu secretários e assessores, na última sexta-feira (16) para alinhar a atuação da sua gestão 2025/206.
“Temos que estar afinados com as resoluções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e nos prepararmos da melhor forma possível. Iremos buscar o cumprimento das Metas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e daremos apoio às ações da Corregedoria Regional Eleitoral. Somos um Tribunal de excelência, com selo Diamante, e assim continuaremos. Estamos construindo um projeto que contemple, além de uma gestão eficiente, um bom ambiente de trabalho a todos os servidores e servidoras“.
A desembargadora, que ocupava na gestão passada a vice-presidência e corregedoria eleitoral, fez mudanças na equipe com servidores do quadro da própria Justiça Eleitoral.
A composição é considerada natural para o realinhamento interno. Como parte da administração da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, Serly Alves, durante a posse que será uma gestão de continuidade também. Ela será responsável por conduzir as Eleições de 2026.
Política
MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso
A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.
Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.
O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.
Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB), uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.
A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.
Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.
O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.
A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.
A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.
Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.
Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.
A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.
Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.
O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.
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