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OBRAS PARA OS MUNICÍPIOS

Ministério da Defesa garante obras do “Programa Calha Norte” em MT para 64 municípios

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O Programa Calha Norte abrange, atualmente, 442 municípios, distribuídos em dez estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Matogrosso dos Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Ao todo, são 5.986.784 km²: 70,30% do Brasil (Área do Brasil: 8.515.767 km²). Total da População da Área de abrangência do PCN (15.832.958 hab): 7,53% do Brasil (a população do Brasil em 2019 era de 210.037.000 hab, segundo o IBGE).

Outro dado considerado relevante é que o “Programa Calha Norte“ engloba 85% da população indígena brasileira em uma área que corresponde a 99% da extensão das terras indígenas.

O “Programa Calha Norte“ é fundamental para essa área, aumentando a presença do Estado e contribuindo para a defesa e a integração nacional.

No Estado de Mato Grosso, 64 municípios terão nos próximos quatro anos um considerável incremento em sua infraestrutura nas áreas de Defesa, Educação, Esporte, Segurança Pública, Saúde, Assistência Social, Transportes e Desenvolvimento Econômico.

Quem garante é o general Ubiratan Poty, diretor do departamento do “Programa Calha Norte“, do Ministério da Defesa, durante audiência com o Senador do Partido Liberal (PL) pelo Estado de Mato Grosso, Wellington Antonio Fagundes, em Brasília.

O militar fez um balanço das ações que estão sendo desenvolvido nos municípios do Estado, onde serão aplicados R$ 35,1 milhões. Segundo ele, já estão sendo processadas metade dos convênios previstos, cujos planos de execução já foram aprovados. São obras que vão de construção de quadra poliesportiva até a implantação de bibliotecas públicas, casa para educação infanto-juvenil, iluminação pública, pavimentação, entre outras.

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General Ubiratan Poty fez questão de enaltecer o trabalho do Senador Wellington Antonio Fagundes na elaboração do Orçamento do Ministério da Defesa, que inseriu Mato Grosso, pela primeira vez, dentro do programa, desde que foi criado, em 1985.

“Essas obras do Calha Norte têm aspecto significativo porque abrange principalmente os municípios mais isolados e que precisam de maior atenção“, ele explicou o diretor.

Vice-presidente da Frente Parlamentar de Defesa dos Municípios Brasileiros, o Senador Wellington Fagundes ressaltou que o desenvolvimento regional da área de atuação do “Programa Calha Norte“ configura-se como importante diretriz da Política Nacional de Defesa.

Wellington Fagundes fez questão de destacar a parceria construída pela Relatoria do Orçamento visando execução de ações nas áreas de atuação dos ministérios de Defesa e da Justiça. Como exemplo, citou a busca de melhoria nas regiões de fronteira, envolvendo a Polícia Rodoviária Federal, que recebeu recursos para renovação de sua frota e ainda aquisição de equipamentos de comunicação, e a presença mais efetiva do Exército.

“Estamos celebrando um grande programa de melhoria do desenvolvimento de Mato Grosso. E quem ganha com isso é a população porque estamos promovendo o desenvolvimento com mais segurança, diminuindo o roubo de cargas e enfrentando o narcotráfico“, disse o parlamentar.

Além de Cuiabá, capital do Estado, os municípios beneficiados pelo Programa Calha Norte em Mato Grosso são:

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Água Boa, Araputanga, Alto Araguaia, Alto Paraguai, Arenápolis, Brasnorte, Cáceres, Campos de Júlio, Canabrava do Norte, Colíder, Conquista d’Oeste, Cotriguaçu, Curvelândia, Diamantino, Dom Aquino, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Guiratinga, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Itiquira, Jauru, Juara, Lambari do Oeste, Matupá, Nobres, Nortelândia e Nova Brasilândia.

Também estão inseridos:

Nova Guarita, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Olímpia, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, Poxoréo, Rondolândia, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, Araguainha, São José do Xingu, São José dos Quatro Marcos, Sapezal, Sorriso, Tangará da Serra, Terra nova do Norte, Tesouro, União do Sul, Vale do São Domingos, Vera, Vila Bela S. Trindade e Vila Rica.

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ECONOMIA

Mato Grosso projeta orçamento de R$ 46,1 bilhões para 2027, com alta de 13,3% e expansão dos investimentos

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O Governo do Estado de Mato Grosso prevê um orçamento de R$ 46,125 bilhões para 2027, montante 13,3% superior aos R$ 40,7 bilhões estimados para 2026. A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) foi apresentada à Assembleia Legislativa na quarta-feira (7) e estabelece as diretrizes para a distribuição dos recursos públicos estaduais no próximo exercício financeiro. O planejamento define as prioridades administrativas, os gastos com pessoal, os investimentos em infraestrutura e os valores destinados aos principais setores da administração pública.

A proposta orçamentária foi elaborada pelo Poder Executivo estadual, responsável por planejar a arrecadação e estabelecer a previsão das despesas para o ano seguinte. O documento foi encaminhado ao Legislativo mato-grossense, onde os deputados estaduais deverão examinar os números, avaliar as prioridades apresentadas e discutir eventuais alterações. A tramitação constitui uma etapa fundamental para a definição dos limites financeiros que orientarão a atuação do governo em 2027.

Entre as principais despesas previstas, o pagamento de servidores públicos e os encargos sociais concentram a maior parcela dos recursos. O governo estima destinar R$ 25,34 bilhões a essa finalidade, valor equivalente a aproximadamente 55% do orçamento total. A quantia representa um crescimento de 9,5% em relação à previsão para 2026 e evidencia o peso das despesas com pessoal na estrutura financeira do Estado, reduzindo a parcela disponível para outras finalidades administrativas.

Os investimentos públicos também apresentam expansão significativa na proposta. A previsão é aplicar R$ 5,65 bilhões nessa área, o que corresponde a um aumento de 23,67% em comparação com o valor anteriormente estimado. Desse total, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística deverá contar com R$ 4,337 bilhões, incluindo R$ 1,31 bilhão destinado à pavimentação de 517 quilômetros de rodovias. A execução dessas ações dependerá da programação financeira, dos procedimentos administrativos e do andamento dos projetos previstos.

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Na distribuição dos recursos por áreas estratégicas, a Educação deverá receber R$ 6,85 bilhões, enquanto a Segurança Pública contará com R$ 4,92 bilhões. A Previdência Social terá uma previsão de R$ 7,91 bilhões, valor que integra o conjunto de despesas relacionadas à proteção previdenciária. Os montantes demonstram a dimensão dos compromissos financeiros assumidos pelo Estado em setores que influenciam diretamente a prestação de serviços públicos, a proteção social e o funcionamento da administração estadual.

A habitação aparece entre as áreas com maior crescimento proporcional na proposta orçamentária. Os recursos previstos para o setor chegam a R$ 490 milhões, ante R$ 15,4 milhões no orçamento anterior. A diferença representa uma ampliação expressiva da dotação projetada, embora a efetiva transformação desses valores em moradias e programas habitacionais dependa da execução orçamentária, da estruturação dos projetos e dos critérios de atendimento definidos pelo poder público.

No campo fiscal, o projeto prevê uma redução de 8,69% nas despesas com juros e encargos da dívida pública. Em contrapartida, os recursos destinados à amortização deverão aumentar 72,42%, alcançando R$ 674,6 milhões. Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), as medidas integram a estratégia governamental de controle das contas públicas e redução do endividamento. A concretização desses objetivos dependerá, entre outros fatores, do comportamento das receitas, do cumprimento das metas fiscais e da evolução das obrigações financeiras estaduais.

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A proposta também solicita autorização para que o Executivo abra créditos suplementares de até 20% das despesas previstas, percentual que corresponde a aproximadamente R$ 9,2 bilhões. O mecanismo permite reforçar dotações orçamentárias e ajustar a distribuição dos recursos durante o exercício, conforme as necessidades administrativas e os limites legais aplicáveis. A utilização dessa autorização, entretanto, deverá observar as regras orçamentárias e os procedimentos exigidos pela legislação vigente.

A partir da apresentação da LOA, o projeto passa à análise dos deputados estaduais, que poderão propor emendas antes da votação definitiva, prevista para ocorrer até o fim de 2026. Durante a tramitação, os parlamentares terão a oportunidade de examinar a distribuição dos recursos, discutir prioridades e avaliar a compatibilidade das despesas projetadas com as necessidades do Estado. A aprovação legislativa será necessária para concluir o processo de autorização orçamentária para o próximo exercício.

A expectativa é que o orçamento entre em vigor em 1º de janeiro de 2027, após a conclusão das etapas legais de apreciação e aprovação. Com a previsão de R$ 46,125 bilhões, o planejamento financeiro estabelecerá os parâmetros para o custeio da máquina pública, a manutenção dos serviços essenciais, o pagamento das obrigações estaduais e a realização de investimentos. O principal desafio será transformar as previsões financeiras em resultados concretos para a população, mantendo o equilíbrio das contas públicas e assegurando transparência na aplicação dos recursos arrecadados.

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