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AUTONOMIA E LIBERDADE DE ESCOLHA

PSB libera vereadores e filiados para apoiar Abilio ou Lúdio

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Uma grande parte de partidos que estavam acompanhando o União Brasil (UB), com o nome do deputado estadual José Eduardo Botelho, nesta eleição municipal de 2024, já liberaram seus filiados para buscar apoio em outras sigla, como é o caso da disputa eleitoral em Cuiabá entre o Partido Liberal (PL), com o nome do deputado federal, Abílio Brunini, e o Partido dos Trabalhadores (PT), com o nome do deputado estadual Ludio Cabral, o 2º turno no dia 27 de outubro.

Nessa sexta-feira (11), o presidente do Diretório Municipal de Cuiabá, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Alan Martinis Gomes, emitiu uma nota fazendo um comunicado que os vereadores, assim como os filiados PSB em Cuiabá, estão liberados para se posicionarem de acordo com suas convicções no 2º turno da eleição em Cuiabá, respeitando assim a autonomia e a liberdade de escolha de cada um.

Conforme a nota publicada, a decisão foi unânime dentro do Diretório Municipal de Cuiabá, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

COMUNICADO OFICIAL DO PSB/MT

Prezados Candidatos a Vereador, Vereadora e Filiados do PSB.

Depois de ouvir todos e definirmos juntos, com o intuito de respeitar a autonomia e a liberdade de escolha de cada um, informamos que, a partir deste momento, todos os candidatos a Vereador, Vereadora (eleitos e não eleitos) e Filiados do PSB de Cuiabá estão liberados para apoiar as candidaturas que julgarem mais adequadas no segundo turno das eleições municipais.

Sempre priorizando o bem-estar do nosso Partido e colocando Cuiabá em primeiro lugar, entendemos que cada um de vocês possui sua própria visão e interesses que podem influenciar suas decisões de apoio. Incentivamos que essa escolha seja feita com responsabilidade e ética.

Agradecemos pelo empenho e dedicação durante todo o processo eleitoral e desejamos sucesso a todos nas próximas etapas“.

Atenciosamente,

Alan Martinis Gomes

Presidente Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB)

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Política

PL em Mato Grosso endurece discurso, abre análise sobre infidelidade e prevê “depuração” entre filiados

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Nesta quarta-feira (2), durante entrevista concedida na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), o presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, elevou o tom contra integrantes da legenda que declararam apoio a candidatos de outras siglas nas eleições. O dirigente afirmou que o partido deverá passar por um processo de “depuração” e indicou que casos considerados incompatíveis com as diretrizes da sigla poderão ser submetidos a análise interna.

Embora não tenha citado nominalmente o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao formular as críticas, Ananias Filho se referiu ao movimento de lideranças do PL que passaram a apoiar projetos políticos vinculados a outras legendas. Segundo o presidente estadual, a situação envolve filiados que, mesmo permanecendo formalmente no partido, decidiram manifestar apoio a candidaturas diferentes daquelas oficialmente defendidas pela sigla.

Entre os nomes mencionados durante a entrevista estão a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e os prefeitos Cláudio Ferreira de Rondonópolis, e Sérgio Machnic de Primavera do Leste. De acordo com Ananias Filho, os integrantes do PL já declararam apoio ao projeto político de Otaviano Pivetta, apontado como candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Republicanos, em posição divergente da candidatura defendida pelo Partido Liberal, representada por Wellington Fagundes.

O presidente estadual afirmou que não considera ilegítimo que um filiado tenha posicionamentos políticos próprios ou discorde das decisões tomadas pela legenda. No entanto, criticou aqueles que, após utilizarem a estrutura partidária para conquistar mandatos eletivos, passam a apoiar outros projetos políticos sem promover o desligamento formal do partido.

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Para o comandante estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, a coerência política exige uma definição clara diante de divergências consideradas irreconciliáveis.

Eu só acho ruim a pessoa não ter hombridade de chegar no partido e falar: ‘Olha, eu vou me afastar do partido, eu vou me desfiliar do partido e vou apoiar outro candidato’”, declarou o dirigente.

A manifestação reforçou o endurecimento do discurso da direção estadual do PL diante de lideranças que permanecem nos quadros partidários, mas adotam posições eleitorais contrárias às orientações defendidas pela sigla.

Ananias Filho acrescentou que integrantes que receberam apoio partidário e utilizaram a estrutura da legenda durante campanhas eleitorais deveriam, em sua avaliação, demonstrar lealdade ao partido ao decidirem seguir outro caminho político.

Segundo ele, os recursos empregados pelas legendas possuem natureza pública, embora sejam destinados aos partidos conforme as regras do sistema eleitoral, o que, em sua visão, aumenta a responsabilidade dos beneficiados.

Quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando. Mas ele que usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público, que é público, mas que é destinado, por delegação, aos partidos, deveria ter hombridade”, afirmou.

A declaração sintetiza a posição da direção estadual, que pretende examinar a conduta de filiados envolvidos em situações classificadas internamente como possíveis casos de Infidelidade Partidária.

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O Partido Liberal enfrenta, em Mato Grosso, um movimento de afastamento político de lideranças relevantes que decidiram apoiar Otaviano Pivetta, mesmo diante da possibilidade de medidas disciplinares. O cenário expõe uma disputa interna sobre os limites da autonomia das lideranças locais e a obrigação de alinhamento às decisões eleitorais adotadas oficialmente pela estrutura partidária estadual.

Com a instauração dos procedimentos internos, as possíveis expulsões e outras medidas disciplinares passarão por análise jurídica e partidária. O processo deverá avaliar, individualmente, as circunstâncias de cada caso e a eventual existência de elementos que justifiquem punições, de acordo com as normas internas da legenda e os instrumentos jurídicos aplicáveis à situação.

Apesar do tom mais rígido adotado durante a entrevista, Ananias Filho declarou à imprensa que considera natural a saída ou o afastamento político de integrantes em determinados momentos.

Ao resumir sua avaliação sobre a debandada de lideranças, utilizou uma comparação direta:

Isso é igual unha encravada, todo ano tem”.

A frase evidenciou que, para o presidente estadual do PL, o processo de reorganização interna faz parte da dinâmica recorrente da política e deverá prosseguir com a anunciada “depuração” dos quadros partidários.

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