DADA A LARGADA DA CORRIDA ELEITORAL
Primeira semana de campanha eleitoral em Cuiabá; Mauro Mendes cadê você?
Agora é prá valer. O dia que os candidatos tanto esperavam chegou. A partir desta última quinta-feira (16), os candidatos nas eleições 2024 já podem fazer campanha e correr atrás dos votos.
Os candidatos à Prefeitura da Capital de todos os mato-grossenses, assim como os candidatos a uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá, iniciaram o corpo a corpo eleitoral em busca de votos nas ruas com participação em missas, visita em escola, caminhada por centros comerciais, agendas na periferia, visitas a feira para comer aquele delicioso pastel, enquanto na arena virtual, o clima de guerra se acentua a cada dia na disputa mais acirrada dos últimos anos.
São permitidos, por exemplo, a distribuição de santinhos, as caminhadas, carreatas, os comícios, o uso de equipamentos de som e outros tipos de manifestação política, bem como a transmissão desses eventos pelas redes sociais.
Pelas regras, os candidatos podem lançar seus sites e pedir votos em perfis de rede social e aplicativos de mensagens, embora seja proibida a contratação de disparos em massa.
Em Cuiabá, o maior colégio eleitoral do Estado de Mato Grosso, no dia 6 de outubro ocorre o primeiro turno das eleições municipais, assim como em todo o país, quando a população decide quem será o próximo prefeito e vereadores dos próximos quatro anos. Mais importante que votar, é escolher bem o seu candidato.
Encontros e bate-papo com lideranças políticas e a comunidade também fizeram parte da estratégia da primeira semana dos que estão pleiteando o caminho do Executivo Municipal.
É bom ressaltar que: as redes sociais nesses primeiros 8 dias foram o espaço mais utilizado pelos candidatos José Edu Botelho do União Brasil (UB), o candidato do Partido Liberal (PL), deputado federal Abílio Brunini, o deputado estadual Ludio Cabral pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e o empresário Domingos Kennedy pelo MDB.

Embora se tenha uma amostra de como se dará até o dia da eleição, ainda revela muito pouco de estratégia. A plataforma seguirá dando vazão ao que não se consegue nos espaços da propaganda gratuita de Rádio e TV, cujo período de veiculação se inicia na próxima sexta-feira, dia 30, será justamente no espaço mais tradicional que tudo deve ser revelado.
O que se tem até o momento, é José Edu Botelho, Abílio Brunini, e Ludio Cabral, fazendo malabarismo para espichar as horas, já que os três são deputados com mandatos e, tem que cumprir os seus papéis de parlamentares, restringindo as suas campanhas.
Horário Eleitoral
Em Mato Grosso, o Horário Eleitoral Gratuito que será transmitido a partir do dia 30 de agosto em Rádio e Televisão, terá um alcance significativo entre os eleitores e eleitoras atingirá a 68% do eleitorado mato-grossense, o que corresponde a aproximadamente 1.762.659 pessoas.
Já nas emissoras de Rádio o alcance é ainda maior, chegando a 88% dos eleitores, cerca de 2.271.096 pessoas, cobrindo 67% dos municípios do Estado de Mato Grosso, se pelo menos uma das ferramentas, Rádio ou TV.
Ordem e transmissão
Pelo sorteio, a ordem da propaganda ficou definido da seguinte forma: Domingos Kennedy será primeiro, seguido de Abílio Brunini, Eduardo Botelho, logo após Ludio Cabral.
A transmissão da propaganda na TV será transmitida pela TV Centro América, e a de Rádio será transmitida pela Vila Real FM.

Doações de campanha
Os Diretórios Nacionais do União Brasil (UB), e do Partido dos Trabalhadores (PT), já fizeram a primeira doação para as campanhas a Prefeito de Cuiabá.
No União Brasil (UB), José Edu Botelho recebeu R$ 5 milhões da sigla. Já o Partido dos Trabalhadores (PT) doou R$ 654,5 mil para a campanha do candidato Ludio Cabral.
As doações são referentes ao fundo especial, o chamado Fundo Partidário. As informações constam no site DivulgarCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O limite de gastos para o primeiro turno da campanha eleitoral para Prefeito de Cuiabá é de R$ 13,3 milhões, e para o segundo turno R$ 5,3 milhões.
Já o deputado federal, Abílio Brunini recebeu R$ 1,9 mil doado por ele mesmo, e R$ 500 pela médica Lucia Helena Barboza Sampaio.
Até o momento, ainda não há prestações de contas do candidato do MDB, o empresario Domingos Kennedy.
Ah, o Boteco vai falar
Qual o objetivo de uma reunião que aconteceu em Brasília dos governadores: Mauro Mendes (UB), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (UB), Ratinho Júnior (PSD) e Cláudio Castro (PL), com os senadores Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e Ciro Nogueira (Progressista/PI)?
De acordo com o colunista Guilherme Amado, do Portal Metrópoles, as lideranças se reuniram na casa de Ciro Nogueira que é presidente Nacional do Partido Progressista (PP), que também é cotado para a disputa presidencial em 2026.
Pega a visão!
A projeção que tem recebido nacionalmente, Mauro Mendes tem sido apontado como um dos nomes que poderia disputar o Palácio do Planalto.
Outra possibilidade seria compor como vice em alguma chapa a presidência da República.
Segue o fluxo!
Política
“O resultado foi um “desrespeito” à trajetória construída por Jayme ao longo de décadas”
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), ex-integrante do União Brasil (UB), manifestou pesar pela derrota do senador Jayme Campos na convenção estadual da legenda, realizada na quinta-feira (30). Segundo o parlamentar, a decisão que retirou Jayme da disputa pelo Governo de Mato Grosso representa uma perda significativa para o cenário político estadual e desconsidera a trajetória construída pelo senador ao longo de décadas de atuação pública.
Ao comentar o resultado da votação interna, Botelho afirmou que Jayme Campos foi tratado de forma injusta pelo partido. Na avaliação do deputado, o senador sempre manteve uma postura municipalista, prestando apoio a lideranças políticas de diferentes regiões do Estado. Embora tenha evitado classificar o episódio como uma traição, Botelho definiu a condução do processo como um desrespeito à história política do parlamentar.
Durante a manifestação, o deputado ressaltou que Jayme Campos desempenhou papel decisivo na consolidação da carreira política do governador Mauro Mendes, atual presidente estadual do União Brasil. Conforme relatou, foi o senador quem apresentou o então empresário às lideranças do interior mato-grossense e contribuiu para ampliar sua inserção política dentro da legenda.
Botelho destacou que a atuação de Jayme Campos foi determinante para fortalecer as articulações partidárias em diversas regiões do Estado. Segundo ele, o senador abriu espaço para que Mauro Mendes construísse relacionamentos políticos estratégicos, fator que contribuiu para sua projeção e posterior ascensão aos principais cargos públicos de Mato Grosso.

Na avaliação do parlamentar, a ausência de Jayme Campos na disputa pelo Palácio Paiaguás reduz a pluralidade do debate político e enfraquece o processo eleitoral. Botelho descreveu o senador como uma liderança reconhecida pela capacidade de diálogo, pela experiência administrativa e pelo relacionamento consolidado com representantes de diferentes correntes políticas.
O deputado também afirmou que Jayme Campos sempre manteve uma atuação voltada ao atendimento das demandas dos municípios e ao fortalecimento das relações institucionais. Para Botelho, essas características consolidaram a imagem do senador como uma das principais referências políticas de Mato Grosso, razão pela qual sua exclusão da disputa causa impacto no ambiente político estadual.
A Convenção do União Brasil definiu, por meio de votação secreta, o posicionamento da sigla para as eleições ao Governo de Mato Grosso. A maioria dos convencionais decidiu apoiar a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), rejeitando a proposta de candidatura própria defendida por Jayme Campos.
Dos 51 convencionais aptos a participar da votação, 30 manifestaram apoio à aliança com Otaviano Pivetta, enquanto 19 optaram pela manutenção da candidatura de Jayme Campos. O processo registrou ainda um voto inválido e uma ausência, resultado que consolidou oficialmente a posição do partido para a sucessão estadual.
Com a definição da convenção, o União Brasil encerra um período de disputas internas e passa a concentrar esforços na construção da aliança em torno da candidatura de Otaviano Pivetta. A decisão modifica o cenário político mato-grossense e influencia diretamente as articulações entre partidos e lideranças para a formação das chapas que disputarão o comando do Executivo Estadual.
As declarações de Eduardo Botelho evidenciam que a derrota de Jayme Campos continua repercutindo entre importantes agentes políticos de Mato Grosso. Ao defender o legado do senador e criticar a condução do processo interno do União Brasil, o deputado reforça o debate sobre os impactos da decisão partidária para o equilíbrio político do Estado e para o desenvolvimento das próximas etapas da corrida eleitoral.
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