NO CONTROLE?
O que aconteceu Nenel, oito “Operações” da PF e PC, perdeu o controle?
Ano 2017, começa a triste história de um gestor que era o “cara” para o pleito eleitoral em 2022. A primeira “Operação” foi a Malebolge (esquemas de mensalinho). Em 2018 foi a vez da “Operação Sangria”, esquema na Saúde de Cuiabá, chegou 2019 e lá vem a “Operação Overlap”, esquema na Educação e Procuradoria.
Calma ainda temos mais quatro, ainda bem que hoje é sábado, senão teríamos que mudar, seria ou será a quinta? Aguardem para os novos capítulos.
Bom…, em 2020 tivemos a “Operação Overpriced”, esquema no kit Covid. Em 2021, lá vem a Saúde de novo, com a “Operação Curare”, mais uma, “Operação Autofagia”, a rachadinha, qual secretaria? Saúde.

Agora sim vamos mudar, vamos para a “Operação Sinal Vermelho”, esquema dos semáforos. Ufa mudaram o foco? Que nada, tem ainda a “Operação Colusao”, novamente na Secretaria de Saúde.
Bom…, assim foram oito “Operações” nos últimos quatro anos na gestão do menino da Rua Joaquim Murtinho e sete de seus secretários acabaram sendo afastados.
Um amigo me disse que segundo levantamento da Transparência Internacional, apenas 10% dos casos de corrupção são descobertos. Então podemos afirmar que, a corrupção trata-se de um fenômeno de natureza não publica, uma vez que ocorre de modo oculto e dissimulado, impossibilitando a exata determinação de suas facetas.
Este meu amigo disse ainda que, há 17 anos, a corrupção em Mato Grosso, vem mostrando que ladrões ocupam posições de poder. Aí ele (amigo), venho a me questionar: por que é tão difícil manter vivo o combate a corrupção?
Pois muito bem, uma primeira resposta poderia ser que os gestores tentam controlar a corrupção, mas que seus esforços são afetados pela pandemia e neutralizado por uma burocracia corrupta e gestores vorazes por recursos.

É lamentável que constatamos: as ações dos agentes políticos, não parece que o combate a corrupção seja prioridade, muito pelo contrário, sua administração se caracteriza pelo desmantelamento de estruturas de controle nas mais diversas áreas.
Para entender por que é tão difícil acabar com a corrupção, precisamos pensar em quem são os agentes envolvidos com a corrupção e como funciona seus incentivos. Precisamos também separar claramente dois tipos de corrupção: aquela que envolve burocratas do serviço público e aquele que envolve políticos. Sem modificar os incentivos desses agentes, não adianta gritar que a corrupção acabou.
Meu amigo para acabar de vez comigo disse que o combate a corrupção parece o jogo de Toupeira, em que um jogador usa um martelo para acertar toupeiras de brinquedo que aparecem aleatoriamente de diversos buracos na superfície do jogo. Você acerta uma toupeira e outra salta para cima em outro buraco. Você gasta tanta energia acertando os animais que acaba desistindo.
Mas você não pode desistir
Sabadão chegou, e o que você está fazendo agora? “Não vá cair no caminho errado, olhe para trás de onde você veio. Conte até dez antes de você errar. Você tem que manter sua cabeça erguida. Você sabe que não é tarde demais para tentar. Você consegue carregar esse peso. Você tem que voltar a estar no controle“, versos do álbum de 1983, lançado pelos músicos ingleses New Order, a letra tem tudo a ver com o momento que vivemos
Fica à dica: não cair no caminho errado, contar até dez antes de errar, manter a cabeça erguida, carregar esse peso que tem sobre seus ombros e, sobretudo, voltar a estar no controle.
Sabemos que o poder é extremamente fascinante e a fascinação é maior nos espíritos menores. Para encerrar vamos plagiar o editor do Blog do Valdemir; “para conhecer a personalidade e dignidade de uma pessoa, dê-lhe o poder e conheceras“.
Política
Investimento milionário em redes sociais pressiona estratégias digitais ao Senado
O candidato ao Senado José Antonio Medeiros (PL) assumiu a liderança absoluta dos gastos com impulsionamento de conteúdo digital entre todos os concorrentes à vaga por Mato Grosso. De acordo com a prestação parcial de contas entregue à Justiça Eleitoral, a campanha do postulante liberou R$ 500 mil diretamente para a plataforma Facebook. O valor atesta o peso estratégico que o marketing nas redes sociais passou a exercer nas disputas estaduais contemporâneas.
O aporte volumoso efetuado pelo liberal José Medeiros ganha relevância quando confrontado com o seu orçamento global disponível para o pleito. O montante repassado à rede social corresponde a 19,7% dos R$ 2,53 milhões declarados pelo candidato até a data limite de 8 de setembro. Tal proporção confirma que a consolidação da presença virtual tornou-se uma das prioridades orçamentárias mais expressivas de sua equipe técnica de comunicação.
Em termos comparativos, o candidato do PL abriu ampla margem de vantagem em relação aos demais postulantes ao cargo parlamentar. O atual senador Carlos Fávaro (PSD) oficializou o repasse de R$ 255 mil à mesma empresa, enquanto o ex-governador Mauro Mendes (UB) registrou a destinação de R$ 175 mil para promover suas publicações no ambiente digital. As cifras ressaltam a heterogeneidade das estratégias adotadas pelos grupos políticos majoritários.
Outros concorrentes também formalizaram aportes expressivos voltados ao engajamento de seus eleitores nas redes. A candidata Janaina Riva (MDB) destinou R$ 150 mil à DLocal Brasil, operadora de pagamentos utilizada para gerenciar campanhas de publicidade digital. Já Pedro Taques (PSB) formalizou diretamente à plataforma a prestação de contas no valor de R$ 108 mil para alavancar sua projeção.

Apesar de encabeçar a lista no acumulado de despesas gerais da disputa pelo Senado, Margareth Buzetti (PP) adotou postura cautelosa no ambiente virtual. A candidata alocou R$ 57 mil no Facebook, número nitidamente inferior ao patamar fixado pela campanha de Medeiros. Essa discreta movimentação contrasta com o volume de investimentos de sua chapa em outras frentes de propaganda eleitoral.
Somadas as declarações de todos os pleiteantes, abrangendo os valores direcionados diretamente ao Facebook e a intermediação da DLocal, os gastos ultrapassam a marca de R$ 1,25 milhão no estado. Essa cifra global demonstra o forte direcionamento de recursos financeiros para o ecossistema digital no atual período do calendário eleitoral de Mato Grosso.
A relevância do montante mobilizado pela campanha de José Medeiros fica evidenciada na análise percentual do fluxo de caixa. Como praticamente um quinto das receitas declaradas por ele foi canalizado para o impulsionamento de mídia digital, a estratégia expõe uma aposta ostensiva no alcance das redes sociais para a conversão de votos e consolidação de sua imagem.

Os dados apurados têm como base o encerramento do prazo oficial da Justiça Eleitoral para o envio da prestação parcial de contas, ocorrido no domingo (13). O balanço público contempla detalhadamente todas as receitas arrecadadas e despesas contratadas pelas chapas desde a abertura formal da campanha até o dia 8 de setembro.
Esse cenário de fortes aportes no Estado de Mato Grosso espelha um movimento consistente e estruturado em escala nacional. Até a última sexta-feira (11), candidatos e agremiações partidárias de todo o país já haviam registrado o montante significativo de R$ 46,5 milhões junto à plataforma Facebook. A consolidação desses dados posiciona a gigante de tecnologia como a maior fornecedora individual de serviços para as campanhas eleitorais brasileiras.
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