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COM CARTA BRAMCA NO PARTIDO

Lideranças do PL abrem mão de alianças por Bolsonaro

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O Diretório do Partido Liberal (PL), realizou nesta quarta-feira (17), em Brasília, uma reunião que serviu para alinhar o partido para receber o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. De acordo com as lideranças, por unanimidade, a sigla resolveu dar “carta branca” ao presidente Valdemar Costa Neto para negociar diretamente com Bolsonaro.

Tema de debate, as indicações para candidaturas nos Estados em 2022 serão discutidas individualmente.

Mas o Senador Wellington Antonio Fagundes (PL/MT), declarou que “dificilmente” o partido se coligará a siglas adversárias de Bolsonaro em 2022. Nos bastidores, comenta-se que apesar da resistência dos Estados do nordeste a essa decisão, o alinhamento é claro e os membros que não estiverem de acordo, devem deixar o partido em breve.

No Piauí, onde o partido tem como presidente o deputado estadual Fábio Xavier, a proximidade da sigla com o Partido dos Trabalhadores (PT) é clara. Xavier foi secretário das Cidades na gestão do petista Wellington Dias (PT-PI), atual governador do Estado.

Jorginho Mello, Senador do Partido Liberal de Santa Catarina (PL/SC), apoiador de Jair Bolsonaro, afirmou que no partido o clima com a filiação do presidente é de apoio unânime.

O partido entrega procuração ao presidente Valdemar para que ele trate com o presidente Bolsonaro. Todo mundo vai receber o presidente de braços abertos”, declarou.

Outro estado que causa divergência é São Paulo. No reduto tucano o PL havia firmado acordo para apoiar a candidatura de Rodrigo Garcia, do PSDB, partido que forma oposição ao governo. Agora, o cenário deve mudar.

A decisão do partido é que o presidente Bolsonaro terá apoio do PL em São Paulo com candidato do próprio partido ou uma coligação”, disse o Senador Wellington Fagundes.

Nenhum presidente regional ligado à esquerda falou com a imprensa em nome do partido. A nova data da filiação, marcada anteriormente para 22 de novembro, não foi definida.

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Assim, as divergências regionais serão definidas caso a caso e, na prática, serão definidas por Jair Bolsonaro. O líder do PL no Espírito Santo e forte aliado do presidente, Magno Malta, afirmou que a reunião foi importante para ajustar os detalhes da chegada de Bolsonaro à sigla.

Deveria ter acontecido antes”, disse Malta.

O PL não apoiará a esquerda em lugar nenhum”.

Segundo o ex-senador, ele não conversou com o presidente ainda sobre as decisões tomadas na reunião.

De acordo com comunicado divulgado pelo partido na noite desta quarta-feira, o PL está pronto e alinhado para receber o presidente Jair Bolsonaro em todos os Estados. Também informa que o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, “tem carta branca para conduzir e decidir sobre a sucessão presidencial e a filiação do presidente da República.

Bolsonaro está em viagem diplomática no Qatar e ainda não se pronunciou sobre o tema.

Divergências

O deputado Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados, é contrário à filiação de Bolsonaro ao partido. Em conversa, o deputado não dispensou a possibilidade de sair do partido caso a filiação ocorra.

Meu desejo é continuar no partido, mas se ele se filiar vou ter que discutir os termos da minha permanência”, disse.

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Política

A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026

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Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.

Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.

Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.

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O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.

A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.

O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.

Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.

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Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.

O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.

Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.

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