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CRÍTICAS INFUNDADAS

“Infelizmente estão politizando a Pandemia e a vacina visando a eleição do próximo ano”

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Recentemente em uma entrevista concedida à Rádio Capital FM, o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) disse que existe é uma má vontade por parte do órgão federal em aprovar o uso da vacina russa “Sputnik V“, que combate a Covid-19, e que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão ligado ao governo Jair Bolsonaro, atrasa compra de imunizantes por se apegar a burocracias.

Estamos nessa briga com a Anvisa. Que até agora, nada. A Anvisa é um órgão do Governo Federal e os brasileiros tirem as suas conclusões. A lei é clara, teria que liberar em 72 horas após o pedido. Os técnicos dizem que sentem uma má vontade de não querer liberar porque é uma compra feita por governadores. É ridículo isso, é um absurdo isso, mas vamos continuar insistindo, trabalhando e vamos conseguir trazer essas vacinas para o Brasil”.

O deputado federal José Antonio Medeiros (Podemos) vice-líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, em resposta disse que lamenta os ataques que o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) vem fazendo ao presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e a sua gestão. Para ele, as críticas são infundadas e demonstram a tentativa de transferir para a União os erros da gestão estadual.

Em uma ação de marketing visando o processo eleitoral do ano que vem, o governador anunciou a compra de doses da vacina russa “Sputnik V“, que é usada para combater a Covid-19, mesmo sabendo que ela ainda não estava autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Agora, de forma leviana, o governador declara que existe má vontade por parte do órgão federal em aprovar o uso da vacina russa. Ora, acusam o presidente de não seguir a ciência, as normas, mas quando a ciência e os protocolos de segurança são seguidos atacam o Governo Federal. Infelizmente estão politizando a pandemia e a vacina visando a eleição do próximo ano, afirma Medeiros.

Para exemplificar o processo burocrático, o deputado cita a licença para construção de 130 pontes na BR-174, que está parada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

A demora na liberação da licença é culpa do governador? O governador Mauro Mendes precisa agir com seriedade e começar a trabalhar de forma mais eficiente para salvar vidas. É preciso deixar a picuinha política de lado e começar a trabalhar em prol da população. Pessoas estão sendo prejudicadas, por exemplo, com a disputa política entre o governador e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). O governador precisa trabalhar mais e falar menos“, dispara o deputado federal.

Medeiros explica que a Anvisa vai realizar, ainda no mês de abril, inspeções em fábricas da “Sputnik“, na Rússia, para levantar dados que faltam para autorização do uso do imunizante no Brasil.

Existe um protocolo a ser seguido para autorizar a vacina em nosso país. O Governo Federal já assinou, no início de março, o contrato de compra emergencial de 10 milhões de doses da “Sputnik“, além de acelerar o processo de importação. Ocorre que a inspeção foi adiada a pedido do Fundo Soberano Russo, mas foi remarcada entre os dias 19 e 23 deste mês, conforme a Anvisa divulgou“, comenta o parlamentar.

O deputado cita ainda a eficiência da política de imunização implementada pela União e destaca o anúncio, nesta quarta-feira (14), da antecipação de mais 2 milhões de doses de imunizantes da fabricante Pfizer para reforçar o programa de vacinação em todo o país.

Foram quase 50 milhões de doses da vacina e mais de 27 milhões de doses aplicadas em todo o país. Em Mato Grosso, existem relatos de atraso na distribuição e aplicação das vacinas. Essa etapa do processo compete ao governo estadual e às prefeituras. Infelizmente, o processo de vacinação em Mato Grosso está lento, como também a falta de transparência na aplicação dos recursos federais enviados para combater a pandemia, conclui Medeiros.

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Política

MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.

Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.

O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.

Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB),  uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.

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A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.

Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.

O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.

A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.

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A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.

Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.

Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.

A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.

Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.

O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.

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