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Política

Gustavo Oliveira fora da eleição da FIEMT; Juiz critica advogados

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A Justiça do Trabalho manteve a decisão que excluiu do processo eleitoral da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) o candidato da Chapa 1, Gustavo Oliveira, e suspendeu a data da eleição da entidade.

Isto, em decisão que indeferiu o pedido de reconsideração realizado pela Federação das Indústrias de Mato Grosso, que pretendia a anulação da decisão liminar que cassou a candidatura de Gustavo Oliveira.

A decisão foi proferida nesta terça-feira (24), pelo juiz do Trabalho, Aguimar Martins Peixoto, que ainda criticou os advogados da federação, visto que no pedido de reconsideração, negado pelo magistrado, assumiram a defesa do candidato de situação.

Foto: Reprodução

Os advogados da Federação das Indústrias de Mato Grosso solicitaram a transferência da ação para outra Vara da Justiça do Trabalho, onde tramita um processo apontando irregularidades de outros candidatos da Chapa 1, sob risco de haver alguma decisão conflitante. Ao rejeitar o pedido, Peixoto pontuou que Oliveira não figura como parte na outra ação, o que impede que o risco alegado ocorra.

Na decisão, o juiz reafirmou que Oliveira não se enquadra nos critérios de elegibilidade que constam no próprio estatuto da Federação das Indústrias de Mato Grosso.

Embora não tenha se desfeito da qualidade de empresário, [Gustavo] não exerceu tais misteres na maior parte dos últimos 24 meses, visto que se dedicou com exclusividade à função pública“.

Aguimar Martins Peixoto prosseguiu dizendo que o fato de Gustavo Oliveira ter sido secretário da atual gestão estadual, ocupando antes de sua saída, em dezembro do ano passado, o posto de secretário de Fazenda, pode influenciar o processo eleitoral da FIEMT.

Aliás, tal exercício do munus popular, no caso do candidato repudiado, trará influência decisiva na eleição a seu favor, porque não poderá se desvencilhar dos ‘favores’ implícitos na indicação e atividades pelo e em prol do Estado, com reflexos diretos na eleição, a seu benefício e em detrimento do adversário“.

No mesmo despacho, o juiz Aguimar Martins Peixoto destacou que uma prova do desequilíbrio é o fato de que a assessoria jurídica da própria Federação das Indústrias de Mato Grosso tem advogado para o candidato da Chapa 1.

E é justamente isso que está a ocorrer. De fato, considere-se a presente circunstância sobre a qual me vejo debruçado, onde constato que a própria FIEMT, em nome próprio, está a defender o candidato oriundo das entranhas estatais, e, por isso, todo empoderado, em relação ao adversário“.

PEDIDO

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A decisão de Aguimar Martins Peixoto, mantida nesta terça-feira, atende a um pedido formulado assessoria jurídica da Chapa 2, FIEMT Renovada e Independente, representada pelo escritório Khalil & Curvo Advogados. Ao ingressarem na Justiça, os advogados apresentaram provas de que Oliveira descumpriu o Estatuto da Federação das Indústrias de Mato Grosso, que exige como critério para candidatura o mínimo de um ano de efetivo exercício na atividade econômica.

Ele deixou a atual gestão estadual em 26 de dezembro de 2017, menos de cinco meses antes do prazo final para o registro da chapa que ocorreu em 17 de Maio de 2018.

Seria inviável ao primeiro réu candidatar-se ao cargo de presidente, haja vista que, no término do prazo estabelecido para registro da candidatura (14.05.2018) teriam decorridos pouco mais de quatro meses de seu desligamento da função pública, afirmou o juiz Aguimar Martins Peixoto no despacho proferido na última semana.

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Política

Investimento milionário em redes sociais pressiona estratégias digitais ao Senado

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O candidato ao Senado José Antonio Medeiros (PL) assumiu a liderança absoluta dos gastos com impulsionamento de conteúdo digital entre todos os concorrentes à vaga por Mato Grosso. De acordo com a prestação parcial de contas entregue à Justiça Eleitoral, a campanha do postulante liberou R$ 500 mil diretamente para a plataforma Facebook. O valor atesta o peso estratégico que o marketing nas redes sociais passou a exercer nas disputas estaduais contemporâneas.

O aporte volumoso efetuado pelo liberal José Medeiros ganha relevância quando confrontado com o seu orçamento global disponível para o pleito. O montante repassado à rede social corresponde a 19,7% dos R$ 2,53 milhões declarados pelo candidato até a data limite de 8 de setembro. Tal proporção confirma que a consolidação da presença virtual tornou-se uma das prioridades orçamentárias mais expressivas de sua equipe técnica de comunicação.

Em termos comparativos, o candidato do PL abriu ampla margem de vantagem em relação aos demais postulantes ao cargo parlamentar. O atual senador Carlos Fávaro (PSD) oficializou o repasse de R$ 255 mil à mesma empresa, enquanto o ex-governador Mauro Mendes (UB) registrou a destinação de R$ 175 mil para promover suas publicações no ambiente digital. As cifras ressaltam a heterogeneidade das estratégias adotadas pelos grupos políticos majoritários.

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Outros concorrentes também formalizaram aportes expressivos voltados ao engajamento de seus eleitores nas redes. A candidata Janaina Riva (MDB) destinou R$ 150 mil à DLocal Brasil, operadora de pagamentos utilizada para gerenciar campanhas de publicidade digital. Já Pedro Taques (PSB) formalizou diretamente à plataforma a prestação de contas no valor de R$ 108 mil para alavancar sua projeção.

Apesar de encabeçar a lista no acumulado de despesas gerais da disputa pelo Senado, Margareth Buzetti (PP) adotou postura cautelosa no ambiente virtual. A candidata alocou R$ 57 mil no Facebook, número nitidamente inferior ao patamar fixado pela campanha de Medeiros. Essa discreta movimentação contrasta com o volume de investimentos de sua chapa em outras frentes de propaganda eleitoral.

Somadas as declarações de todos os pleiteantes, abrangendo os valores direcionados diretamente ao Facebook e a intermediação da DLocal, os gastos ultrapassam a marca de R$ 1,25 milhão no estado. Essa cifra global demonstra o forte direcionamento de recursos financeiros para o ecossistema digital no atual período do calendário eleitoral de Mato Grosso.

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A relevância do montante mobilizado pela campanha de José Medeiros fica evidenciada na análise percentual do fluxo de caixa. Como praticamente um quinto das receitas declaradas por ele foi canalizado para o impulsionamento de mídia digital, a estratégia expõe uma aposta ostensiva no alcance das redes sociais para a conversão de votos e consolidação de sua imagem.

Os dados apurados têm como base o encerramento do prazo oficial da Justiça Eleitoral para o envio da prestação parcial de contas, ocorrido no domingo (13). O balanço público contempla detalhadamente todas as receitas arrecadadas e despesas contratadas pelas chapas desde a abertura formal da campanha até o dia 8 de setembro.

Esse cenário de fortes aportes no Estado de Mato Grosso espelha um movimento consistente e estruturado em escala nacional. Até a última sexta-feira (11), candidatos e agremiações partidárias de todo o país já haviam registrado o montante significativo de R$ 46,5 milhões junto à plataforma Facebook. A consolidação desses dados posiciona a gigante de tecnologia como a maior fornecedora individual de serviços para as campanhas eleitorais brasileiras.

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