PREFEITOS NÃO TOMAM DECISÕES, MPE E JUDICIÁRIO TOMA

Gestores não decidem nada? Chama o Judiciário, eles sim, olham por nós

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Em entrevista a Rádio CBN, nesta terça-feira (6), o governador Mauro Mendes Ferreira do Partido Democrata (DEM), disse que o “o MPE e o Judiciário acabaram tomando decisões… coisas que prefeitos e autoridades não decidem, ou um decide e o outro não faz. Quer dizer, virou uma coisa bagunçada“.

Segundo o governador Mauro Mendes, o país vive um momento difícil “temos que reconhecer que o Brasil vive um momento de desordem e desequilíbrio, e isso é muito ruim, muito prejuízo… e esse desequilíbrio leva a ter decisões conflitantes e o cidadão fica perdido no meio do tiroteio. Ele não sabe se ouve o prefeito, o governador, o papa, o bispo, porque cada um fala uma coisa, e neste momento o diálogo é mais importante do que o excesso de força”, detonou o governador.

Na entrevista a Rádio CBN, Mauro Mendes ainda disse que sua equipe de governo vem fazendo de tudo para conter a Pandemia da Covid-19, e nestes últimos dias, a Secretaria de Saúde do estado conseguiu colocar a disposição da população mais leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pessoas infectadas com a Covid-19.

O Democrata disse ainda que vem constantemente pedindo que a população respeitem as medidas de biossegurança e o Decreto do Governo do Estado, e restrinjam o mínimo possível de circulação pelas ruas.

O Governo do Estado esta conseguindo abrir mais leitos de UTI, mas não estamos conseguindo profissionais qualificados para essa doença, mas as pessoas precisam se conscientizar e fazer sua parte que é cuidar, usar mascara e ter um distanciamento social, e evitar o máximo de aglomerações”.

Mauro não poupou criticas a população dizendo que hoje o Estado de Mato Grosso tem um dos piores índices de Isolamento Social do país, e mostra que a população não esta nem ai para a Pandemia da Covid-19 e segue tocando a vida como se nada tivesse acontecendo.

Quem transmite a doença somos nós, os seres humanos, pelo contato, pela saliva, e isso já foi comprovado, e nós estamos fazendo de tudo, mas a população parece não entender a gravidade da doença, as consequências que ela trás para todos nós, tem muita gente circulando pelas ruas, muito vírus circulando, muita gente se contaminando e lamentavelmente, muita gente perdendo a vida”.

Nesta segunda-feira (5), a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) apresentou o boletim onde registra a morte de 128 pessoas nas ultimas 24horas, e o governador Mauro Mendes lamentou que o Estado tivesse voltado a bater recorde de mortes pela Covid-19.

Não existiu no Brasil uma voz única nessa pandemia, uma liderança forte que pudesse conduzir o país para um rumo e todo mundo seguisse. E é assim que uma nação vence uma guerra. Nós estamos perdendo muitas vidas, temos 2,7% da população mundial e estamos respondendo por 30% ou mais das mortes que acontecem no mundo inteiro. Então, algo está acontecendo de errado no Brasil”.

Conforme o Democrata, o Brasil vive um momento de “desordem e desequilíbrio” em razão da falta de uma liderança que consiga conduzir toda a nação no combate à Pandemia do novo Coronavírus, o que se reflete em números de mortes cada vez maiores.

Temos que reconhecer que o Brasil vive uma grande confusão, um momento de desordem e desequilíbrio, e isso é muito ruim, muito perigoso”.

Esse desequilíbrio leva a ter decisões conflitantes e o cidadão fica perdido no meio do tiroteio. Ele não sabe se ele ouve o prefeito, o governador, o presidente, o papa, o bispo, porque cada um fala uma coisa”.

Nota da redação

Você está perdido no meio de tantos Decretos e não sabem quem ouvir? Então vai um conselho: fiquem atentos no Judiciário, eles poderão nos ajudar.

Já que “estamos vivendo numa bagunça”, só nos resta Deus no céu e o Judiciário na terra para olhar por nós.

Ministério Público Estadual

E diante de tantos erros por parte dos gestores municipais, vamos conferir o que o MPE, está fazendo e o que pensa.

Os homens da toga estão tendo uma atuação firme para tentar corrigir falhas e distorções em decretos editados, principalmente, pelo governo do estado e pela prefeitura de Cuiabá, para conter O avanço do novo Coronavírus.

O Procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, defendeu que dentro do Estado Democrático de Direito, cada Poder tem um papel importante para que as políticas ocorram.

Borges disse que infelizmente, alguns acham que estão acima da Lei e se negam a cumpri-la.

O prefeito é eleito pelo povo, mas não é nenhum monarca com plenos poderes para fazer o que bem quiser no seu município“, afirmou.

O Procurador-geral de Justiça, foi além, afirmando queos que são contra o isolamento social alegam que a população está passando fome por causa das medidas de restrição as atividades econômicas, mas se esquecem de que a fome infelizmente sempre existiu no país. Esses milhões de desempregados também, já existiam… portanto, essa crise não é de agora…então culpar a pandemia é tentar fechar os olhos para os problemas estruturais que prejudicar o desenvolvimento das atividades econômicas.

PS: O Promotor de Justiça Alexandre Guedes, disse que os agentes políticos tem apontado questões econômicas para a ausência de medidas duras, para a circulação de pessoas.

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Política

Lúdio faz representação ao MPF para garantir vacinação contra Covid-19 de indígenas

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O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral fez, uma representação ao procurador da República Gustavo Nogami para que o Ministério Público Federal (MPF) tome medidas administrativas e judiciais para garantir a vacinação contra Covid-19 dos 28.758 indígenas que vivem em territórios indígenas em Mato Grosso.

Apesar desse grupo fazer parte da fase 1 de vacinação e todas as doses terem sido enviadas ao estado na primeira remessa, apenas 59,5% dos indígenas receberam a 1ª dose (17.116 pessoas) e 39,3% receberam a 2ª dose (11.291 pessoas).

O levantamento foi feito por Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde. Ele destacou ainda que a imunidade contra a Covid-19 só é completa 14 dias após a aplicação da dose de vacina, de modo que o baixo índice de vacinação coloca essas populações em risco.

Isso é inadmissível, considerando que os indígenas fazem parte do grupo prioritário de vacinação, e a entrega das doses destinadas a esse público ocorreu há três meses, em 19 de janeiro. Os indígenas têm prioridade na vacinação por terem imunidade mais baixa a infecções e epidemias que outras populações. Por isso, é tão preocupante a vacinação não ter sido concluída, o que deixa esses povos expostos à Covid-19“, afirmou Lúdio, que já atuou como médico em aldeias em Mato Grosso.

Na representação, o parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Cabral, solicitou que o MPF investigue as razões pelas quais a cobertura vacinal alcançada é de apenas 59,5% na 1ª dose e de 39,3% na 2ª dose, já que 100% das doses necessárias para vacinar os indígenas que residem em terras indígenas de Mato Grosso foram recebidas pelo estado em janeiro de 2021, bem como identificar o que houve com as doses que ainda não foram aplicadas. Lúdio recomenda que o Estado de Mato Grosso demonstre com documentos como essas vacinas foram distribuídas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Lúdio requereu também que o MPF acione a União, por intermédio do DSEI, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde, para que providencie a regular, imediata e integral vacinação dos indígenas de Mato Grosso.

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