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Fabris quer fim da reeleição da Mesa Diretora da AL

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Já está em tramitação na Assembleia Legislativa, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 02/2015, que determina o fim da reeleição dos membros da Mesa Diretora da Casa de Leis e seus respectivos substitutos. Ela modifica o artigo 1º da Emenda Constitucional 63, de 15 de agosto de 2012. Ou seja, o mandato será de apenas dois anos, proibida a reeleição para os mesmos cargos, na forma estabelecida pelo Regimento Interno da AL.

gilmarfabris250xSe aprovada, a PEC entrará em vigor na data da sua promulgação. O autor da proposta, líder do Bloco Social Trabalhista Democrático, de oposição, deputado Gilmar Fabris (PSD), destaca que na promulgação da Constituição do Estado em 1989, o artigo 24 já previa essa iniciativa. No entanto, havia sido revogada pela PEC 63, de 2012.

Conforme o deputado, a proposta é importante e deverá ser aprovada, já que houve sinalização positiva durante as discussões para a eleição da atual direção do Parlamento mato-grossense.

O projeto restabelece novamente a proibição da reeleição dos membros da Mesa Diretora e tudo indica haver consenso entre os deputados. É salutar para o Poder Legislativo o rodízio de parlamentares nos cargos da Mesa Diretora”, afirmou, ao lembrar que essa recondução ocorreu uma única vez.

Outra mudança defendida pelo parlamentar referente à Mesa Diretora e às comissões, é a PEC que assegura a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Casa de Leis, bem como a representação proporcional de cada sexo.

Ou seja, a Mesa deverá ser composta de, pelo menos, uma mulher. De acordo com arquivos do Instituto Memória, das 13 mulheres eleitas deputadas, apenas Chica Nunes ocupou um cargo na Mesa, sendo a 2º vice-presidente, de 2009 a 2011. Nesta semana, a Câmara dos Deputados aprovou medida semelhante. 

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Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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