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ALL-IN NA MESA DIRETORA

Domingão e vamos com a posse dos deputados estaduais na ALMT

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Zé Edu Botelho do Partido União Brasil (UB), se reúne nesta segunda-feira (23), com os deputados estaduais eleitos e reeleitos, para orientações prévias à sessão de posse e da eleição da nova Mesa Diretora da Casa de Leis para o Biênio 2023/2025 que acontece no dia 1° de fevereiro, a partir das 10:30.

Cada deputado estadual deverá encaminhar, até o próximo dia 25, os diplomas expedidos pela Justiça Eleitoral, juntamente com a comunicação do nome do parlamentar e da legenda e da legenda do partidário a que pertence. Os dados serão publicados até o dia 31 de janeiro no Diário Oficial (DO) do Legislativo.

Regimento Interno da ALMT

De acordo com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, quando será escolhido, o presidente do Parlamento Mato-grossense.

A sessão será comandada pelo atual presidente da Casa de Leis, deputado Zé Edu Botelho (UB), que convocará dois deputados para assumirem, respectivamente, a 1ª e 2ª secretarias. Em seguida, o presidente nomeia uma comissão de deputados para conduzir o governador e o vice-governador ao plenário.

Após a leitura dos nomes e da leitura de compromisso solene, o próximo procedimento será a chamada nominal dos deputados, para ratificarem, na tribuna, o compromisso de posse. Depois de declarados empossados, os deputados vão receber o termo de posse e a carteira de identidade parlamentar. Em seguida, os deputados farão uso da palavra.

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O primeiro usar a tribuna será um deputado representante da oposição e depois será a vez de um da situação. Por último, será realizado o pronunciamento do presidente da Assembleia Legislativa que encerra a sessão e convoca Sessão Extraordinária para a eleição da Mesa Diretora para o Biênio 2023/2025.

Eleição

O roteiro da Sessão Extraordinária começa com a convicção do 1° e 2° secretários e com a leitura do texto bíblico. Em seguida o presidente, informa a composição das chapas ou das candidaturas avulsas, devidamente registradas. Na sequência dois deputados são designados para fazer a fiscalização do pleito e mais dois para atuar como escrutinadores.

Após os procedimentos formais, tem início a votação, através da chamada nominal de cada parlamentar e, em seguida a contagem dos votos.

O resultado apresentará a composição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) que será empossada, logo após o novo presidente assumir o cargo, a sessão será encerrada com um pronunciamento do presidente eleito.

Mesa Diretora da ALMT

É um jogo de interesse jamais é linear. O que foi acordado ontem, pode não mais valer hoje. Faltando 10 dias, a disputa da Mesa Diretora vai ficando com “clima tenso entre os deputados”. A eleição mostra que, em muitos casos, um favorito inicial, as vezes, não ganha a presidência.

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Os dois postulantes, lutam para não serem o cavalo paraguaio de vez e nem deixar que faça aquele caminho da redenção, de mostrar que é um pacificador e capaz de deixar tudo em ordem para o governador.

A instabilidade é que assusta a base mais alinhada a Mauro Mendes. Juntar gregos e troianos, de repente pode não ser algo agregador, como naquela máxima de promover a “harmonia da Casa”, mas de ser um arquiteto de um jogo que só o beneficia.

Assim sendo, o Palácio Paiaguas fica ressabiado com um jogador que arquiteta um plano que pode ser visto como maquiavélico. A eleição da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) necessita de grupo unido até que aconteça o momento de cada um por si.

A eleição está próxima de quem deseja a presidência. Outros fatores podem mudar a história: a ação do núcleo duro do Paiaguas. Na teoria, foi tido que o jogo fluiria naturalmente, com os parlamentares decidindo o que seria melhor. Só que o governador e o núcleo duro do Paiaguas, perceberam que tudo “flopou” (ou seja, fracassou), o All-in será chamado e definirá quem será o presidente do Poder Legislativo Estadual.

Vale seguir acompanhado para esta verdadeira jogada que sairá dia 1° de fevereiro.

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Política

A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026

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Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.

Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.

Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.

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O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.

A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.

O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.

Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.

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Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.

O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.

Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.

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