POPULAÇÃO PRECISA SE VACINAR

Dilema: quando teremos novos pontos de vacinação?

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Muitas pessoas em Mato Grosso têm se perguntado por que não existe vários pontos de vacinação contra a Covid-19, mesmo havendo dezenas de postos de saúde, ou pensando “se existisse novos postos de vacinação, não estaríamos vivendo toda essa situação”, certo?

Sim tá “certo”, mas, enquanto os postos não são abertos (vacinas nós temos) e cheguem até nós, a melhor forma de se prevenir da Covid-19 e seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) dentre as principais: cumprir o isolamento ou distanciamento. Cuide da sua saúde!

Estamos perto da solução?

Até agora, só bla-bla-bla, nossos gestores só falando e nada resolvendo. Mesmo que sejamos otimistas, não dá para pensar em imunidade coletiva tão cedo. Está desarticulação entre os gestores não está sendo fácil e, os otimistas acreditam que levaremos 2 anos para que o povo mato-grossense seja vacinado. Os pessimistas até 2025.

Apesar de tanto pessimismo e sofrimento, aprendemos a enfrentar melhor o Sars-cov-2 e, agora, há vacinas em Mato Grosso, mas estamos os dados de vacinação, vai demorar para atingirmos uma cobertura suficiente para a vacinação.

Vacinação chegou e agora?

Agora, distribuir para os 141 municípios, porque se está imaginando novos pontos de vacinação, vamos ouvir a mesma ladainha que vem acontecendo deste o dia 16 janeiro, no qual o Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, elaborado pelo Governo do Estado, definiu 756 pontos de imunização divididos em 17 regiões.

Mas para chegar aos municípios, a vacina demora no mínimo seis dias para chegar ao destino.

A vacina chega no Aeroporto Internacional Marechal Rondon em Várzea Grande e é encaminhada para o setor de conferência, armazenamento e preparação das remessas, na Central Estadual da Rede Frio. Este processo leva de um a dois dias.

Depois de conferidas e preparadas, os lotes são levados para as centrais regionais. O transporte é feito de avião ou terrestre dependendo da localização de região. Esse encaminhamento pode levar até 3 dias para atingir todas as centrais. Por fim, cada município providencia o transporte nas centrais regionais.

Bla…bla…bla

Tomara que seja verdade, mas acredite quem quiser: a Prefeitura de Cuiabá deverá abrir mais pontos de vacinação contra a Covid-19.

Acreditem, se este “milagre” acontecer é devido filas e aglomerações registrados no Centro de Eventos do Pantanal, único local em funcionamento atualmente para a imunização da população.

E chegam de desculpas que, Campo Grande tem isso, tem aquilo por isso que estão a mil luzes na nossa frente.

Campo Grande tem 61 postos de vacinação. As vacinas são distribuídas proporcionalmente ao número de habitantes. Portanto em Cuiabá, está faltando organização. Estamos levando de goleada do nosso vizinho Mato Grosso do Sul.

Nota da redação

Cuiabá era a única capital do mundo, que tem apenas um posto de vacinação e não possuía o atendimento de modelo “drive-thru”.

Com isso, uma medida foi tomada para evitar aglomerações no polo de vacinação, a Prefeitura de Cuiabá começou, na manhã desta quarta-feira (31), a utilizar o sistema de “drive –thru” para a vacinação da segunda dose dos idosos acima de 80 anos, no Centro de Eventos do Pantanal, onde ocorre a campanha de imunização contra a Covid-19.

Cuiabá é a única capital, no qual a SMS afirma que “a coordenação da campanha está seguindo a risco o Plano Nacional de imunização”.

Tá certo, enquanto Campo Grande continua fazendo o dever de casa, nós continuamos sendo vergonha nacional na vacinação, infectados e óbitos.

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Política

Lúdio faz representação ao MPF para garantir vacinação contra Covid-19 de indígenas

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O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral fez, uma representação ao procurador da República Gustavo Nogami para que o Ministério Público Federal (MPF) tome medidas administrativas e judiciais para garantir a vacinação contra Covid-19 dos 28.758 indígenas que vivem em territórios indígenas em Mato Grosso.

Apesar desse grupo fazer parte da fase 1 de vacinação e todas as doses terem sido enviadas ao estado na primeira remessa, apenas 59,5% dos indígenas receberam a 1ª dose (17.116 pessoas) e 39,3% receberam a 2ª dose (11.291 pessoas).

O levantamento foi feito por Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde. Ele destacou ainda que a imunidade contra a Covid-19 só é completa 14 dias após a aplicação da dose de vacina, de modo que o baixo índice de vacinação coloca essas populações em risco.

Isso é inadmissível, considerando que os indígenas fazem parte do grupo prioritário de vacinação, e a entrega das doses destinadas a esse público ocorreu há três meses, em 19 de janeiro. Os indígenas têm prioridade na vacinação por terem imunidade mais baixa a infecções e epidemias que outras populações. Por isso, é tão preocupante a vacinação não ter sido concluída, o que deixa esses povos expostos à Covid-19“, afirmou Lúdio, que já atuou como médico em aldeias em Mato Grosso.

Na representação, o parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Cabral, solicitou que o MPF investigue as razões pelas quais a cobertura vacinal alcançada é de apenas 59,5% na 1ª dose e de 39,3% na 2ª dose, já que 100% das doses necessárias para vacinar os indígenas que residem em terras indígenas de Mato Grosso foram recebidas pelo estado em janeiro de 2021, bem como identificar o que houve com as doses que ainda não foram aplicadas. Lúdio recomenda que o Estado de Mato Grosso demonstre com documentos como essas vacinas foram distribuídas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Lúdio requereu também que o MPF acione a União, por intermédio do DSEI, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde, para que providencie a regular, imediata e integral vacinação dos indígenas de Mato Grosso.

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