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VAI RECORRER DA DECISÃO JUDICIAL

De olho no 4º mandato, Fraga avalia recorrer da decisão Judicial

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A eleição para a escolha da diretoria executiva e conselho fiscal da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), para o Triênio 2021/2023 estava marcada para o dia 15 de dezembro, com a votação presencial e eletrônica, sendo que a votação presencial seria realizada na sede da AMM. Seguindo o edital, são aptos a votar todos os membros associados em situação de regularidade perante a instituição.

Candidato mais uma vez a reeleição com a mudança do estatuto da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), o presidente Neurilan Fraga esclareceu que em relação à decisão da Justiça em suspender a eleição da AMM, ainda vai conversar com os prefeitos e as prefeitas que estão apoiando a sua reeleição, e também com a coordenação jurídica da AMM, para depois verificar se vai recorrer ou não da decisão, apesar de ser uma liminar e não o julgamento do mérito.

Fraga ressaltou que recebeu com naturalidade a decisão da suspensão do pleito, mesmo não concordando, por se tratar de uma entidade que não é pública, é uma entidade regida por estatuto.

O seu estatuto só pode ser alterado através de assembleia geral, devidamente convocada e com aprovação da maioria dos prefeitos presentes, não cabendo o seu presidente ou a diretoria modifica-lo”.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) esclareceu ainda, que a assembleia geral, que tem decisão soberana, ocorreu em novembro de 2019, e não este ano. A assembleia foi realizada no auditório da entidade, no ano passado, com a presença da maioria dos prefeitos de Mato Grosso, que segundo ele, aprovaram várias mudanças no estatuto, amplamente discutidas.

As mudanças do estatuto foram aprovadas pelos prefeitos, seguindo o mesmo modelo adotado pela Confederação Nacional dos Municípios-CNM”.

Neurilan Fraga foi orientado pela advogada Débora Simone Rocha Faria, que desde 2011 coordena o Jurídico da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) a recorrer da decisão judicial que suspendeu a eleição ao comando da entidade prevista para próxima terça-feira dia 15.

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A advogada Débora Simone sustenta que não ocorreram irregularidades e que as mudanças estatutárias foram feitas por um colegiado no ano passado, e que não haverá tempo hábil para julgar o recurso, de modo a manter o pleito na mesma data.

Como a tendência é do pleito ficar para o próximo ano, quando novos prefeitos tomam posse e, com isso, passam a ter direito a voto, Neurilan Fraga vê cair por terra a chance de se reeleger de novo. E, por tabela, sua derrota representa também a saída da advogada Débora Simone Rocha Faria do posto-chave dentro da entidade.

Foi Débora Simone quem deu respaldo jurídico a todas as mudanças que desfiguraram o estatuto para tentar beneficiar Neurilan Fraga eleitoralmente.

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Política

Disputa interna no União Brasil e pressão sobre empréstimo bilionário sacodem a política de Mato Grosso

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A estabilidade política em Mato Grosso enfrenta um período de intensa reconfiguração com o acirramento das tensões partidárias internas. A disputa pelo controle de narrativas e espaços de “PODER” dentro do União Brasil (UB) atinge o seu ápice, mobilizando as principais lideranças do estado em uma contenda que reverbera diretamente nas articulações para os próximos pleitos eleitorais.

O embate centralizado envolve diretamente o senador Jayme Campos e o ex-governador Mauro Mendes, ambos filiados ao mesmo partido, o União Brasil (UB). O desentendimento entre as duas personalidades públicas expõe fraturas ideológicas e estratégicas profundas na base governista, evidenciando que a aparente unidade da sigla caminha sobre um terreno de constante e complexa “DISPUTA” de forças.

O cenário de “CRISE POLÍTICA” manifesta-se de forma explícita no território mato-grossense, e os principais redutos eleitorais do interior tornam-se o palco geográfico das negociações. A relevância econômica e política do estado no cenário nacional amplifica o impacto de qualquer instabilidade institucional gerada por esse racha partidário.

As movimentações de bastidores e os confrontos públicos entre as lideranças estendem-se até o dia 4 de agosto, data limite que funciona como um marco decisivo. Esse cronograma rigoroso impõe uma urgência extrema às negociações, uma vez que as convenções partidárias e os prazos legais exigem definições céleres e estratégicas por parte dos articuladores envolvidos.

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O estopim para a visibilidade pública dessa crise decorre diretamente da convocação de uma Convenção Partidária cujo formato surpreendeu os analistas de mercado. O edital prevê a duração de apenas uma hora para o encerramento dos trabalhos, com início estipulado para as 17 horas e término inflexível às 18 horas, um período considerado excessivamente exíguo para deliberações complexas.

A motivação por trás dessa “JANELA TEMPORAL” tão restrita visa, segundo interlocutores, limitar debates prolongados e acelerar decisões previamente coordenadas pelas cúpulas. Essa metodologia de gestão partidária busca mitigar desgastes públicos e evitar que dissidências internas ganhem contornos de maior publicidade, embora acabe por gerar o efeito inverso ao alimentar especulações.

A dinâmica conflituosa desenvolve-se por meio de declarações contundentes, reuniões de emergência e forte articulação junto aos deputados da base aliada. O senador Jayme Campos formalizou publicamente suas ressalvas à condução política atual, utilizando os canais de comunicação e as tribunas para demarcar sua posição de independência e contraposição às diretrizes da ala rival.

Oposição a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão

O descontentamento do senador expandiu-se também em direção à gestão do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos. Jayme Campos posicionou-se como o primeiro opositor de peso a questionar frontalmente a proposta governamental que autoriza a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão.

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O montante bilionário pleiteado pelo Poder Executivo encontra-se atualmente sob rigorosa análise técnica e política dos parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A oposição ao projeto fundamenta-se na necessidade de maior transparência sobre o impacto fiscal a longo prazo e sobre a real necessidade desse endividamento público na atual conjuntura.

Demonstrando plena convicção em seu capital político, o parlamentar federal argumenta que a proximidade do encerramento do mandato do atual gestor desaconselha a assunção de compromissos financeiros dessa magnitude.

A tese defendida sustenta que o fim de governo exige prudência administrativa, evitando que futuras gestões herdem passivos que possam comprometer os investimentos essenciais no Estado de Mato Grosso.

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