Política
Cresce apoio em torno de uma possível candidatura de Max Russi
Engana-se, quem imagina que a Juíza aposentada e Senadora cassada Selma Rosane Santos Arruda do Partido Podemos (Pode), tenha ficado alheio aos últimos acontecimentos.
A ainda Senadora, que faz de tudo, luta contra todos e trava uma batalha Jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso Nacional.
Na realidade de somarem os cafezinhos e as ligações, o dia da Senadora Selma Arruda tem mais de 24 horas.
PS: Se você tem pensamentos no qual acredita que dois mais dois são quatro, está errado, se você ajoelhar e for politicamente forte vira seis.
Neste ínterim, seremos bombardeados por notícias mais ou menos assim: processo de afastamento vai demorar alguns meses, anos.
Mas não se deixam enganar, se houve mudança na mentalidade do eleitorado, lógico que está mudança já atingiu o Congresso Nacional e o Judiciário.
No momento o questionamento é: como será o rito no Senado e até sexta teremos uma posição da Mesa Diretoria, porém, tudo indica que a novela termina antes do Carnaval.
Enquanto o clima político esquenta no Senado e Supremo, o deputado estadual e líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Mato Grosso, Max Joel Russi, após receber o aval do Diretório Nacional da sigla, para a disputa da eleição suplementar ao Senado da Republica, o deputado que também é primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), vem intensificando as conversações com os possíveis aliados.
Logo após a reunião com o presidente do PSB Nacional, Carlos Siqueira, Max Russi publicou nas redes socais dizendo:
“Acabo de me reunir com o presidente do PSB Nacional, Carlos Siqueira. Temos boas notícias. Agora é oficial o aval da nacional para a minha pré-candidatura ao Senado Federal. Com Deus a frente de nossos projetos, um sonho que se consolida a cada dia”.
Na busca incessante de apoio, Max Russi já se reuniu com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o Senador Jayme Veríssimo de Campos (DEM), vários prefeitos do interior de Mato Grosso, e recentemente reuniu com líderes de 8 partidos, no qual esboçou uma aliança, para definir uma chapa de consenso para disputar a vaga que será ainda deixada pela Juíza aposentada e cassada Selma Rosane Santos Arruda do Podemos.
E olha que tem candidatos para todos os gostos: pelo Democratas (DEM), Júlio José de Campos, do Partido Progressista (PP), Nery Geller, Max Russi líder do PSB, o tucano Nilson Leitão, Neurilan Fraga sendo representante da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), e o vereador Lídio Barbosa, o “Juca do Guaraná Filho” (Avante).
Eles serão submetidos a pesquisa quantitativa e qualitativa, para a escolha do grupo, denominado de “Boa Política”.
O Partido dos Trabalhadores (PT) também quer se viabilizar, o PDT já tem o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta em pré-campanha, o Democrata Cristão (DC) trabalha com o nome do deputado estadual Elizeu Nascimento, e o PCdoB quer reeditar a candidatura da professora Maria Lúcia.
Aliado de primeira hora do governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, o parlamentar acredita que o chefe do Executivo não ficará neutro na disputa, mas também não dará apoio a sua candidatura.
Apesar de rumores nos bastidores de que um candidato unificaria a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entretanto, considera importante o apoio da maioria dos parlamentares.
Segundo Russi, Mendes deve se decidir em apoiar Otaviano.
“Acho que o governador Mauro tem que ver quem realmente vai sair, depois fazer uma análise de apoio“, disse o primeiro secretário da Assembleia Legislativa.
Questionado, sobre a escolha dos suplentes, Max disse:
“Não é uma eleição fácil. Você precisa ter um bom nome na sua chapa e precisar ser aqui da baixada. Precisa de apoio de um grupo político, já existem estas conversas. Estamos trabalhando em uma outra vertente. Sair um pouco desse nós e eles“.
Foi anunciada após o referendo de cassação da Senadora do Podemos, Selma Rosane Santos Arruda pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que uma nova eleição para Senador no Estado deve custar aproximadamente R$ 9 milhões de reais aos cofres da Justiça Eleitoral, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT).
Max Russi começou a cogitar a candidatura tão logo foi confirmada a cassação de Selma Arruda por “Abuso de Poder Econômico“ e prática de “Caixa 2“. Ele aguardava decisão do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (DEM), que declinou publicamente da pretensão, para então tornar o desejo público e começar a tentar formar um apoio que tenha raízes fortes no parlamento.
Política
Investimento milionário em redes sociais pressiona estratégias digitais ao Senado
O candidato ao Senado José Antonio Medeiros (PL) assumiu a liderança absoluta dos gastos com impulsionamento de conteúdo digital entre todos os concorrentes à vaga por Mato Grosso. De acordo com a prestação parcial de contas entregue à Justiça Eleitoral, a campanha do postulante liberou R$ 500 mil diretamente para a plataforma Facebook. O valor atesta o peso estratégico que o marketing nas redes sociais passou a exercer nas disputas estaduais contemporâneas.
O aporte volumoso efetuado pelo liberal José Medeiros ganha relevância quando confrontado com o seu orçamento global disponível para o pleito. O montante repassado à rede social corresponde a 19,7% dos R$ 2,53 milhões declarados pelo candidato até a data limite de 8 de setembro. Tal proporção confirma que a consolidação da presença virtual tornou-se uma das prioridades orçamentárias mais expressivas de sua equipe técnica de comunicação.
Em termos comparativos, o candidato do PL abriu ampla margem de vantagem em relação aos demais postulantes ao cargo parlamentar. O atual senador Carlos Fávaro (PSD) oficializou o repasse de R$ 255 mil à mesma empresa, enquanto o ex-governador Mauro Mendes (UB) registrou a destinação de R$ 175 mil para promover suas publicações no ambiente digital. As cifras ressaltam a heterogeneidade das estratégias adotadas pelos grupos políticos majoritários.
Outros concorrentes também formalizaram aportes expressivos voltados ao engajamento de seus eleitores nas redes. A candidata Janaina Riva (MDB) destinou R$ 150 mil à DLocal Brasil, operadora de pagamentos utilizada para gerenciar campanhas de publicidade digital. Já Pedro Taques (PSB) formalizou diretamente à plataforma a prestação de contas no valor de R$ 108 mil para alavancar sua projeção.

Apesar de encabeçar a lista no acumulado de despesas gerais da disputa pelo Senado, Margareth Buzetti (PP) adotou postura cautelosa no ambiente virtual. A candidata alocou R$ 57 mil no Facebook, número nitidamente inferior ao patamar fixado pela campanha de Medeiros. Essa discreta movimentação contrasta com o volume de investimentos de sua chapa em outras frentes de propaganda eleitoral.
Somadas as declarações de todos os pleiteantes, abrangendo os valores direcionados diretamente ao Facebook e a intermediação da DLocal, os gastos ultrapassam a marca de R$ 1,25 milhão no estado. Essa cifra global demonstra o forte direcionamento de recursos financeiros para o ecossistema digital no atual período do calendário eleitoral de Mato Grosso.
A relevância do montante mobilizado pela campanha de José Medeiros fica evidenciada na análise percentual do fluxo de caixa. Como praticamente um quinto das receitas declaradas por ele foi canalizado para o impulsionamento de mídia digital, a estratégia expõe uma aposta ostensiva no alcance das redes sociais para a conversão de votos e consolidação de sua imagem.

Os dados apurados têm como base o encerramento do prazo oficial da Justiça Eleitoral para o envio da prestação parcial de contas, ocorrido no domingo (13). O balanço público contempla detalhadamente todas as receitas arrecadadas e despesas contratadas pelas chapas desde a abertura formal da campanha até o dia 8 de setembro.
Esse cenário de fortes aportes no Estado de Mato Grosso espelha um movimento consistente e estruturado em escala nacional. Até a última sexta-feira (11), candidatos e agremiações partidárias de todo o país já haviam registrado o montante significativo de R$ 46,5 milhões junto à plataforma Facebook. A consolidação desses dados posiciona a gigante de tecnologia como a maior fornecedora individual de serviços para as campanhas eleitorais brasileiras.
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