Política
Corpo de marido de ex-vereadora não teria sido liberado por falta de equipamento no IML
O Instituto Médico Legal e Mato Grosso (IML) vem sofrendo sérios problemas na administração Pedro Taques (PSDB. Equipamentos e produtos considerados essenciais para a realização de exames cadavéricos e autopsias, notadamente em crimes violentos vem provocando a permanência por tempo indeterminado de cadáveres e deixando parentes sem poder dar o adeus final ao falecido.
Na sexta-feira fato semelhante voltou a acontecer. Por problemas no equipamento de raio-X do instituto o corpo do produtor rural Aloísio da Silva Lara, assassinado a tiros na última quinta-feira (07), em uma propriedade rural de Nossa Senhora do Livramento, ao lado de sua esposa, a ex-vereadora da cidade, Terezinha Rios, não pode ser liberado para o sepultamento. Segundo a assessoria do IML de Cuiabá, o corpo só seria liberado após um raio X que tem de ser feito na face do cadáver para localização de projeto balístico, que precisa ser anexado aos autos da investigação criminal.
O corpo da ex-vereadora foi liberado, mas os familiares se recusam a tirar do local, até que o corpo de seu marido seja também liberado para serem enterrados juntos.
Em nota, o Instituto Médico Legal e Mato Grosso afirmou que o exame será realizado por meio de parceria com outras instituições. O corpo de Terezinha Rios teria sido liberado pelo Instituto Médico Legal para os procedimentos fúnebres.
Segundo as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada após os corpos serem encontrados. Neles, foi possível perceber a marca de disparos de arma de fogo. Ainda não se sabe o que teria motivado o duplo homicídio.
O fato aconteceu em uma gleba da região, conhecida como 'Mata Cavalo'. Foram encaminhadas equipes da Força Tática, serviço de inteligência e também viaturas da própria cidade.
Além de vereadora em Nossa Senhora do Livramento, Terezinha Rios também foi candidata a vice-prefeita da cidade, já tendo atuado como secretária na Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Agricultura Familiar. Ainda não há suspeitas sobre quem possa ter cometido o crime ou qual seria a motivação.
Terezinha Rios Pedrosa, de 55 anos, foi enterrado neste sábado (9) no Cemitério Municipal de Nossa Senhora do Livramento. Era considerada uma figura de liderança da agricultura familiar dda cidade além de defensora das causas agrárias.
Terezinha Rios era a atual presidente da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), conselheira ativa do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e feirante na Central de Comercialização da Agricultura Familiar José Carlos Guimarães.
Política
Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL
A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.
A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.
O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.
O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.
Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.
Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.
Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.
“Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.
A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.
“Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.
Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.
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