PARLAMENTARES A FLOR DA PELE
Colapso: vereadores demonstram receio com a situação de Várzea Grande
Em um dia considerado atípico, parlamentares relataram os resultados das fiscalizações com preocupações.
Quartouuu e o núcleo duro do Boteco da Alameda voltou com um giro na política da Cidade Industrial.
Segue o fluxo!
Praticamente todos os vereadores várzea-grandense fizeram questão de utilizar da Tribuna da Casa de Leis, durante a sessão ordinária, realizada na manhã de terça-feira (4), para relatar o resultado dos trabalhos de fiscalização, que realizaram nos últimos dias, como também, sobre as cobranças que a população vem fazendo diretamente com eles, diante dos fatos apresentados, o temor pelo “COLAPSO” do município foi relatado por muitos pares.
Mais uma vez, o discurso das dificuldades na pasta de Saúde, foi pauta para vários representantes, hora um falava da falta de condições em uma Unidade de Saúde, até com mosca na ferida do paciente.
Depois, outros relatavam a falta de medicamentos básicos em determinadas Unidades de Pronto Atendimento, popularmente conhecido como UPA, sem falar das horas de espera, uma reclamação constante dos pacientes.

O Departamento de Água e Esgoto (DAE), já considerada praticamente uma pauta fixa, toda semana tem um motivo para ser questionado, a falta de água na cidade não é de hoje, pelo contrário, o problema vem se arrastando ao longo dos 40 anos, acompanhando o crescimento da cidade, porém…, veio se agravar nessa gestão, simplesmente pelo fato de que água para todos, foi uma das principais bases dos discursos durante a campanha da prefeita várzea-grandense, Flávia Moretti (PL).
Para agravar ainda mais a situação, chegou o período de chuvas, e segundo alguns vereadores, os buracos estão por toda a cidade, desta forma, foram atrás do secretário municipal de Viação, Obras e Urbanismo, Celso Pereira, quando descobriram que está faltando o produto para tapar os buracos.
Denúncia parlamentar afirma que está faltando o produto para fazer tapa buracos, devido a dívida acumulada com a empresa prestadora de serviço, desta forma, a empresa teria informado ao vereador, que só vai retomar os trabalhos de tapa buracos, mediante pagamento da Prefeitura de Várzea Grande.
Diante de mais problema de buracos tomando conta de várias regiões da cidade, talvez a população tem que retornar ao modal de transporte do século passado, a cavalo, em lombo de mulas, aconchegados nas carroças, canoas, barcos se brincar, chalanas, porque o período de chuvas chegou, são esperado mais de 100 milímetros nos próximos dias, se na seca tem bastante buracos, o que vai acontecer nas águas, sem uma iniciativa em caráter de urgência, a cidade corre sério risco de virar literalmente uma…

Em um verdadeiro…
Clima de paz, para quem acompanha a política na “Cidade Industrial”, nem parecia uma sessão na Câmara Municipal de Várzea Grande, os vereadores, independente de base ou oposição, estavam se comportando como uns verdadeiros escoteiros, cada um desempenhando a sua função, seja com cobranças, fiscalizações, apontamentos e defesas.
Para quem mora em Várzea Grande, nota que algo de errado, não está certo, para quem prometeu tanto uma mudança no cotidiano do povo.
“Aqui não tem gerente, tem prefeita“.
Uma afirmação que gerou expectativa de dias melhores, que nos primeiros seis de gestão, o povo ainda vivia na esperança, depois passou para cobrança, agora com mais de dez meses, poucas pessoas estão acreditando que no próximo ano vai melhorar, o grupo dos revoltosos e arrependidos vem ganhando integrante dia após dia, uma situação com tendência de se agravar em 2026, que é ano eleitoral, e a formação dos grupos tende a defender o seu, por outro lado, tem gente apontando que a melhor defesa é o ataque, que tem muitos erros ou falhas, pode preparar o lombo.
As deficiências na gestão municipal, apresentadas pelos vereadores, relatam uma Várzea Grande não apenas estagnada, pelo contrário, parece que entrou no modo retrocesso, muito distante da situação que a população imaginava, quando a sua maioria decidiu no voto democrático, buscar outros caminhos, dez meses depois de insistir no sonho, o povo parece que não sabe, se o pesadelo é de olhos fechados ou abertos.

De acordo com informações de especialistas da política, repassadas ao Boteco da Alameda, a semelhança dos atuais gestores turbinadas pelas redes sociais, estão apresentando características similares com problemas políticos, econômicos e de gestão, ressaltando a diferença de falar que sabe e demonstrar trabalho que sabe mesmo, a dureza da realidade está ofuscando a facilidade de falar nas redes sociais, até por que, criticar e apenas falar, qualquer um faz, até o papagaio do Pantanal, agora, fazer, levar ações que melhoram as condições de vida da população, nitidamente que não é grupinho no Tik Tok.
Saúde, Segurança, Educação e Infraestrutura, ações que vão de encontro com as necessidades da população, se não for no mundo real, virtual serve só prá rir…
Segue o fluxo!
Política
Conflito institucional acirra disputas de “PODER” e expõe divergências de narrativas em Mato Grosso
O ambiente político do Estado de Mato Grosso transformou-se em um cenário de intensa disputa institucional após o ex-governador Mauro Mendes desferir duras críticas públicas direcionadas ao conselheiro Sérgio Ricardo, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O desentendimento, que ultrapassou a esfera meramente administrativa para atingir o campo da retórica política personalizada, evidenciou um racha profundo entre o antigo chefe do Poder Executivo Estadual e a principal autoridade da Corte de Contas Mato-grossense, desestabilizando a aparente harmonia entre as lideranças locais.
Este embate de proporções inéditas eclodiu a partir de questionamentos públicos acerca da qualidade e da execução dos contratos de pavimentação asfáltica em rodovias estaduais que recentemente passaram por processos de concorrência pública, com destaque para a situação crítica da BR-170. O panorama rodoviário estadual, marcado por trechos severamente esburacados e alvo de recorrentes reclamações populares, funcionou como o estopim técnico para que as divergências latentes de bastidores sobre a condução da máquina pública e os limites da atuação fiscalizatória emergissem de forma definitiva na imprensa.
A escalada das tensões e as manifestações públicas mais contundentes concentraram-se na capital, Cuiabá, ecoando imediatamente nas sedes dos poderes constituídos e nos principais veículos de comunicação da região Centro-Oeste. O epicentro geográfico do conflito institucional localiza-se nos gabinetes governamentais e na sede da Corte de Contas, embora os desdobramentos práticos e os discursos políticos das autoridades envolvidas repercutam diretamente ao longo de toda a malha viária do interior do estado.
As declarações incisivas foram proferidas no atual contexto pós-mandato de Mauro Mendes (UB), refletindo o acúmulo de insatisfações com o modelo de controle externo adotado nos últimos meses pelo tribunal sob a nova presidência. A cronologia do confronto demonstra que o desgaste nas relações político-institucionais vinha sendo pavimentado progressivamente, culminando em um ponto de inflexão pública em que as cortesias diplomáticas tradicionais da política foram integralmente abandonadas pelas partes envolvidas.
A principal motivação subjacente ao posicionamento veemente do ex-governador reside no inconformismo com o que ele classifica como espetacularização e excesso de exposição midiática das fiscalizações promovidas pelo órgão de controle.
Mauro Mendes sustenta a tese jurídica de que os conselheiros do Tribunal de Contas deveriam adotar uma postura de estrito recato institucional, semelhante à magistratura judicial, priorizando o silêncio obsequioso e a manifestação técnico-formal nos autos dos processos em detrimento de entrevistas frequentes e pronunciamentos públicos.
Em contrapartida, a presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), fundamenta sua linha de atuação na premissa da transparência pública ativa e no direito constitucional da sociedade de acompanhar as inspeções de engenharia em tempo real.
Sob a gestão de Sérgio Ricardo, a Corte de Contas adotou um modelo de fiscalização externa marcadamente presencial, transferindo os auditores dos gabinetes climatizados diretamente para os canteiros de obras rodoviárias, utilizando as redes sociais e os canais de comunicação social para dar visibilidade aos relatórios técnicos.
O método utilizado por Mauro Mendes para externar sua contrariedade consistiu em um ataque verbal direto à postura comunicacional de Sérgio Ricardo, exigindo publicamente que a autoridade fiscalizadora substituísse o uso frequente de microfones pela discrição inerente ao cargo.
“Sérgio Ricardo deveria trocar o microfone pelo silêncio institucional“.
Por outro lado, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), reagiu intensificando as vistorias técnicas de campo e reiterando a independência constitucional do órgão, transformando as inspeções em eventos públicos de grande repercussão política para demonstrar que o controle externo não se submeterá a pressões do Executivo.
Os defensores da estratégia adotada pelo Tribunal de Contas argumentam que a visibilidade pública conferida às auditorias rodoviárias funciona como um mecanismo indispensável para constranger empresas inadimplentes e acelerar a reparação das estradas.
Na visão desse grupo multissetorial, a publicidade dos atos administrativos constitui um preceito democrático moderno que assegura a eficiência dos gastos públicos, impedindo que auditorias cruciais sobre o dinheiro dos contribuintes fiquem engavetadas longe do escrutínio da população.
Inversamente, os críticos do atual modelo comunicacional da Corte de Contas, alinhados ao pensamento do ex-governador, alertam para os riscos do protagonismo político excessivo e da contaminação eleitoreira de um órgão estritamente técnico.
Esse segmento político argumenta que prejulgamentos veiculados na imprensa antes da conclusão definitiva dos processos administrativos violam o princípio do devido processo legal e maculam injustamente a imagem de gestores e de concessionárias de serviços públicos.
As consequências imediatas desse espetáculo político de bastidores traduzem-se em uma paralisia no diálogo institucional entre importantes forças políticas de Mato Grosso, onde as palavras assumiram o papel de armas em uma guerra de narrativas pelo controle da opinião pública.
O desfecho dessa disputa de poder permanece incerto, mas analistas políticos convergem na avaliação de que, enquanto o foco estiver centralizado nos microfones e nos relatórios de impacto midiático, o ritmo de recuperação das rodovias continuará secundário diante da velocidade do embate político.
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