PIPA ENROSCADA
Pipa e rede elétrica não combinam
Com a chegada das férias escolares e o clima favorável, as pipas voltam a colorir os céus, mas é preciso atenção redobrada para evitar acidentes. A Energisa destaca a importância de manter distância segura da rede elétrica para garantir uma brincadeira segura, e muitas crianças aproveitam para se divertir soltando pipas nas ruas, praças e quadras. Mas, para que a brincadeira seja segura, nada de soltar pipa perto das redes elétricas.
Os locais ideais para soltar pipas são áreas abertas, longe da fiação elétrica. Em ambientes urbanos, como canteiros de rodovias e avenidas, o cuidado deve ser redobrado devido ao tráfego de veículos e à proximidade dos cabos elétricos. Caso a pipa enrosque na fiação ou caia próxima a equipamentos elétricos, é fundamental não tentar resgatá-la para evitar riscos de choques elétricos, que podem ser fatais.
O uso de cerol, linha chilena ou qualquer material cortante é ilegal no estado e representa perigo tanto para pedestres e motociclistas quanto para a integridade da rede elétrica. Essas substâncias podem causar acidentes graves e interrupções no fornecimento de energia, exigindo horas de trabalho para reparos.
“Uma pipa enroscada na rede pode causar o rompimento de um cabo da rede de distribuição devido ao poder cortante da linha chilena ou cerol utilizados indevidamente, gerando interrupção no fornecimento de energia e podendo afetar um bairro inteiro ou até mesmo uma cidade“, alerta o coordenador de Planejamento e Qualidade da Energisa Mato Grosso, Murilo Castilho.
Em 2025, foram registradas 387 ocorrências de queda de energia causadas por pipas, afetando 70.910 clientes em Mato Grosso.
Confira as principais dicas para não correr risco na hora de soltar pipa:
– Empine pipas longe da rede elétrica, onde não exista nenhum tipo de cabo de energia, de serviço telefônico ou antenas de celular;
– Busque espaços abertos como praças, parques e campos de futebol para usar o brinquedo;
– Não solte pipas em canteiros centrais de ruas, avenidas, rodovias ou qualquer lugar onde exista fluxo de veículos;
– Nunca use cerol ou a linha “chilena”: elas são proibidas por lei.
– Não utilize papel alumínio na confecção da pipa;
– Caso a pipa enrosque nos fios, é melhor desistir do brinquedo. Não tente pegar a pipa na fiação, nem com as mãos, bambus ou qualquer outro objeto;
– Não solte pipas em dias de chuva, principalmente se houver relâmpagos;
– Tenha cuidado com ciclistas e motociclistas, pois as linhas não podem ser vistas por eles e causar graves acidentes.
– Sempre que possível, os pais devem acompanhar as crianças nessa brincadeira. A conscientização é fundamental para reduzir transtornos e acidentes.
Geral
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios”
O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.
O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.
“O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade”, afirma o professor.
No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha”, explica.
Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino.
Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.
Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.
“O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento”, destaca.
O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.
Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.
Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.
A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.
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