FINALISTAS ENTRE AS 100 MIL PARTICIPANTES
Estudantes de Mato Grosso conquistam medalhas na Olimpíada Brasileira de Geografia
A última etapa da 10ª Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), realizada entre dos dias 25 e 28 de novembro, aconteceu na cidade de Campinas (SP), e contou com a participação de estudantes do Colégio Marista Santo Antônio, de Sinop/MT. A Olimpíada é organizada pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), com o apoio da UNICAMP e financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).
Na ocasião, a escola conquistou duas medalhas de bronze e uma de prata, ambas na categoria nacional. A fase presencial da competição reuniu três equipes representantes por estado, totalizando centenas de estudantes classificados de todo o país para a realização das provas discursiva, prática e de multimídia que avaliaram conhecimentos em variados temas da Geografia Geral, Cartografia e Geotecnologias.
A equipe medalhista de Sinop foi formada pelas estudantes da 3ª série do Ensino Médio, Isadora de Souza Link, Marcela Batistella Possari e Sophia Miranda Amorim Balbino, orientadas pela professora doutora em Geografia, Nayhara Freitas Martins Gomes.
“Estou muito honrada com a celebração desta grande conquista das nossas estudantes para o estado do Mato Grosso e para o Colégio Marista Santo Antônio. Entre mais de 100 mil participantes nas três fases on-line, em equipe, que compuseram a seleção estadual, chegamos à etapa nacional entre as melhores equipes do país, um resultado que enche nossa comunidade escolar de orgulho. Aqui na fase nacional, mais uma vez, as nossas estudantes se destacaram nas três provas individuais entre centenas de estudantes presentes. O brilhante desempenho demonstra dedicação, esforço e excelência acadêmica. Mas, para além das medalhas obtidas, estar aqui significa muito para mim, pois a OBG gera motivação e engajamento na escola, constituindo em uma forma de difusão e valorização da ciência geográfica. As experiências e trocas vivenciadas aqui independem da carreira que todos estes estudantes vão seguir. Além disso, a oportunidade de aplicar os seus saberes desperta para uma Geografia que é viva e sempre presente em nosso cotidiano“, disse a professora Nayhara.
A Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), criada em 2015, consolidou-se como uma das mais importantes iniciativas de valorização do conhecimento geográfico no país. Na competição, os estudantes participantes têm que demonstrar a sua capacidade de análise e interpretação dos fenômenos geográficos de modo aplicado e integrado, rompendo com o dualismo entre a Geografia Física x Geografia Humana que deve estar expressa nas práticas de ensino e aprendizagem contidas na formação desses estudantes.

Para a medalhista de prata do Colégio Marista Santo Antônio, Marcela Possari, ir para a fase presencial da 10ª Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) já foi uma grande conquista.
“Em Agosto, fizemos as fases on-line e quando surgiu o resultado, não acreditamos que tínhamos sido convocadas para representar as escolas particulares do Mato Grosso. A fase final e presencial foi algo bem legal e dinâmico. As provas foram individuais, muito diferentes do último ano e também do que estamos acostumadas na escola. Algumas perguntas mais fáceis e outras que já exigiam maior conhecimento. Também foi muito legal ter contato com pessoas de diferentes estados e culturas. Recomendo muito que os estudantes que participam dessa olimpíada se esforcem durante as fases on-line para poderem prestigiar o que vivenciamos em Campinas, pois, além de ser uma grande conquista foi também um momento de muito aprendizado e vivências”, comentou.
Geral
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios”
O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.
O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.
“O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade”, afirma o professor.
No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha”, explica.
Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino.
Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.
Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.
“O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento”, destaca.
O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.
Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.
Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.
A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.
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