POLÊMICA DA VOLTA AS AULAS

Alan Porto enfatiza que não há surto nas escolas da rede estadual de ensino

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Precisamos saber do secretário que medidas de fato estão sendo implementadas pelo Estado para prevenir o contágio. As mensagens que recebo dos profissionais da Educação mostram que as medidas corretas não estão sendo aplicadas. É preciso testagem periódica, isolamento de sete dias para todos que tiveram contato com pessoas infectadas pelo coronavírus, fornecer máscaras PFF2, adequar as estrutura das escolas para haver ventilação externa, distanciamento físico e higiene, além de colocar as pessoas do grupo de risco em trabalho remoto”.

Explicou o deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral, que é médico sanitarista, após o pedido de convocação do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e o convite ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep), Valdeir Pereira, para prestarem informações sobre surtos de Covid em escolas estaduais, após o retorno precipitado das aulas presenciais em Mato Grosso.

Nesta terça-feira (17), o secretário de Estado de Educação, Alan Porto apresentou, os dados do retorno das atividades na modalidade híbrida em Mato Grosso e comprovou que não há surto de Covid-19 nas unidades.

Desde o dia 3 de agosto, quando gradativamente foi iniciado o retorno híbrido, foram notificados no sistema IndicaSUS 64 casos positivos de Covid-19 entre os mais de 27 mil profissionais da educação e 39 casos entre os mais de 393 mil estudantes.

Estes casos estão distribuídos em 79 das 728 escolas estaduais.

Não há que se falar em surto. As mesmas pessoas que lá atrás falaram que o governo ia fechar 300 escolas, que espalharam essa fake news, agora estão falando que há surto nas escolas. O conceito da palavra surto é quando você tem um aumento exponencial em um local e não é o caso. Temos 0.009% de casos positivos entre os mais de 420 mil profissionais e estudantes. Ou seja, 99,99% estão tendo as atividades dentro do programado, cumprindo os protocolos de biossegurança”.

O secretário Alan Porto reforçou que a decisão do Governo de Mato Grosso foi pelo retorno das atividades na modalidade híbrida para iniciar a recuperação da aprendizagem dos estudantes.

A educação não está aumentando a curva pandêmica. Voltamos há 15 dias e não dá para falar que houve contaminação dentro das escolas. O ambiente escolar é controlado, todos os protocolos de biossegurança estão sendo adotados e, nos casos confirmados, temos os planos de contingência. Não dá mais para cercear o direito do estudante da rede pública estadual de ensino. Está errado e temos que mudar essa concepção”.

Plano de contingência

O secretário lembrou que a preparação das escolas para o retorno na modalidade híbrida teve início há mais de seis meses. Destacou as notas técnicas feitas em conjunto com a Secretaria de Estado de Educação e os procedimentos que as escolas estão preparadas para adotar em casos suspeitos ou confirmados de Covid-19.

Para o retorno, as turmas foram divididas em 50% e cada uma é tratada como uma bolha de relacionamento. Em casos confirmados de Covid-19, toda a bolha entra em quarentena. A escola é fechada por um dia para passar pelo processo de desinfecção e as aulas são retomadas com todo monitoramento.

Todas as medidas e providências estão sendo tomadas. O ambiente escolar é controlado. Todas as atividades econômicas estão funcionando, bares lotados, ninguém respeitando distanciamento, uso de máscara. Porque ficar questionando a educação. Ela não tem que ser tratada em segundo plano. A educação é prioridade neste governo”.

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Campanha de vacinação alerta para baixa adesão de adolescentes

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Cerca de metade do público de 12 a 17 anos estimado pelo Ministério da Saúde (MS) para Cuiabá fez o cadastro para receber a vacina contra o Coronavírus na capital até o momento. Segundo informações da coordenação da campanha, a meta prevista é de 53.824 adolescentes, e desse montante aproximadamente 26 mil fizeram o cadastro.

Quando liberamos o cadastro deste grupo, tivemos uma grande procura no começo. Os 26 mil cadastros foram feitos logo na primeira semana, mas depois disso não tivemos mais adolescentes se cadastrando”, revelou Valéria de Oliveira, coordenadora da campanha de vacinação.

Ela conta ainda que todos as pessoas deste grupo já foram agendadas.

Já liberamos as agendas para todos os adolescentes cadastrados. Temos pessoas de 12 a 17 anos agendadas até esta quinta-feira (21). Não temos mais ninguém dessa faixa etária no cadastro depois disso. Pedimos aos pais ou responsáveis por adolescentes que ainda não tenham feito o cadastro que façam o quanto antes, para darmos prosseguimento à imunização deste grupo”, pediu a coordenadora.

Segunda dose e dose de reforço

Valéria também alerta sobre a baixa procura para pessoas que precisam tomar a segunda dose de Pfizer e a dose de reforço.

Recentemente o Ministério da Saúde liberou para as pessoas tomarem a segunda dose de Pfizer 56 dias após a primeira, mas depois disso parece que as pessoas esqueceram que precisam receber essa segunda aplicação. Além disso, a procura de dose de reforço para idosos a partir de 70 anos e trabalhadores da saúde também está pequena. Nós, da vacinação, convocamos todo este público que venha aos polos de vacinação ou unidades básicas de saúde que aplicam as vacinas para tomarem sua dose e completar o esquema vacinal”, concluiu.

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