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OLIMPÍADA NACIONAL DE FILOSOFIA

Estudante do Campus Octayde conquista medalha de prata

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Heitor Rodrigues Vital, 18 anos, estudante do 3º ano do curso técnico em Informática do IFMT Campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva, transformou o gosto pelo estudo em conquistas que o colocam entre os maiores talentos da filosofia do país.

Ele é medalhista de prata da 2ª Olimpíada Nacional de Filosofia (OnFil 2025) que reuniu os 50 melhores discentes de filosofia do Brasil na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, entre os dias 2 e 5 de outubro. Antes disso, ele já havia se destacado ao garantir a medalha de ouro na etapa regional Centro-Oeste.

Agora, Heitor Rodrigues se prepara para um novo e ainda maior desafio: a seletiva que pode levá-lo à 34º Olimpíada Internacional de Filosofia (IPO), que ocorrerá em Varsóvia, na Polônia, prevista para o final de novembro de 2025.

Mais do que medalhas, para Heitor, as conquistas representam a chance de se tornar campeão mundial em filosofia. Para isso, ele precisa demonstrar o domínio de uma língua estrangeira, já que a fase internacional exige a escrita de ensaios em outro idioma.

Não é apenas escrever, mas elaborar um texto acadêmico em outra língua. Está sendo ainda mais difícil que a etapa nacional”, afirma o estudante.

Determinado a apoiar o aluno, o professor orientador Juliano Batista dos Santos, docente efetivo do IFMT, ofereceu-se para custear as aulas de inglês. Porém, o gesto foi acolhido de forma solidária pela professora Maria Moura, participante do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid UFMT-IFMT), que decidiu ministrar as aulas gratuitamente.

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De acordo com o professor, a conquista nacional também repercutiu no IFMT, despertando o interesse dos colegas pela filosofia e consolidando a imagem de Heitor como um estudante brilhante e inspirador.

Na última quarta-feira os amigos de sala de aula, juntamente com outros docentes, recepcionaram-no com uma pequena confraternização para felicitá-lo pela conquista”, conta Juliano.

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Geral

“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios”

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O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.

O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.

O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade, afirma o professor.

No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.

O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha, explica.

Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

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Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino.

Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.

Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.

O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento, destaca.

O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.

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Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.

Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.

A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.

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