ESTREIA DE CARLO ANCELOTTI
Sete fatos da relação entre o treinador e os jogadores do futebol brasileiro
A era Carlo Ancelotti na seleção brasileira vai começar e o mundo do futebol acompanhará com expectativa a estreia do técnico italiano à frente do Brasil. O primeiro jogo acontecerá nesta quinta-feira, dia 5, contra o Equador, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Para marcar o dia histórico, o Bolavip Brasil preparou uma lista de sete fatos que resumem a relação entre o treinador e os jogadores nascidos no país.
O jogador brasileiro que mais marcou a carreira de Carlo Ancelotti foi Kaká, até o momento. O ex-meia é o brasileiro com mais jogos e gols marcados sob o comando do italiano (269 partidas e 90 gols). Os dois trabalharam juntos no Milan por seis temporadas.
O maior artilheiro brasileiro sob o comando de Ancelotti não foi um atacante, e sim o meia Nenê. O jogador do Juventude foi treinado pelo italiano no PSG. Na ocasião, marcou 19 gols em 35 partidas, uma média de 0,54 gols por jogo. O número impressiona por ser superior ao alcançado por atacantes como Vini Jr, Rodrygo, Ronaldo Fenômeno, Richarlison e Alexandre Pato, todos que também passaram pela mão de Ancelotti.
Os maiores vencedores brasileiros sob o comando de Carlo Ancelotti foram o lateral-esquerdo Marcelo e o volante Casemiro, ambos nos tempos de Real Madrid. O aproveitamento de pontos que tiveram com o técnico italiano foi de 77,6%. Detalhe: Casemiro fez 75 partidas sendo treinado por Ancelotti e Marcelo, 110.

Quem teve o pior aproveitamento, considerando apenas jogadores com 30 partidas ou mais sob o comando do técnico, foi o atacante Bernard, atualmente no Atlético-MG. Ancelotti e o jogador estiveram juntos no Everton e, no período, tiveram apenas 40% de aproveitamento de pontos.
O aproveitamento de pontos de Carlo Ancelotti foi de 66,9%, quando escalou ao menos um dos 43 jogadores brasileiros que foram treinados por ele antes de sua chegada à seleção brasileira. Na carreira inteira, com ou sem brasileiros em campo, o treinador possui o aproveitamento de pontos geral um pouco maior, 67,56%.
Carlo Ancelotti treinou 22 jogadores brasileiros que disputaram ao menos uma Copa do Mundo na carreira. Maior destaque para Cafu e Thiago Silva, que disputaram quatro Mundiais. O lateral-direito foi treinado por Ancelotti no Milan. Já o zagueiro, no Paris Saint-Germain.
Na última Copa do Mundo, no Catar, Tite convocou seis jogadores que já haviam passado ou que eram treinados naquele momento por Carlo Ancelotti: Eder Militão, Rodrygo e Vini Jr eram jogadores do Real Madrid e de Ancelotti na ocasião. Casemiro havia passado pelo comando do italiano no time espanhol, Thiago Silva havia sido treinado por Carlo Ancelotti no Paris Saint-Germain e Richarlison havia sido comandado pelo técnico do Brasil na passagem dele pelo Everton (ING).
ESPORTES
Corinthians descumpre novo prazo e Cuiabá pede bloqueio de receita e punição
O Corinthians voltou a descumprir um compromisso financeiro assumido perante a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ao não pagar, dentro do prazo prometido, uma parcela do acordo relacionado à dívida com o Cuiabá Esporte Clube. Diante do novo atraso, o clube mato-grossense solicitou a manutenção do Transfer Ban e pediu a aplicação de outras medidas para assegurar o recebimento dos valores.
A pendência financeira do Corinthians com o Cuiabá já ultrapassa R$ 17 milhões e está ligada, principalmente, à contratação do volante Raniele, negociado pelo clube paulista em janeiro de 2024. O valor devido passou a integrar uma disputa submetida à CNRD, órgão responsável por mediar e solucionar conflitos financeiros e contratuais no futebol brasileiro.
O novo capítulo do caso ocorreu após o próprio Corinthians assumir, no processo, o compromisso de quitar a parcela em atraso até a última segunda-feira. A data estabelecida, porém, expirou sem que o pagamento fosse efetuado, o que levou o Cuiabá a voltar a cobrar providências e a questionar o cumprimento das obrigações assumidas pelo adversário.
Em manifestação encaminhada à CNRD, a Diretoria do Cuiabá criticou o que classificou como mais um descumprimento do cronograma. Segundo a argumentação apresentada, o Corinthians já havia deixado de cumprir o calendário original de pagamentos, solicitado posteriormente uma prorrogação e, depois disso, concordado com uma nova data para a quitação da parcela pendente.

Com o prazo novamente vencido, o Dourado pediu que o Transfer Ban imposto ao Corinthians seja mantido. O clube também defendeu a aplicação de multa e solicitou, entre outras providências, a possibilidade de bloqueio de receitas e premiações futuras que o time paulista tenha direito a receber, como forma de garantir o cumprimento da dívida reconhecida no processo.
O Corinthians atravessa uma grave crise financeira e sustenta que não dispõe, neste momento, de recursos suficientes para cumprir as parcelas previstas no acordo. De acordo com a posição apresentada pelo clube, ainda não há uma previsão concreta para a regularização integral da pendência, cenário que amplia a incerteza sobre o cumprimento dos compromissos assumidos perante os credores.
Atualmente, o Corinthians já enfrenta restrições para registrar novos jogadores em razão do Transfer Ban aplicado no âmbito da disputa. A punição pode se estender por até seis meses, caso as condições previstas não sejam atendidas, enquanto a diretoria corintiana busca alternativas financeiras para reorganizar as contas e regularizar as obrigações pendentes.
Para o Cuiabá, a cobrança possui importância ainda maior diante das próprias dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube.
A agremiação mato-grossense também possui valores expressivos a receber de outras equipes e tem intensificado a cobrança pelo cumprimento dos acordos firmados, defendendo que os mecanismos previstos pelas entidades esportivas sejam utilizados diante de atrasos sucessivos.
O plano coletivo homologado pela CNRD prevê que o Corinthians quite aproximadamente R$ 76 milhões em dívidas com diferentes credores ao longo de seis anos. O cronograma estabelecido determina pagamentos trimestrais e foi estruturado como uma tentativa de organizar a liquidação dos débitos sem comprometer, de forma imediata, todas as atividades esportivas e administrativas do clube paulista.
Agora, o Cuiabá aguarda a decisão da CNRD sobre os pedidos apresentados após o novo descumprimento do prazo. Até que haja uma definição, a dívida superior a R$ 17 milhões envolvendo o Corinthians e o Dourado permanece sem solução, enquanto aumenta a pressão do clube mato-grossense para receber os valores devidos e garantir a efetividade das medidas previstas no acordo homologado.
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