ACORDO FIRMADO
Nova eleição na FMF está prevista para acontecer em junho
Duas chapas foram registradas para concorrer a eleição da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), que estava agendada para o dia 03 de maio, a partir das 9 horas, e não aconteceu, entre o atual presidente Aron Dresch e o empresário Dorileo Leal, abriram concorrência ao próximo pleito de quatro anos.
A chapa denominada “Progresso no Futebol“, registrada no dia 15 de abril, é liderada pelo presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch, que busca se reeleger para o terceiro mandato. Seus vices são Aluísio Bassani, atual presidente do Luverdense e Geandre Bucair, dirigente ligado ao Dom Bosco.
Só que a disputa pelo presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) ganhou novos rumos, com a suspensão da eleição que definiria a nova diretoria da entidade pelos próximos quatro anos. A medida foi determinada pela juíza Glenda Moreira Borges, durante plantão do Direito Privado, atendendo a pedidos de duas frentes que apontaram irregularidades no processo eleitoral.

De um lado, a Associação Camponovense Celeiro de Futebol (ACCF) ingressou com ação judicial alegando diversas irregularidades na condução do processo, com destaque para a tentativa de recondução do atual presidente, Aron Dresch, ao cargo por um terceiro mandato consecutivo, prática que, segundo a entidade, fere o estatuto da própria federação. A magistrada considerou que os apontamentos da ACCF merecem análise mais aprofundada, diante do risco de violação aos princípios estatutários da entidade.
A chapa “Federação Para Todos”, liderada pelo empresário João Dorileo Leal, também apresentou impugnação ao processo, sustentando que o pleito não atendia aos critérios de transparência e isonomia. Um dos principais questionamentos surgiu na véspera da eleição, quando uma decisão judicial impediu o clube Campo Novo do Parecis, apoiador da chapa de Dorileo Leal, de exercer seu direito ao voto. Ao mesmo tempo, surgiram suspeitas de que o clube Juara, que supostamente não cumpria os requisitos legais para participar da votação, teria sido incluído no colégio eleitoral, o que beneficiaria diretamente a chapa da situação.
Intervenção na FMF
Após os imbróglios ocorridos nas eleições da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), e com o fim do mandato do ex-presidente Aron Drech, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou interinamente um novo comandante para conduzir também novas eleições além é claro de manter as portas abertas da entidade com a chegada do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman, que ficará interinamente no comando da FMF.
A maior expectativa agora é saber como será organizada a disputa para novas eleições e quantas chapas realmente teremos na disputa o empresário João Dorileo, que afirma estar pronto e em campanha. Já o grupo ligado a Aron Drech também assume que os clubes pedem a sua permanecia e garante apoio ao mesmo ou seja o embate continua e o interventor terá que ter jogo de cintura para conduzir o protesto evitando novas manobras no tapetão.

Acordo selado e eleição confirmada
Após 27 dias de indefinição, uma audiência de conciliação realizada nesta sexta-feira (30), com a juíza Ana Cristina Mendes, no Fórum de Cuiabá, selou o acordo para a realização de uma nova eleição na entidade.
O entendimento foi possível após a Justiça acatar o pedido da chapa “Federação para Todos”, liderada pelo empresário Dorileo Leal, presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, e CEO licenciado do Mixto Esporte Clube. A chapa de oposição havia solicitado a validação da intervenção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).
A chapa da situação, encabeçada por Aron Dresch, também aderiu ao acordo. Em contrapartida, ficou definido que a ação judicial movida pela Associação Camponovense contra Aron será retirada.
Estão aptos a votar os seguintes clubes e entidades:
– Ação, Academia, Atlético Mato-grossense, Uirapuru, Cáceres, Cacerense, Camponovense, Operário, Cuiabá, Dom Bosco, Juara Atlético Clube, Luverdense, Mixto, Nova Mutum, Operário FC Ltda, Primavera, Chapada, REC, Santa Cruz (Barra do Bugres), Sorriso, Sinop F.C., Sport Sinop Ltda, União (Rondonópolis) e a Liga de Alta Floresta.
ESPORTES
Messi encerra ciclo na Argentina e deixa legado marcado por títulos
Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) que não defenderá mais a Seleção Argentina, encerrando uma trajetória de duas décadas com a equipe principal. A decisão foi comunicada pelo próprio jogador em uma publicação nas redes sociais, na qual o craque afirmou que chegou o momento de concluir seu ciclo com a camisa argentina. Aos 39 anos, segundo o conteúdo apresentado, Messi declarou que já não tem mais o que oferecer à seleção e que considera encerrada uma das etapas mais importantes de sua carreira.
A despedida ocorre após uma trajetória de aproximadamente 20 anos dedicada à seleção principal, marcada por períodos de frustração, cobranças e conquistas históricas. Ao longo desse percurso, Messi tornou-se uma das principais referências da história do futebol argentino e assumiu papel central nas campanhas que levaram a equipe nacional a títulos importantes. A decisão, portanto, representa não apenas a saída de um jogador, mas também o encerramento de um ciclo que acompanhou diferentes gerações de torcedores argentinos.
Em sua mensagem, o atacante reconheceu que a escolha foi dolorosa, mas afirmou compreender que o momento exige uma mudança de direção.
“Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, escreveu Messi.
O jogador ressaltou ainda que sempre entregou tudo pela camisa argentina e que deixa a equipe nacional com orgulho de tudo o que viveu ao lado de companheiros, treinadores e demais integrantes da delegação.
O período de Messi na seleção foi marcado por conquistas que consolidaram sua importância no futebol internacional. Entre os principais títulos estão as Copas América de 2021 e 2024, a Copa do Mundo de 2022 e a Finalíssima de 2022. Antes de alcançar esses resultados com a equipe principal, o argentino também havia participado de campanhas vitoriosas pelas categorias de base, ampliando uma relação com a seleção que atravessou diferentes fases de sua carreira profissional.

A decisão também abre espaço para uma nova geração de jogadores na equipe argentina. Na publicação, Messi afirmou que está vivendo um momento de encerramento de etapas e reconheceu que novos talentos surgem no cenário nacional.
“Me vaciei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar”, declarou o camisa 10, sinalizando que sua saída também está relacionada à necessidade de permitir a renovação do elenco.
O anúncio ocorre depois de uma sequência de experiências que, segundo o próprio jogador, contribuíram para a decisão. Messi revelou que havia escrito a mensagem de despedida em 21 de julho, dois dias depois da final mencionada em sua publicação. A escolha, contudo, ganhou um significado ainda mais profundo após a morte de seu pai, acontecimento que, de acordo com o craque, reforçou sua convicção de que era hora de encerrar sua participação com a seleção.
Além de comunicar a saída, Messi aproveitou a mensagem para agradecer às pessoas que fizeram parte de sua caminhada com a Argentina. Torcedores, familiares, treinadores, companheiros de equipe e dirigentes foram lembrados pelo jogador, que reconheceu a importância de cada grupo na construção de sua história. A relação com os torcedores, em especial, foi destacada como uma das lembranças que permanecerão, embora o craque tenha admitido que sentirá falta de ouvir o apoio das arquibancadas durante as partidas.

A despedida, entretanto, não significa o afastamento de Messi da seleção argentina como torcedor. O jogador afirmou que continuará acompanhando e apoiando a equipe nacional do lado de fora dos gramados. Dessa forma, embora deixe de atuar pela Argentina, ele pretende manter o vínculo emocional construído ao longo de sua carreira. A mudança transfere, portanto, para os novos jogadores a responsabilidade de ocupar o espaço deixado pelo principal símbolo da geração que recolocou a seleção entre as grandes potências do futebol mundial.
No aspecto esportivo, a saída de Messi representa uma mudança significativa para a Argentina. A equipe precisará reorganizar sua estrutura ofensiva, distribuir responsabilidades entre os novos protagonistas e adaptar-se à ausência de um jogador que exerceu influência decisiva durante anos. Ao mesmo tempo, a renovação poderá criar oportunidades para atletas mais jovens, que passam a ter maior espaço e responsabilidade na construção do futuro da seleção.
Ao encerrar sua mensagem, Messi transformou a despedida em uma declaração de gratidão ao país que representou durante grande parte de sua vida profissional.
“Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes”, afirmou o jogador.
Na sequência, resumiu o sentimento que marcou sua relação com a Argentina:
“Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vamos, Argentina!”.
Com a declaração, Messi encerra um dos capítulos mais marcantes de sua carreira internacional e deixa para trás um legado construído entre desafios, títulos, emoções e uma ligação profunda com a camisa nacional.
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