TEMPORADA DE SONHO DO MIRASSOL
Mirassol e Flamengo protagonizaram um grande jogo
Despreocupados com a tabela, Mirassol e Flamengo protagonizaram um grande jogo no empate em 3 a 3 neste sábado (6), no Estádio Maião, em Mirassol, em jogo válido pela 38ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Guilherme Gomes duas vezes e Douglas Teles marcaram para o Rubro-Negro, enquanto Alesson, Cristian Renato e Chico Kim marcaram para o Leão Caipira.
A equipe carioca mandou um time recheado de jogadores do sub-20. Isso porque a equipe principal viajou para Doha, no Catar, para a disputa da Copa Intercontinental. Com o resultado, o Flamengo terminou o campeonato com 82 pontos, na 1ª colocação. Já o Mirassol ficou com 67, na 4ª.
O resultado faz com que o Mirassol, garantido na CONMEBOL Libertadores de 2026, entre na seleta lista de times que terminaram o Brasileirão de pontos corridos invictos como mandante. Atuando em casa, a equipe de Rafael Guanaes acumulou 12 vitórias e 7 empates.

Gols em profusão
Desde os primeiros minutos, as duas equipes buscaram balançar as redes. Primeiro o Flamengo com Douglas, que abriu o placar aos oito minutos do primeiro tempo. Logo na sequência, Chico Kim empatou, aos 13. Na sequência, aos 31, veio um golaço de Guilherme. O jovem jogador do Rubro-Negro acertou um chutaço de fora da área. Antes do final do primeiro tempo, aos 41 minutos, Alesson também marcou e igualou o placar em 2 a 2.
Na segunda etapa, as equipes seguiram o mesmo ritmo. Guilherme marcou novamente, aos 14 minutos, e recolocou o Flamengo à frente do placar. Aos 20 minutos, foi a fez de Cristian marcar e determinar o empate em 3 a 3.

Próximos jogos
Terminou a temporada de “sonho” do Mirassol. A equipe do Interior de São Paulo fez a estreia na elite do futebol brasileiro e terminou na 4ª colocação, com vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores.
O Flamengo ainda segue em busca de mais um título na temporada “quase perfeita”. O elenco já viajou para Doha, no Catar, para a disputa da Copa Intercontinental. O Rubro-Negro enfrentará o Cruz Azul, às 14h (de Brasília), no Estádio Ahmad bin Ali.
ESPORTES
Em busca de R$ 1,5 milhão, coadjuvantes desafiam favoritos no Mato-grossense Feminino
Várzea Grande Esporte Clube, Operário-VG e Sorriso Esporte Clube entram no Campeonato Mato-grossense Feminino da Primeira Divisão, previsto para começar no fim de setembro, com a missão de desafiar o favoritismo de Mixto e Ação/Santo Antônio. Diante da superioridade técnica, estrutural e financeira das duas principais forças da modalidade no Estado, os demais participantes tendem a iniciar a competição em condição de coadjuvantes, mas terão uma premiação milionária como estímulo para tentar alterar o cenário.
O principal atrativo do Estadual será a possibilidade de conquistar recursos no valor de R$ 1,5 milhão, destinados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer ao clube que obtiver classificação para representar Mato Grosso no cenário nacional. A premiação integra a política estadual de incentivo ao futebol e pode ser decisiva para a manutenção das atividades e o planejamento das equipes que buscam maior competitividade nas competições brasileiras.
De acordo com o regulamento aprovado durante o Arbitral Técnico da competição, o terceiro colocado do Campeonato Mato-grossense receberá a quantia para disputar o Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3 na próxima temporada. A definição amplia a importância da disputa pelas primeiras posições, especialmente porque Mixto e Ação já possuem espaço assegurado, respectivamente, nas Séries A1 e A2 do futebol nacional e contam com a manutenção do apoio financeiro para suas campanhas.
Protagonistas do futebol feminino de Mato Grosso nos últimos quatro anos, Mixto e Ação consolidaram uma condição de superioridade dentro do cenário estadual. As duas equipes já têm garantido o repasse de R$ 1,5 milhão para a próxima temporada, com o objetivo de representar o Estado nas duas principais divisões nacionais.

A situação, repetida nos últimos anos, reforça a distância financeira e estrutural entre as favoritas e os clubes que ainda tentam alcançar estabilidade no futebol feminino.
Sem indicativos de mudanças significativas no equilíbrio de forças, o Alvinegro da Vargas e a equipe de Santo Antônio de Leverger devem iniciar o Mato-grossense como favoritos ao título. Nesse contexto, Várzea Grande, Operário-VG e Sorriso terão de superar diferenças de investimento, preparação e condicionamento competitivo para buscar uma campanha de destaque, seja por meio de uma classificação à final, seja pela conquista da terceira colocação, que poderá garantir acesso aos recursos destinados pelo projeto Mato Grosso na Série A.
Caso Mixto e Ação mantenham o domínio estadual e terminem entre os dois primeiros colocados, o clube que encerrar a competição na terceira posição será o representante mato-grossense no Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3 de 2027.
Assim, mesmo sem partir como favorito à conquista do Estadual, um dos chamados coadjuvantes poderá transformar uma campanha consistente em uma oportunidade concreta de alcançar o cenário nacional e obter recursos fundamentais para a continuidade do projeto esportivo.
A temporada recente demonstrou que o resultado estadual pode produzir mudanças relevantes na estrutura dos clubes. Com as Tigresas fora da decisão, o então Operário Futebol Clube, atualmente denominado Várzea Grande Esporte Clube, terminou o campeonato como vice-campeão, recebeu a premiação de R$ 1,5 milhão e conquistou a oportunidade de disputar a competição nacional de acesso à Série A2. O resultado representou um importante reforço financeiro e esportivo para a equipe na tentativa de ampliar sua presença no futebol feminino brasileiro.
A campanha nacional, entretanto, não teve o desfecho esperado. O Várzea Grande foi eliminado ainda na primeira fase do torneio de acesso e não conseguiu avançar na disputa por uma vaga na Série A2 de 2027. A eliminação evidenciou as dificuldades enfrentadas pelas equipes que buscam consolidar-se no cenário brasileiro, onde a manutenção de elencos competitivos, a estrutura adequada e a capacidade financeira são fatores determinantes para a continuidade dos projetos ao longo da temporada.

Enquanto Mixto e Ação permanecem nas Séries A1 e A2, respectivamente, e já contam com recursos assegurados para a próxima temporada, os demais clubes veem o Campeonato Mato-grossense como uma oportunidade estratégica. Para o Operário-VG, que enfrenta dificuldades financeiras e administrativas, a possibilidade de conquistar novamente uma premiação milionária pode representar um importante instrumento de viabilização para o próximo ano, além de permitir novos investimentos na montagem e na preparação da equipe.
Dessa forma, o Mato-grossense Feminino reunirá, a partir do fim de setembro, uma disputa marcada por dois objetivos distintos: de um lado, Mixto e Ação tentarão confirmar o favoritismo e manter a hegemonia construída nos últimos anos; de outro, os clubes considerados coadjuvantes buscarão surpreender as principais forças da competição e disputar uma parcela importante dos recursos públicos destinados ao futebol.
Em jogo estará não apenas o título estadual, mas também a possibilidade de garantir R$ 1,5 milhão e assegurar uma oportunidade de representação nacional em 2027.
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