O TEMPLO DO FUTEBOL CUIABANO
“Dutrinha completa 70 anos e nós teremos uma vasta e linda programação como ele merece”
O Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra foi o segundo estádio de Cuiabá, o primeiro foi o “Estádio do Comércio“, hoje nos fundos do Colégio Liceu Cuiabano. O “Estádio do Comércio” foi criado pelo desportista Manoel Soares de Campos (pai do ex-governador e ex-prefeito de Cuiabá Frederico Campos), que inaugurou a praça esportiva no dia 7 de setembro de 1936, na Praça General Mallet.
O Dutrinha foi construído só em 1952, com a construção das instalações do Colégio Liceu Cuiabano, em 1944, inviabilizou as disputas dos campeonatos ali realizados, pelas dificuldades que os desportistas encontravam em utilizar o Estádio do Comércio, que passava a fazer parte do Colégio Liceu, recebendo o apelido de “Estádio do Colégio Estadual“. O impasse criado despertou nos desportistas o interesse da necessidade da construção de um novo estádio, que seria o Estádio Presidente Dutra.
O Dutrinha foi o principal palco do futebol mato-grossense até a inauguração do Verdão, em 1976. A doação do terreno onde se construiria o Dutrinha, situado à Rua Joaquim Murtinho, Praça Benjamin Constant, com uma área de 25.650m2, foi feita pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, através do Prefeito Leonel Hugneney, à Federação Mato-grossense de Desportos (FMD) (antigo nome da Federação Mato-grossense de Futebol), ao Dr. José Monteiro de Figueiredo, presidente da entidade, no dia 02 de fevereiro de 1950.
“Na próxima semana o Dutrinha completa 70 anos e nós teremos uma vasta e linda programação como ele merece. Dia 31 abre o calendário de programação da semana do aniversário do Dutrinha e, sábado dia 5, teremos a cereja do bolo e o templo do futebol Cuiabano sediará a disputa do campeonato Estadual entre Operário e Cuiabá”.
Anunciou o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por meio de live nesta terça-feira (25), os últimos detalhes e preparativos para entrega oficial do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, com uma programação especial em comemoração aos 70 anos do estádio, prevista para começar no dia 31 de janeiro.
Essa foi a maior obra realizada na estrutura do estádio desde sua construção, em 1952. O investimento, de cerca de R$ 2 milhões foi aplicado pela gestão e é coordenado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, em parceria com Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.

A reforma teve início em fevereiro de 2019 e foi dividida em três etapas, sendo a primeira, orçada em R$ 450 mil, a de readequação do espaço para atender as medidas de segurança e acessibilidade. A segunda etapa, orçada em R$ 600 mil, foi a mudança de posicionamento dos postes de iluminação e a troca do gramado. Já a terceira, foi a construção do novo muro e modernização dos vestiários, que teve investimento de R$ 500 mil. Neste momento, alguns reparos finais estão sendo realizados para a entrega da obra.
O templo do futebol mato-grossense ainda vai reverenciar atletas que marcaram a trajetória do futebol cuiabano com bustos em tamanho real. São eles: Fulepa, Fernando Ferreira Leite (Goleiro do Mixto), Avião, Albino Gonçalves dos Santos (zagueiro do Dom Bosco), e Bife, José da Silva Oliveira (centro avante do Operário de Várzea Grande).
O Estádio Presidente Dutra pertencente à Prefeitura de Cuiabá desde julho de 2011 e foi declarado “Tombado como Patrimônio Histórico de Cuiabá-MT“, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990, de autoria do, à época, vereador Emanuel Pinheiro.
Entre 2010 e 2014 foi o principal Estádio de Mato Grosso devido a demolição do Estádio Verdão para dar lugar a atual Arena Pantanal. No ano passado, o estádio chegou ser cedido, temporariamente, à Confederação Sul-Americana de Futebol e foi utilizado como centro de treinamento das seleções que participaram da Copa América.

ESPORTES
Brasil vence Egito no último amistoso antes do Mundial
Jogando para um público de mais de 64 mil torcedores, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira, no Huntington Bank Field, em Cleveland, e em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos; a Seleção Brasileira de Futebol derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), com gols de Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a Seleção do Egito.
Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa do Mundo, contra o Haiti.
Na sua sétima vitória sobre os egípcios, em sete confrontos, a Seleção Brasileira utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.
O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.

O gol deu a impressão de que a Seleção Brasileira não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.
A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.
A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.
No intervalo, a Seleção Brasileira promoveu várias alterações, assim como Carlo Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.
Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.

Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.
Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.
Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.
BRASIL 2 x 1 EGITO
Competição: amistoso
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)
Renda: não divulgada.
Público: 64.311 espectadores
Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).
Cartão amarelo: Marquinhos e Hany
Árbitro: Adonai Escobedo (México).
Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México).
VAR: Carlo Rivero (México)
BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).
Treinador: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’).
Treinador: Hossam Hassan.
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