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CONFIRMADO PELA CONMEBOL

Cuiabá será sede da Copa América

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O Brasil confirmou nesta terça-feira (1º) que vai sim aceitar o pedido da Conmebol e vai sediar a Copa América de 2021, que originalmente aconteceria na Colômbia e na Argentina. O primeiro país abdicou da competição diante de instabilidades políticas, enquanto o segundo alegou insegurança sanitária em razão da Covid-19.

Pelas redes sociais, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, divulgou que os jogos acontecerão no Distrito Federal, em Goiás, no Mato Grosso e no Rio de Janeiro, com partidas sem a presença de público.

Confirmada a Copa América no Brasil. Venceu a coerência! O Brasil que sedia jogos da Libertadores, Sul-Americana, sem falar nos campeonatos estaduais e brasileiro, não poderia virar as costas para um campeonato tradicional como este. As partidas serão em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás, sem público“, publicou em sua conta oficial no Twitter.

A medida reaproveita estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014, sendo que no caso de Cuiabá e de Brasília, as arenas não são utilizadas com frequência em competições de alto nível dada a baixa expressividade futebolística dos times da região.

Logo após o anúncio de que a Copa América seria realizada no Brasil veio em um momento crítico da situação pandêmica no país, a média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil, como divulgado pelo consórcio de veículos da imprensa, está acima de 1.800 por dia, enquanto mais de de 50 mil novos casos positivos de Coronavírus aparecem no país a cada dia.

Além disso, pouco mais de 10% da população (10,42%) já está vacinada completamente (com as duas doses).

Com isso, logo após o anúncio feito pela Conmebol, alguns prefeitos e governadores já começaram a se manifestar contra receber jogos.

A Copa América, que é o principal torneio de seleções da América do Sul, ocorrerá entre os dias 13 de junho e 10 de julho, com a participação de dez seleções divididas em dois grupos. Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai estão no Grupo A. Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela formam o Grupo B.

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Sedes

Brasília (DF)

– Estádio Mané Garrincha

Segundo a administração do estádio, em site oficial, trata-se do maior estádio do Brasil em área construída, com 218.798,09m². Inaugurado originalmente em 1974, o estádio passou por reformas estruturais a partir de 2009 para ser uma das sedes da Copa do Mundo da FIFA em 2014.

A nova construção possui números impressionantes. Segundo a administração, “contou com 177.096,46m³ de concreto, 22.243.151,03kg de aço, 170t de areia, 15.000m³ de madeira, 120t de prego e 105 mil parafusos”.

Com a reforma, a capacidade de público do estádio passou de 45 mil para pouco mais de 72 mil lugares. Na Copa América de 2021, no entanto, essa capacidade não poderá ser utilizada, diante da decisão de realizar os jogos entre as seleções sul-americanas sem a presença de público.

Com o custo estimado em R$ 1,5 bilhão, mais do que o dobrado do que o estimado inicialmente, o Mané Garrincha é considerado o estádio mais caro entre os construídos ou adaptados para a Copa de 2014. A diferença levou a um processo contra os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PL), que corre na Justiça. Ambos negam irregularidades.

Cuiabá (MT)

– Arena Pantanal

A Arena Pantanal foi inaugurada em 2014, também construída para a Copa do Mundo sediada pelo Brasil. Ao custo estimado de R$ 630 milhões, o estádio recebeu quatro partidas da competição daquele ano.

Desde a manhã de segunda-feira (31), quando surgiu a hipótese de o Brasil sediar a Copa América, o governo estadual atuou ativamente para que a arena recebesse jogos da competição. Segundo o site da CBF, tem capacidade “para cerca de 40 mil torcedores”.

Em seu site oficial, o estado comemora que o estádio “deixou de ser elefante branco” neste ano com o acesso inédito do Cuiabá Esporte Clube à primeira divisão do futebol brasileiro. Os times do Mato Grosso estavam fora da elite há mais de 30 anos.

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Goiânia (GO)

– Estádio Olímpico ou Estádio Antônio Accioly

Confirmada como sede, a cidade de Goiânia tem dois estádios cotados para serem utilizados para a Copa América de 2021. Um é o Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, administrado pelo Governo de Goiás, e o outro é o Estádio Antônio Accioly, oferecido para a competição pelo Atlético-GO.

As arenas comportam pouco mais de 10 mil pessoas. O maior estádio de Goiás é o Serra Dourada, também em Goiânia e com capacidade para 50 mil pessoas. O Serra Dourada, também do governo goiano, tem sido pouco utilizado desde o início da pandemia por custos altos e baixo custo-benefício quando utilizado sem a possibilidade de público.

Rio de Janeiro (RJ)

– Maracanã

Palco clássico do futebol brasileiro, o Estádio do Maracanã deve receber novamente uma final de Copa América, assim como foi em 2019, quando o Brasil foi campeão batendo o Peru na decisão.

O estádio foi construído pouco antes da primeira Copa do Mundo que o país sediou, em 1950. Na época, foi palco de uma grande frustração nacional, com a derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai na grande decisão, que ficou conhecida como “Maracanazzo”.

O Maracanã é o nome popular do Estádio Jornalista Mário Filho. Recentemente, deputados estaduais do Rio de Janeiro tentaram alterar o nome para Edson Arantes do NascimentoRei Pelé, mas a medida foi vetada pelo governador Cláudio Castro (PL). O estádio possui capacidade para 78.838 torcedores.

O estádio passou por grandes reformas estruturais, em um custo total de mais de R$ 1,2 bilhão. Suspeitas de irregularidades na construção da obra motivaram condenação criminal contra o ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

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Luverdense vence o Ceilândia fora de casa e abre vantagem por vaga na terceira fase

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O Luverdense deu um passo importante rumo à classificação para a terceira fase da Série D do Campeonato Brasileiro ao vencer o Ceilândia por 2 a 1 na tarde deste sábado, no Estádio Abadião, em Ceilândia, no Distrito Federal. O confronto foi válido pelo jogo de ida da segunda fase da competição nacional e colocou a equipe mato-grossense em posição favorável para decidir a vaga diante de sua torcida.

A vitória foi construída com gols de Pedro Bortoluzo e Danilo Borges, enquanto Marquinhos marcou para o Ceilândia. O resultado garante ao Verdão a vantagem de atuar pelo empate na partida de volta, marcada para o próximo dia 28 de junho, no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde. Já a equipe candanga precisará vencer por um gol de diferença para levar a decisão aos pênaltis ou por dois ou mais gols para avançar diretamente.

Desde os primeiros minutos, o Luverdense demonstrou postura ofensiva e controle das ações. Logo aos três minutos, Danilo Borges arriscou de longa distância e obrigou o goleiro Edmar Sucuri a realizar uma intervenção segura. A iniciativa ofensiva evidenciou a estratégia da equipe visitante de buscar vantagem ainda na etapa inicial.

A pressão surtiu efeito rapidamente. Aos cinco minutos, após jogada ensaiada em cobrança de escanteio, Wendel Barros participou da construção da jogada que resultou no cabeceio de Feliphe. No rebote concedido pelo goleiro adversário, Pedro Bortoluzo apareceu livre para finalizar com precisão e abrir o placar para o representante mato-grossense.

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O Ceilândia, entretanto, reagiu de forma imediata e demonstrou força ofensiva diante de sua torcida. Aos 14 minutos, Marquinhos recebeu pela esquerda, avançou para o centro do campo e acertou um chute colocado, sem possibilidades de defesa para João Guilherme, restabelecendo a igualdade no marcador e recolocando os donos da casa na disputa.

A partida manteve elevado nível de intensidade durante o restante do primeiro tempo. O Luverdense chegou a balançar as redes novamente em lance protagonizado por Hitalo, mas a arbitragem anulou o gol ao assinalar que a bola havia ultrapassado a linha de fundo antes do cruzamento. Na sequência, o Ceilândia passou a controlar mais a posse de bola e criou oportunidades, embora sem transformar a pressão em vantagem.

O cenário voltou a favorecer o Luverdense logo após o intervalo. Com menos de um minuto da etapa complementar, Danilo Borges dominou na entrada da área e acertou um chute de rara felicidade, de perna esquerda, no ângulo de Edmar Sucuri. O golaço recolocou a equipe mato-grossense em vantagem e alterou novamente a dinâmica do confronto.

Em busca da reação, o Ceilândia avançou suas linhas e intensificou as investidas ofensivas. Henrique Alagoano e Marquinhos protagonizaram algumas das principais tentativas da equipe da casa, sendo que a melhor oportunidade ocorreu aos 21 minutos, quando Marquinhos finalizou de esquerda e viu a bola passar muito próxima da trave defendida por João Guilherme.

Com o adversário mais exposto, o Luverdense encontrou espaços para contra-atacar e chegou a ameaçar a ampliação do placar. Apesar disso, a equipe optou por administrar a vantagem nos minutos finais, reforçando o sistema defensivo e controlando as ações diante da pressão exercida pelos donos da casa.

Ao apito final, o placar de 2 a 1 confirmou a superioridade estratégica do Luverdense e premiou a eficiência apresentada nos momentos decisivos da partida. Agora, o Verdão depende apenas de um empate diante de sua torcida para assegurar presença na terceira fase da Série D.

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O classificado do confronto enfrentará o vencedor do duelo entre Monte Roraima e Guaporé, mantendo vivo o objetivo de seguir na disputa pelo acesso ao futebol nacional de maior expressão.

Ficha técnica

Ceilândia (DF) 1 x 2 Luverdense (MT)

Campeonato Brasileiro Série D,
Segunda fase Estádio Abadião, Brasília-DF, 20/06, 16h
Árbitro: Antônio Dib Moraes de Sousa-PI
Assistente 1: Marcio Iglesias Araujo Silva-PI
Assistente 2: Rogerio de Oliveira Braga-PI
Quarto árbitro: Luiz Paulo da Silva Aniceto-DF
Gols: Marquinhos, Ceilândia-DF – Luverdense – Pedro Bortoluzo e Danilo Borges

Ceilândia (DF) – Edmar Sucuri, Azevedo, Henrique Alagoano, Vermudt, Danillo Ribeiro, Bosco, Lucas Silva, Cleyton Rafael, Ian Carlos, Marquinhos e Davi

Araújo Técnico: Adelson de Almeida

Luverdense – João Guilherme, Raul Prata, Alexandria, Feliphe, Danilo Borges, Thiago Gabriel, Hitalo, Douglas, Pedro Bortoluzo, Bady e Wendel Barros

Técnico: Wagner Lopes

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