BRASILEIRÃO 2022
Cuiabá garante empate com Athletico (PR)
Jogando pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo (18), repleto de reviravoltas, o Athletico (PR) x Cuiabá se enfrentaram na Arena da Baixada. Com um a menos, o Cuiabá segura o Athletico e as equipes empataram em 2 x 2. Com gols de Rodriguinho e Deyverson marcanado para o Dourado, enquanto Cuello e Terans anotaram para o Furacão.
O resultado não impulsionou o Furacão para o G4, desta forma, o Athletico (PR) ocupa a sexta posição, com 44 pontos empatado com o Corinthians, que sofreu um revés diante do América (MG) nessa rodada. Vale destacar, que o Timão está na quinta posição devido aos critérios de desempate.
Para o Cuiabá, o empate na Arena da Baixada foi bastante positivo. O time conseguiu manter um equilíbrio diante de uma equipe que possui uma campanha melhor, entretanto, o resultado manteve o Dourado na zona do rebaixamento, com 27 pontos na 18ª colocação.
1º Tempo:
Furacão sai atrás e busca a virada no final
Demorou para o time da casa se soltar para o jogo. O Cuiabá, por sua vez, aproveitou rapidamente as deficiências que o Athletico tinha na defesa e abriu o placar. Na marca dos oito minutos, Daniel Guedes cobrou escanteio na medida e Rodriguinho subiu sem muita marcação para cabecear para o gol.

O Athletico foi melhorando aos poucos, mas ainda sofria. Aos 32 minutos, Denilson assustou com um bom chute na entrada da área. A chave virou aos 35, quando Cuello arriscou uma batida de muito longe, e após um leve desvio, a bola bateu na trave e morreu nas redes. Gol de placa para empatar o jogo.
A pressão continuou, e o goleiro João Carlos teve que fazer boas defesas. Na marca dos 40 minutos, ele foi acionado para salvar um lançamento de Terans. Cuello tentou dentro da área aos 41, mas isolou. Já aos 43 minutos, João Carlos apareceu novamente, voando para espalmar uma bomba de Canobbio.
A virada veio aos 46 minutos. Alex Santana recebeu na área e encheu o pé, mas seu chute foi bloqueado por Paulão. No entanto, ao revisar o lance no VAR, o juiz viu que a bola acertou o braço do zagueiro do Cuiabá, e além de marcar o pênalti, expulsou Paulão, que já tinha amarelo. Terans foi para a bola e fez o gol da virada.

2º Tempo:
Cuiabá empata e administra o resultado até o fim
Mesmo com um a menos, o Cuiabá começou surpreendentemente bem. O Athletico não estava muito ligado, e na marca dos 19 minutos, veio o empate. Após um erro na saída de bola, Deyverson recebeu na entrada da área. O camisa 9 bateu cruzado, e contando com um desvio de Thiago Heleno, marcou o gol.
O Cuiabá deu uma fechada, e segurou bem o adversário. O Athletico teve dificuldade para criar, com muitos erros nos passes e nas finalizações. O momento de mais perigo seria aos 35 minutos num chute de Terans que foi defendido, mas o bandeirinha viu impedimento no início do lance.
Com o pouco perigo que o Furacão causava, o Cuiabá tentou se soltar, mas também tinha limitações na criação de jogadas. A partida ficou apática e sem muita emoção, com poucas ações cruciais ao decorrer dos minutos.
O Athletico até cresceu no final e teve momento interessantes de pressão, mas sem muita efetividade. O mesmo vale para o Cuiabá, que também tentou, mas sem sucesso. Fim de jogo: 2 x 2.

FICHA TÉCNICA
Athletico (PR) x Cuiabá
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data e hora: 18/09/2022 – 19h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (Fifa-RS) e Márcia Bezerra Lopes Caetano (RO)
VAR: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Cartões amarelos: Vitor Roque, Hugo Moura e Pedrinho (Athletico); Camilo e Paulão (Cuiabá)
Cartões vermelhos: Paulão (Cuiabá)
GOLS: Rodriguinho, aos 7’/1ºT (0-1); Cuello, aos 34’/2ºT (1-1); Terans, aos 48’/1ºT (2-1); Deyverson, aos 18’/2ºT (2-2)
ATHLETICO (PR) – Anderson; Khellven, Pedro Henrique (Matheus Felipe, aos 12’/2ºT), Thiago Heleno e Pedrinho; Hugo Moura (Léo Cittadini, aos 24’/2ºT), Alex Santana e Terans; Canobbio (Rômulo, aos 0’/2ºT), Vitor Roque (Pablo, aos 0’/2ºT) e Cuello (Marlos, aos 29’/2ºT).
– Técnico: Luiz Felipe Scolari
CUIABÁ – João Carlos; Paulão, Marllon e Joaquim; Daniel Guedes (João Lucas, aos 39’/2ºT), Camilo, Denilson (Osorio, aos 24’/2ºT), Rodriguinho e Igor Cariús (Marcão Silva, aos 32’/2ºT); Deyverson (Alan Empereur, aos 39’/2ºT) e Alesson (Rafael Gava, aos 24’/2ºT).
– Técnico: António Oliveira
ESPORTES
Messi encerra ciclo na Argentina e deixa legado marcado por títulos
Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) que não defenderá mais a Seleção Argentina, encerrando uma trajetória de duas décadas com a equipe principal. A decisão foi comunicada pelo próprio jogador em uma publicação nas redes sociais, na qual o craque afirmou que chegou o momento de concluir seu ciclo com a camisa argentina. Aos 39 anos, segundo o conteúdo apresentado, Messi declarou que já não tem mais o que oferecer à seleção e que considera encerrada uma das etapas mais importantes de sua carreira.
A despedida ocorre após uma trajetória de aproximadamente 20 anos dedicada à seleção principal, marcada por períodos de frustração, cobranças e conquistas históricas. Ao longo desse percurso, Messi tornou-se uma das principais referências da história do futebol argentino e assumiu papel central nas campanhas que levaram a equipe nacional a títulos importantes. A decisão, portanto, representa não apenas a saída de um jogador, mas também o encerramento de um ciclo que acompanhou diferentes gerações de torcedores argentinos.
Em sua mensagem, o atacante reconheceu que a escolha foi dolorosa, mas afirmou compreender que o momento exige uma mudança de direção.
“Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, escreveu Messi.
O jogador ressaltou ainda que sempre entregou tudo pela camisa argentina e que deixa a equipe nacional com orgulho de tudo o que viveu ao lado de companheiros, treinadores e demais integrantes da delegação.
O período de Messi na seleção foi marcado por conquistas que consolidaram sua importância no futebol internacional. Entre os principais títulos estão as Copas América de 2021 e 2024, a Copa do Mundo de 2022 e a Finalíssima de 2022. Antes de alcançar esses resultados com a equipe principal, o argentino também havia participado de campanhas vitoriosas pelas categorias de base, ampliando uma relação com a seleção que atravessou diferentes fases de sua carreira profissional.

A decisão também abre espaço para uma nova geração de jogadores na equipe argentina. Na publicação, Messi afirmou que está vivendo um momento de encerramento de etapas e reconheceu que novos talentos surgem no cenário nacional.
“Me vaciei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar”, declarou o camisa 10, sinalizando que sua saída também está relacionada à necessidade de permitir a renovação do elenco.
O anúncio ocorre depois de uma sequência de experiências que, segundo o próprio jogador, contribuíram para a decisão. Messi revelou que havia escrito a mensagem de despedida em 21 de julho, dois dias depois da final mencionada em sua publicação. A escolha, contudo, ganhou um significado ainda mais profundo após a morte de seu pai, acontecimento que, de acordo com o craque, reforçou sua convicção de que era hora de encerrar sua participação com a seleção.
Além de comunicar a saída, Messi aproveitou a mensagem para agradecer às pessoas que fizeram parte de sua caminhada com a Argentina. Torcedores, familiares, treinadores, companheiros de equipe e dirigentes foram lembrados pelo jogador, que reconheceu a importância de cada grupo na construção de sua história. A relação com os torcedores, em especial, foi destacada como uma das lembranças que permanecerão, embora o craque tenha admitido que sentirá falta de ouvir o apoio das arquibancadas durante as partidas.

A despedida, entretanto, não significa o afastamento de Messi da seleção argentina como torcedor. O jogador afirmou que continuará acompanhando e apoiando a equipe nacional do lado de fora dos gramados. Dessa forma, embora deixe de atuar pela Argentina, ele pretende manter o vínculo emocional construído ao longo de sua carreira. A mudança transfere, portanto, para os novos jogadores a responsabilidade de ocupar o espaço deixado pelo principal símbolo da geração que recolocou a seleção entre as grandes potências do futebol mundial.
No aspecto esportivo, a saída de Messi representa uma mudança significativa para a Argentina. A equipe precisará reorganizar sua estrutura ofensiva, distribuir responsabilidades entre os novos protagonistas e adaptar-se à ausência de um jogador que exerceu influência decisiva durante anos. Ao mesmo tempo, a renovação poderá criar oportunidades para atletas mais jovens, que passam a ter maior espaço e responsabilidade na construção do futuro da seleção.
Ao encerrar sua mensagem, Messi transformou a despedida em uma declaração de gratidão ao país que representou durante grande parte de sua vida profissional.
“Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes”, afirmou o jogador.
Na sequência, resumiu o sentimento que marcou sua relação com a Argentina:
“Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vamos, Argentina!”.
Com a declaração, Messi encerra um dos capítulos mais marcantes de sua carreira internacional e deixa para trás um legado construído entre desafios, títulos, emoções e uma ligação profunda com a camisa nacional.
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