PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA
Convocação de Ancelotti divide opinião de torcedores
Para 46%, o técnico errou nas escolhas, enquanto 38% estão de acordo com os nomes convocados; ausência de Neymar também não tem consenso entre torcedores.
O Instituto de Pesquisa Real Time Big Data divulgou hoje, dia 2 de junho, os resultados de sua mais recente pesquisa, intitulada “A Convocação da Seleção Brasileira“. Os dados mostram como repercutiram as escolhas do técnico Carlo Ancelotti, para o elenco que vai disputar os próximos dois jogos eliminatórios da Copa do Mundo, e revelam torcedores com opiniões divididas.
Um dos principais pontos da pesquisa foi o nível de acompanhamento da primeira convocação de Ancelotti para a Seleção Brasileira. Os dados apontam que 55% dos entrevistados acompanharam a convocação, enquanto 45% não.
Entre aqueles que acompanharam a convocação, 46% não concordaram com os nomes escolhidos, 38% concordaram e 16% não souberam ou não responderam. A ausência de Neymar na primeira convocação de Ancelotti também gerou opiniões diversas, sendo que 43% são contra a decisão, 40% são a favor e 17% não souberam ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 30 de maio de 2025, com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais. Com mil entrevistados, a pesquisa abrangeu um público diversificado em termos de sexo, faixa etária, escolaridade, distribuição regional e classes sociais.


– Confira:
Sexo: A amostra foi composta por 53% de mulheres e 47% de homens.
Faixa Etária: Os participantes se distribuíram da seguinte forma: 13% entre 16 e 24 anos, 20% entre 25 e 34 anos, 21% entre 35 e 49 anos, 25% entre 45 e 59 anos, e 21% com 60 anos ou mais.
Escolaridade: Em relação à escolaridade, 41% dos entrevistados tinham até o Ensino Fundamental completo, 43% até o Ensino Médio completo e 16% possuíam Ensino Superior completo.
Distribuição Regional: A região Sudeste representou a maior parcela dos entrevistados com 42%, seguida pelo Nordeste com 28%, Sul com 15%, Norte com 8% e Centro-Oeste com 7%.
Classes Sociais: A pesquisa incluiu 3% da Classe A, 4% da Classe B1, 16% da Classe B2, 20% da Classe C1, 27% da Classe C2 e 30% da Classe D.
O Real Time Big Data continua comprometida em fornecer dados precisos e relevantes para entender a opinião pública brasileira. Acesso o site para acessa a pesquisa completa: https://realtimebigdata.com.br/ancelotti/
ESPORTES
Relatório judicial aponta passivo de R$ 3,5 bilhões na SAF do Botafogo
A administração judicial da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo apontou um passivo total de aproximadamente R$ 3,5 bilhões, conforme levantamento elaborado com base nas contas de julho de 2026. O montante reúne diferentes compromissos financeiros atribuídos à estrutura empresarial do clube e apresenta uma dimensão relevante das obrigações acumuladas pela SAF.
Do total identificado no relatório, cerca de R$ 1,29 bilhão está diretamente submetido ao processo de recuperação judicial. Essa parcela representa os valores que estão formalmente abrangidos pelo procedimento e que, portanto, passam a ser analisados dentro das regras e dos mecanismos previstos para a reorganização das obrigações financeiras da sociedade.
Os números apresentados pela administração judicial, entretanto, são contestados por John Textor, controlador da SAF do Botafogo. O empresário apresenta uma interpretação diferente sobre o tamanho efetivo do endividamento e afirma que a dívida bruta da companhia seria significativamente inferior ao valor apontado no levantamento judicial.
Segundo Textor, o passivo bruto real estaria próximo de R$ 2 bilhões. A avaliação defendida pelo empresário considera critérios distintos daqueles utilizados pela administração judicial para consolidar as obrigações financeiras, o que produz uma diferença expressiva entre os valores apresentados pelas duas partes.

A divergência aumenta quando são considerados os ativos relacionados aos jogadores vinculados ao clube. Na avaliação de Textor, esses ativos devem ser levados em conta para determinar a exposição financeira efetiva da SAF, reduzindo substancialmente o valor do passivo quando comparado ao montante bruto das obrigações registradas.
Com essa metodologia, o empresário estima que a dívida líquida da SAF do Botafogo ficaria em aproximadamente R$ 1,06 bilhão. O cálculo, portanto, estabelece uma diferença significativa em relação aos R$ 3,5 bilhões apontados pela administração judicial, evidenciando que os números dependem dos critérios empregados na composição e na interpretação do passivo.
O levantamento inclui diferentes tipos de obrigações financeiras. Entre os compromissos considerados estão valores relacionados à contratação de atletas, operações de empréstimos, repasses futuros e obrigações fiscais. A diversidade dos débitos contribui para a complexidade da avaliação financeira e exige a análise individualizada de cada categoria.
Os valores referentes aos jogadores constituem um dos pontos centrais da divergência entre as avaliações. Enquanto a administração judicial apresenta o passivo consolidado segundo os dados disponíveis no processo, Textor sustenta que determinados ativos vinculados ao elenco possuem valor econômico capaz de compensar parte relevante das obrigações contabilizadas.

A diferença entre os cálculos também demonstra a importância de distinguir dívida bruta, dívida líquida e passivo submetido à recuperação judicial. Embora os conceitos estejam relacionados, eles não representam necessariamente a mesma medida financeira. Por isso, os R$ 3,5 bilhões, os cerca de R$ 2 bilhões e os aproximadamente R$ 1,06 bilhão apresentados nas diferentes avaliações correspondem a critérios distintos de mensuração.
O cenário retratado pelo relatório coloca a situação financeira da SAF do Botafogo no centro das discussões sobre a recuperação judicial e a reorganização de suas obrigações.
De um lado, está o levantamento da administração judicial, que aponta um passivo total de R$ 3,5 bilhões; de outro, a avaliação de John Textor, que considera uma dívida bruta menor e a utilização dos ativos dos jogadores para chegar a um passivo líquido estimado em R$ 1,06 bilhão.
A definição dos valores efetivamente reconhecidos dependerá da análise dos documentos, dos critérios aplicáveis ao processo e da evolução das medidas de recuperação.
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