PARA O TRIÊNIO 2023/2024
Produtor rural Erai Maggi é eleito presidente “Nova Diretoria da Ampa”
A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) foi fundada em 16 de setembro de 1997 por agricultores que iniciaram a Cotonicultura no Estado num modelo empresarial, no início dos anos 1990. A entidade nasceu da necessidade desses produtores pioneiros buscarem juntos soluções para os problemas enfrentados (como doenças) e os desafios decorrentes do plantio do algodoeiro no Cerrado.
Com grande atuação no Estado de Mato Grosso, a Ampa se consolidou como o maior produtor de algodão do Brasil, contribuindo para que o País deixasse a posição de importador de pluma para se firmar entre os cinco maiores exportadores. Mato Grosso responde por mais de 70% da produção brasileira e das exportações do País.
O Brasil deve produzir 2,95 milhões de toneladas de algodão em pluma na Safra 2022/23, que está sendo plantada, projeta a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão. Se confirmado, a colheita será 18% maior que a obtida no ciclo anterior, informou a associação.
Nova diretoria
A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) elegeu a nova diretoria para atuação no Triênio 2023/2024, a décima primeira a comandar a entidade. O produtor rural Erai Maggi Scheffer substitui Paulo Sérgio Aguiar, que presidiu a entidade na última gestão, e foi eleito presidente.
Outros 12 nomes compõem as demais funções da diretoria da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), além de seis conselheiros fiscais, titulares e suplentes, também eleitos para os próximos 2 anos, tendo como vice Orcival Gouveia Guimarães.

O produtor
A nova diretoria da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) deu início à sua gestão frente à entidade em 01 de janeiro de 2023, com o compromisso estar presente no dia a dia do Cotonicultor com o já tradicional papel de representação institucional.
Erai Maggi Scheffer substitui o Cotonicultor Paulo Sérgio Aguiar, que esteve à frente da Ampa na gestão passada. O produtor da região sul do estado agradeceu o apoio da diretoria e dos associados durante sua gestão e ressaltou que a Cotonicultura mato-grossense se fortaleceu no período de grande dificuldade para o setor e se manteve consolidado na liderança da produção brasileira de pluma.
“Mato Grosso e Brasil sentiu os impactos do período pandêmico e as incertezas políticas, porém, mesmo assim, conseguimos manter a produção forte e com números representativos”, avaliou Paulo Sérgio.
Eraí Maggi ocupava anteriormente o cargo de titular do Conselho Fiscal. Ele comenta que a entidade é forte e representativa, pois todos participam dos trabalhos desenvolvidos pelas gestões.
“A Associação é feita por pessoas que confiam na cultura e no modelo de organização que temos no Estado. Somos uma entidade de representatividade nacional e internacional. A cada safra nossa produção cresce e se consolida como uma das mais importantes do mundo. Trabalhamos unidos para que nossa atuação beneficie a cotonicultura do estado. Temos o desafio de continuar auxiliando os produtores para que esse importante trabalho se mantenha nos trilhos do crescimento”,destaca Eraí.
“O cenário econômico global está mudando e omundo ainda sofre com resquícios da pandemia. Nos últimos anos o custo de produção teve uma valorização jamais vista e, ainda nesse contexto, começou a guerra entre a Rússia e Ucrânia que, além de reduzir a oferta de fertilizantes no mercado, gerou insegurança no fornecimento do produto. A cultura está exigindo mais criatividade dos produtores e mais atuação da Associação”, comenta o novo presidente.
Confira a chapa eleita para gestão 2023-2024:
– Diretor Presidente – Erai Maggi Scheffer
– Diretor 1º Vice-Presidente – Orcival Gouveia Guimarães
– Diretor 2º Vice-Presidente – André Guilherme Sucolotti
– Diretor 3º Vice-Presidente – Alexandre De Marco
– Diretor 1º Secretário – Luiz Fernando Polato
– Diretor 2º Secretário – Aldo Roberto Tisott
– Diretor 1º Tesoureiro – Alex Utida
– Diretor 2º Tesoureiro – Daniel Schenkel
– Diretor Regional Sul – Victor Griesang
– Diretor Regional Centro – José Carlos Dolphine
– Diretor Regional Centro Leste – Romeu Froelich
– Diretor Regional Norte – Amilton José de Oliveira
– Diretor Regional Médio Norte – Marlon Fedrizzi
– Diretor Regional Noroeste – Cleto Webler
– Conselheiro Fiscal Titular – Valdir Roque Jacobowski
– Conselheiro Fiscal Titular – Arilton Cesar Riedi
– Conselheiro Fiscal Titular – Blairo Borges Maggi
– Conselheiro Fiscal Suplente – Atílio Rovaris
– Conselheiro Fiscal Suplente – Eswalter Zanetti Jr
– Conselheiro Fiscal Suplente – Carlos Alberto Simon
ECONOMIA
Como Mato Grosso abastece o consumo interno de carne bovina frente aos grandes eventos de 2026
Análise dos dados de escoamento da pecuária mato-grossense revela que, além do protagonismo histórico nas exportações globais, o estado assegura treze por cento do abastecimento das mesas brasileiras.
Mato Grosso consolida sua posição estratégica no cenário socioeconômico brasileiro ao se firmar como o principal motor do abastecimento de proteína animal do país. Longe de limitar-se ao papel de exportador global, a cadeia produtiva local assume o protagonismo na garantia da segurança alimentar nacional, convertendo o pasto em base essencial para a subsistência e para as festividades que integram a cultura brasileira.
O setor pecuarista do estado, impulsionado por produtores rurais, indústrias de processamento e órgãos de fomento setorial, lidera este movimento de distribuição em larga escala. Esses agentes econômicos estruturam uma complexa rede logística que interliga as fazendas do Centro-Oeste aos principais centros urbanos do país, consolidando uma engrenagem que envolve desde o manejo inicial do gado até a entrega final ao consumidor.
O monitoramento dessa capacidade produtiva ganha relevância analítica neste ano de 2026, período em que os índices de consumo interno tendem a registrar picos sazonais expressivos em decorrência de grandes eventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo. A conjuntura atual exige que o planejamento pecuário seja executado com precisão milimétrica para absorver o incremento imediato da demanda por alimentos.

O epicentro dessa operação logística localiza-se no território de Mato Grosso, cujas características geográficas e investimentos em pastagens sustentáveis propiciam o desenvolvimento do maior rebanho bovino do Brasil. A partir dessa base geográfica, o fluxo produtivo irradia-se para todas as regiões brasileiras, transformando o território mato-grossense em um polo geoeconômico vital para o equilíbrio inflacionário do setor de alimentos.
O escoamento dessa produção ocorre por meio de um sistema integrado de transportes e de rigorosos protocolos de inspeção sanitária que aceleram o processamento industrial nas plantas frigoríficas. Essa metodologia assegura que a carne mantenha os padrões de qualidade exigidos tanto pelo Ministério da Agricultura quanto pelas rígidas auditorias internacionais, otimizando o tempo decorrido entre o abate e a comercialização.
A razão desse direcionamento maciço ao mercado interno prende-se à necessidade de sustentar a forte demanda dos consumidores nacionais, que historicamente elegem a carne bovina como item central de sua dieta. Diante do aumento de confraternizações e eventos sociais na atualidade, a manutenção do fluxo doméstico impede o desabastecimento e estabiliza os preços nas gôndolas e nos açougues do país.
O objetivo estratégico dessa distribuição interna reside na manutenção da soberania alimentar e na sustentabilidade econômica da própria cadeia de valor da pecuária. Ao equilibrar a balança comercial entre as vendas externas e o suprimento doméstico, o setor resguarda-se contra oscilações abruptas do mercado internacional e fortalece os laços comerciais dentro das próprias fronteiras brasileiras.
Os indicadores quantitativos oficiais demonstram a magnitude dessa operação: o estado totalizou uma produção de 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina, das quais expressivas 978,32 mil toneladas destinaram-se a 92 nações.

O excedente de 1,027 milhão de toneladas permaneceu integralmente no Brasil, o que representa uma oferta média de 4,82 quilos por habitante e perfaz treze por cento de toda a proteína bovina disponível no país.
A validação institucional desses dados é sustentada pela Secretaria de Comércio Exterior e referendada pelo Instituto Mato-grossense da Carne, cujo diretor de Projetos, Bruno de Jesus Andrade, enfatiza a relevância desse equilíbrio mercadológico. O executivo ressalta que, embora o destaque midiático comumente recaia sobre o comércio exterior, a contribuição mato-grossense para a alimentação diária dos brasileiros possui um valor estratégico inestimável para a estabilidade do país.
Como consequência direta desse cenário, observa-se uma consolidação da soberania alimentar nacional, na qual um a cada oito quilos de carne consumidos em território brasileiro possui chancela mato-grossense. Este panorama assegura que, mesmo diante de pressões inflacionárias globais e do aumento sazonal da procura interna, o Brasil mantenha sua autonomia de abastecimento e preserve os hábitos de consumo de sua população.
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