OVOS DE PÁSCOA EM ALTA
Páscoa aquece mercado e pode crescer 4%
Tradicionalmente, a páscoa é comemorada e celebrada como uma data religiosa. Neste período muitas famílias vivenciam essa tradição com encontros que envolvem devoção e comemoração.
Para a economia existe uma movimentação positiva, pois o consumo de determinados produtos aumenta. No geral, a data fica entre as seis melhores do ano em vendas e para algumas empresas chega a ser um “segundo natal“, principalmente as que trabalham especificamente com chocolates e pescados.
Há menos de dias para a comemoração, já que neste ano será no dia 17 de abril, as fábricas de chocolates já têm comemorado bons números e se mantêm otimistas, a expectativa em nível nacional é crescer acima de 10% quando comparado com o ano anterior.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (ABICAB), Amendoim e Balas, a produção do chocolate teve início em setembro de 2021 e conseguiu gerar aproximadamente 8.500 empregos temporários em todo o Brasil. Com um bom planejamento já entregaram aproximadamente 90% dos pedidos e com isso o impacto recente nos preços causados pela alta do petróleo não impactará ainda mais os preços dos chocolates para a Páscoa.

O comércio tem se preparado desde o início de fevereiro de 2022. Com o cancelamento do Carnaval, o foco ficou direcionado para a Páscoa e as expectativas são também positivas.
Conforme a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), as vendas em 2022 devem ter um aumento real próximo a 4% quando comparado com o mesmo período de 2021.
Em análise realizada pelo Núcleo de Inteligência de Mercado da CDL, é esperado que 78% dos mato-grossenses celebrem a Páscoa. O principal motivo para que isso ocorra, segundo o Superintendente da CDL Cuiabá, Fábio Granja, é o avanço da vacinação e a queda do número de casos de Covid-19.
“A tendência é que a data volte a ser compartilhada normalmente pelas famílias e amigos, que poderão se reunir em segurança para as festividades da Semana Santa, depois de dois anos de restrições impostas pela pandemia“.
Com a inflação em alta, a capacidade de consumo do brasileiro foi reduzida nestes últimos dois anos, porém mesmo com este cenário, existe a tendência de aumento do consumo, assim como ocorreu em todas as datas comemorativas de 2021. Os supermercados e afins terão um aumento no volume de vendas em diversos produtos, além do chocolate e pescado, ocorrerá um aumento importante nas vendas de bebidas e outros itens alimentícios que complementam a mesa de comemoração.
Porém, diversos setores serão movimentados, levando em conta que grande parte da população comemora a data de diversas maneiras, realizando compras em lojas de diversos segmentos, como floriculturas, padarias, papelarias, e também abrindo espaço para restaurantes, comércios e eventos em demais ambientes comerciais. Essa movimentação amplia as possibilidades em relação às festividades, e juntamente, dinamiza os setores que serão aquecidos pelo aumento de vendas.
O Núcleo de Inteligência de Mercado da CDL estima que 41% dos mato-grossenses comemorarão a data em casa com amigos e familiares, outros 6% aproveitarão o feriado para viajar e 61% trocarão presentes através de brincadeiras, como a de amigo secreto.
Dos que presentearão, a estimativa é que o valor médio fique próximo a R$ 132,00, já o valor do investimento total para as comemorações poderá chegar, em média, a R$ 195,00.
“A páscoa promete movimentar também o mercado de fabricação caseira de ovos de chocolates que a cada ano ganha mais destaque. Para este ano o percentual de pessoas que estarão consumindo estes itens passará de 20%”, diz Granja, e afirma ainda, que: “As empresas estão preparadas. Procuraram divulgar mais cedo, reforçaram os seus estoques, capacitaram as suas equipes, prepararam kits atrativos e estabeleceram metas para superarem o ano anterior, além disso, as vendas estão mais inteligentes, com diversos canais de comunicação que podem atrair os decisores de compra por perfil e comportamento de compras“.
ECONOMIA
Mato Grosso registra avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos
O Estado de Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país. Impulsionado pelo crescimento da produção Agropecuária, pela ampliação da infraestrutura e por políticas de incentivo aos investimentos, o Estado tem registrado um avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos.
Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) mostra que o número de estabelecimentos industriais em atividade no Estado cresceu 56,4% entre 2019 e 2025, passando de 10,8 mil para 16,89 mil unidades. O aumento demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios e a expansão da capacidade produtiva estadual, especialmente em segmentos ligados à transformação de matérias-primas produzidas no próprio território mato-grossense.
Segundo o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o crescimento da indústria é resultado de um conjunto de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura do Estado.
“Mato Grosso produz muito e tem avançado na verticalização da sua produção. O Estado tem feito a sua parte, sem atrapalhar quem quer investir, produzir e gerar empregos. Temos investido em infraestrutura, ampliado a oferta de energia, garantido segurança jurídica e criado um ambiente favorável aos negócios. O resultado é o crescimento da indústria, a agregação de valor à nossa produção e mais riqueza ficando em Mato Grosso”.
O avanço da indústria tem contribuído para diversificar a economia estadual e agregar valor à produção local, ampliando a participação do setor industrial na geração de riqueza e no desenvolvimento regional.

Incentivos impulsionam novos investimentos
Parte desse crescimento é sustentado por políticas públicas voltadas à atração de investimentos e à expansão da atividade produtiva. Entre os principais instrumentos está o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Desde 2020, o acesso aos incentivos fiscais oferecidos pelo programa passou a ocorrer por meio de adesão simplificada, reduzindo etapas burocráticas e tornando mais ágil a entrada das empresas no sistema de benefícios.
O número de empresas participantes do programa saltou de 591 em 2020 para 1.778 em 2025, crescimento de 200,8% no período.
Os investimentos realizados pelas empresas beneficiadas também avançaram. Em cinco anos, o volume aplicado no Estado passou de R$ 6,39 bilhões para R$ 10,7 bilhões, aumento de 67,4%.
Na avaliação de Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, os resultados refletem os avanços promovidos no Prodeic, que passou a operar com um modelo mais ágil e menos burocrático para as empresas interessadas em investir no Estado.
“Quando o empresário encontra regras claras, segurança jurídica e menos burocracia, ele investe mais. Os resultados observados nos últimos anos mostram que a simplificação do Prodeic tem contribuído para atrair novos empreendimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria mato-grossense”, afirmou.
Os reflexos dessa expansão também podem ser observados no mercado de trabalho. O número de empregos vinculados às empresas participantes do programa cresceu de 59.942 em 2020 para 80.483 em 2025, representando aumento de 34,3%.

Riqueza gerada pela indústria
Um dos indicadores que ajudam a medir a importância da indústria para a economia é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa a riqueza efetivamente gerada pelos setores produtivos. O VAB é um dos componentes utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).
No caso da indústria, o chamado PIB Industrial é formado pela soma da riqueza gerada por quatro grandes segmentos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), que incluem atividades como fornecimento de energia elétrica, gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação.
De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2023, e divulgados no Anuário da Indústria de Mato Grosso 2026, do Observatório de Mato Grosso, da Fiemt, o Estado registrou um PIB industrial de R$ 36,85 bilhões. O resultado correspondeu a 1,52% da indústria nacional e colocou o Estado na 14ª posição entre as Unidades da Federação.
A maior parcela dessa riqueza foi gerada pelas indústrias de transformação, segmento responsável por converter matérias-primas em produtos industrializados. Em 2023, esse setor movimentou R$ 21,03 bilhões, o equivalente a 57,08% de todo o PIB Industrial mato-grossense.
Em Mato Grosso, fazem parte desse segmento atividades bastante presentes no dia a dia da população, como frigoríficos, usinas de etanol de milho, indústrias de processamento de soja e fábricas do setor têxtil ligadas ao algodão. Essas empresas transformam a produção do campo em produtos com maior valor agregado, fortalecendo a economia estadual.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a industrialização tem papel estratégico na diversificação da economia mato-grossense, ao permitir que uma parcela cada vez maior da riqueza gerada pela produção local permaneça no Estado.
“Mato Grosso já é uma potência na produção agropecuária, e o avanço da indústria permite que essa produção seja transformada aqui, gerando mais valor, empregos e renda para a população. Quando agregamos valor às matérias-primas dentro do Estado, fortalecemos as cadeias produtivas e ampliamos as oportunidades de desenvolvimento nos municípios”, declarou.
Na sequência aparece o setor da construção civil, com R$ 9,41 bilhões e participação de 25,54% no PIB industrial estadual. Os serviços industriais de utilidade pública responderam por R$ 5,60 bilhões, representando 15,20% do total, enquanto as indústrias extrativas registraram R$ 803,91 milhões, correspondendo a 2,18%.
Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso ocupou a 13ª posição nacional nas indústrias de transformação, a 10ª colocação na construção civil, a 15ª nos serviços industriais de utilidade pública e a 12ª nas atividades extrativas.

Avanço no mercado de trabalho
Os reflexos da expansão industrial também podem ser observados no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizado para monitorar a geração de empregos formais no país desde 2020, o setor industrial que engloba a indústria e a construção civil, registrou crescimento de 36% no número de empregos formais entre 2020 e 2026, consolidando-se como o segundo segmento que mais ampliou postos de trabalho no Estado nesse período.
O setor que liderou essa expansão foi o de serviços, com crescimento de 42% no mesmo intervalo: a participação passou de 33% (242.381 empregos) em 2020 para 36% (344.546 empregos) em 2026, um aumento de mais de 102 mil postos formais.
Em 2020, a indústria respondia por 155.285 empregos formais, o equivalente a 21% do total de vínculos com carteira assinada em Mato Grosso. Em 2026, o setor passou a concentrar 211.715 trabalhadores, representando 22% do emprego formal estadual.
O avanço de um ponto percentual na participação da indústria ocorreu em um cenário de crescimento do emprego formal em toda a economia mato-grossense. Ainda assim, o setor foi responsável pela criação de mais de 56 mil postos de trabalho no período, ampliando sua presença no mercado de trabalho estadual.
Entre os segmentos industriais que mais empregam em Mato Grosso estão a fabricação de produtos alimentícios, responsável por 64.910 postos de trabalho, o equivalente a 31% dos empregos do setor, seguida pela construção civil, com 57.407 trabalhadores (27%).
Também se destacam a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 12.362 empregos (6%); as indústrias extrativas, com 10.345 postos de trabalho (5%); a fabricação de produtos minerais não metálicos, com 9.351 empregos (4%); e a fabricação de produtos de madeira, com 8.389 trabalhadores (4%). Juntos, esses segmentos concentram 77% dos empregos da indústria mato-grossense.
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