ECONOMIA
Brasil tem 31 bilionários na lista da Forbes
Jorge Paulo Lemann não sentiu o peso da alta do dólar, que ajudou a despencar o número de brasileiros na lista anual de bilionários de FORBES: de 54 para 31 representantes. O investidor carioca não só manteve sua liderança no Brasil assumiu o 19º lugar com um aumento de sete posições e US$ 2,7 bilhões no patrimônio.
RANKING GERAL: Veja aqui – 70 maiores bilionários do mundo em 2016
http://www.forbes.com.br/listas/2016/03/70-maiores-bilionarios-do-mundo-em-2016/
O banqueiro Joseph Safra também não teve um ano tão ruim assim: subiu para 42º e tem um patrimônio estimado em US$ 17,2 bilhões. Na sequência, estão os dois sócios de Lemann na 3G Capital, Marcel Herrmann Telles (68º) e Carlos Alberto Sicupira (87º). Uma das principais quedas veio por conta de André Esteves. Depois de ser preso na Operação Lava-Jato, o banqueiro despencou para o 1121º lugar com “apenas” US$ 1,6 bilhão.
MAIS RANKING: Veja aqui – Os bilionários que mais aumentaram a fortuna em 2015
http://www.forbes.com.br/listas/2015/12/os-bilionarios-que-mais-aumentaram-a-fortuna-em-2015/
Veja na galeria de fotos os 31 bilionários brasileiros, com valores em dólar:
1º) Jorge Paulo Lemann
Fortuna: US$ 27,8 bilhões
Idade: 76 anos
Fonte da Fortuna: cerveja e investimentos
Posição geral: 19º
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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