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RECUPERAR ÁREA DEGRADADA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Projeto visa “Plantar Árvores, Recuperar o Cerrado é Cuidar da Vida”

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O Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) destina a orientar e especificar as ações que devem ser planejadas, projetadas e realizadas para recuperar o uso original, OU para permitir novos usos, de áreas cujas características originais sofreram alterações.

A utilização da recuperação florestal é uma medida que tem como objetivo a melhoria do meio biótico, compreendendo a manutenção das especificidades da flora e fauna locais, estabelecendo conexões entre hábitat.

As recuperações de áreas degradadas tornam-se cada vez mais, uma necessidade do ser humano. Recuperar áreas antropicamente alteradas na busca de se amenizar os efeitos negativos da degradação na qualidade de vida da população aplicando medidas de recuperação.

Conscientizar a população sobre a necessidade da conservação dos recursos naturais e a legislação, é de extrema importância para que projetos de recuperação de áreas degradadas realmente funcionem. A recuperação de áreas degradadas é uma atividade prevista na Constituição Federal, sendo, portanto uma obrigação dos agentes infratores promoverem esta reparação em um determinado período.

Qualquer atividade que interfira diretamente em determinado ecossistema, sem que haja projetos de recuperação ou alguma contrapartida, portanto, deverá ser caracterizado como crime ambiental.

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MST e ICMBIO irão recuperar área degradada na Chapada dos Guimarães

Entre os dias 1 e 3 de dezembro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) irão recuperar uma área degradada de 1,3 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A atividade contará com a presença de 150 pessoas.

O projeto, intitulado Plantar Árvores, Recuperar o Cerrado é Cuidar da Vida, tem o objetivo de mobilizar a sociedade para ações de restauração ambiental, por meio do engajamento de agricultores e da realização de oficinas e mutirões de reflorestamento. Além do plantio de mudas nativas, estão previstas palestras sobre a importância do bioma Cerrado, técnicas de restauração florestal e momentos de confraternização entre os participantes.

Queremos mostrar que é possível reverter áreas degradadas por meio da ação coletiva e do engajamento comunitário em prol do meio ambiente”, declara Devanir Araújo, dirigente estadual do MST em Mato Grosso.

Ao plantarmos essas mudas, também estamos plantando a semente da consciência ambiental e do cuidado com os bens naturais em nossa região, completa.

Não há preservação ambiental sem gente no campo cuidando do território”, afirma Lucineia Miranda, da direção nacional do MST.

Na visão dela, a Reforma Agrária Popular pode enfrentar os impactos do agronegócio com uma produção agroecológica, agrocerratense e sustentável. O Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, lançado pelo MST em 2020, propõe aliar soluções para a crise social e ambiental.

Queremos resgatar culturas alimentares locais, sementes nativas e desenvolver sistemas biodiversos que preservem os recursos naturais como água, ar e solos”, destaca Miranda.

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Destaques

Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento

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Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.

O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.

O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.

O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.

A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).

A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.

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A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.

A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.

O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.

Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.

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