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FESTA GASTRONÔMICA

4º edição do Festival da Pamonha acontece na comunidade Rio dos Peixes

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A pamonha é uma receita muito nutriente feita com milho verde ralado, embrulhado e cozido em folhas do próprio milho, uma herança dos índios aperfeiçoada pelos portugueses e pelos africanos. A palavra “pamonha” deriva do vocábulo Tupi “pamunha”. Hoje a pamonha é conhecida e consumida em todo o Brasil. A maior parte da produção, como acontece com os produtos típicos, ainda é artesanal.

A pamonha, à moda tradicional, é simplesmente acompanhada de um bom cafezinho, mas pode ser servida a qualquer hora do dia quente, morna ou fria, ou durante as refeições. Nas zonas rurais existe uma antiga tradição conhecida como “pamonhada”, infelizmente praticamente desaparecida, que consiste na reunião de familiares e amigos para recolher o milho e fazer a pamonha, em companhia de uma boa bebida e de uma boa musica.

Quem mora em Cuiabá e costuma ir para a cidade de  Chapada dos Guimarães, está habituado a passar a ponte do Rio dos Peixes e ver a comunidade que se formou à beira da rodovia. No início eram apenas bares e restaurantes, com o passar do tempo e em busca de uma característica própria, a associação começou a ofertar aos transeuntes frutas frescas e produtos feitos a base de milho, como a pamonha, o cural, o bolo de milho entre outros.

Pensando nisso, Joelson Marques, na época (2018), presidente da Associação dos Proprietários de Chácaras do Rio dos Peixes e Adjacências decidiu firmar parceria com a Secretária de Cultura, Esporte Turismo do Município para fomentar o turismo gastronômico e ecológico na localidade, criando assim o 1º Festival de Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes.

Lançamento oficial

Hoje já na sua 4º edição do Festival da Pamonha, na comunidade Rio dos Peixes, situada no km 23 da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), foi lançado pelo Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). A festa será realizada de 20 a 23 de abril, nos horários de 8h às 20h.

O evento é organizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio das Secretarias de Turismo, de Cultura, Esporte e Lazer, Agricultura, Desenvolvimento Econômico, Mobilidade Urbana (Semob) e Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limburb).

A festa gastronômica integra o calendário de eventos em celebração aos 304 anos da capital.

O Festival da Pamonha virou uma tradição e é mais um legado que vamos deixar para a nossa economia, para o nosso empreendedorismo, cultura, tradição e o potencial que envolve o turismo, entretenimento e tudo aquilo que a rodovia Emanuel Pinheiro oferece aqui, no nosso tradicional Rio dos Peixes. Quero agradecer o apoio da Câmara de Cuiabá, porque sem os vereadores que apoiam esse tipo de evento, nada disso seria possível, e também a realização das grandes obras, lançamentos de entrega em todas as áreas da gestão é por causa dessa sintonia republicana com os vereadores que querem ver Cuiabá crescer. Essa ação, nesta comunidade trabalha o desenvolvimento da agricultura familiar, o empreendedorismo, o desenvolvimento econômico e, agora, com o Cuiabano vimos a necessidade da aproximação daqueles com poucas oportunidades. Estamos fomentando a economia cuiabana. E esse festival bomba a economia da região. É só lembrar o que era o Rio dos Peixes antes da gestão, tinha duas ou três bancas, tudo isso foi crescendo com o incentivo e as oportunidades e hoje eles são essa potência na agricultura familiar, destacou o prefeito.

O vice-prefeito e secretário de Obras, José Roberto Stopa, lembrou do crescimento gradativo do festival que iniciou-se em 2018.

Este Festival da Pamonha é um dos mais famosos do nosso Estado e se tornou referência. Na primeira edição em 2018, quando o evento era pequeno, eu me lembro que foram quatro toneladas de produtos vendidos e no ano de 2019, foram 11 toneladas. E tivemos uma pandemia, e no ano passado, 2022, essa comunidade comercializou cerca de 27 toneladas de produtos de milho. Gerou muitos empregos, garantiu mais visibilidade ao local e este ano, podem ter certeza, essa comunidade vai crescer muito mais“, parabenizou.

A secretária de Turismo, Nilza Taques, lembrou que a meta deste ano é chegar a 30 toneladas em vendas de derivados do milho. Ela ainda agradeceu os envolvidos para que o evento continue sendo um sucesso e referência em festival.

Quero agradecer a minha equipe que na organização que foi crucial e a Comissão da Festa formada por pessoas da comunidade e também das demais secretarias envolvidas. O sucesso deste evento deve-se a essas pessoas. E gratidão a essa comunidade, ao prefeito Emanuel Pinheiro, por essa oportunidade e vamos fazer de tudo para oferecer qualidade, segurança e muita festa. Quero lembrá-los que esse evento foi criado na gestão Emanuel Pinheiro, e veio para ficar, e já faz parte do calendário do aniversário de Cuiabá. Vai ser uma ação que terá que ser continuada nas gestões futuras porque é um projeto que já é tradição. Muitas pessoas se deslocam de outras cidades distantes da Capital somente para prestigiar esse evento que se tornou uma referência em gastronomia de derivados do milho. Esperamos que a comunidade comercialize cerca de 30 toneladas de produtos derivados somente do milho neste ano“, pontuou ela.

O secretário de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, destacou o potencial da região.

Quero agradecer todo carinho da comunidade que transforma cada vez mais esse ponto em parada obrigatória. Quem sobe ou desce a rodovia Emanuel Pinheiro já sabe da oferta de produtos de qualidade, e é natural parar aqui no Rio dos Peixes. É importante destacar a visão da Prefeitura de Cuiabá por meio de suas secretarias atendendo a determinação do prefeito de chegar na frente. A Prefeitura enxergou que comunidade há 5 anos tinha um potencial econômico, e hoje, podemos considerar essa região com destaque que por meio de um evento integra todo município numa atividade em uma importante via de eixo de integração de Cuiabá com a Chapada dos Guimarães. E assim, fomentando a economia e fortalecendo o produtor e a pequena propriedade e sobretudo consolidando o comércio tradicional da gastronomia extremamente rica. Essa visão faz a diferença para o fortalecimento da Cultura, Turismo e Agricultura Familiar do nosso município“, comentou.

O secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Aluizio Leite, avaliou a importância do evento para o desenvolvimento econômico do Rio dos Peixes.

A comunidade concentra uma grande parcela de trabalhadores que contribui para o crescimento e progresso de Cuiabá. E as secretarias dentro da filosofia de gestão humanizada e compromisso com aqueles que mais precisam em termos de fortalecimento da economia criativa, da nossa gastronomia e parceria deste evento porque essa festa contribui para o crescimento da nossa cidade, avaliou.

Representando a comunidade e a comissão organizadora do Festival da Pamonha, Katia Maraiki Schroeder, agradeceu o prefeito Emanuel Pinheiro e ao secretariado da gestão.

O trabalho está sendo maravilhoso e estamos empenhados e nos esforçando para que a cada ano que passe esse evento se torne cada vez mais sucesso, tanto em público quanto na geração de emprego e renda para a nossa comunidade. Depois deste evento, todos os comerciantes da região sentiram que o turista passou a tentar atentar mais a região. Agradecemos muito a todos por esse grande festival que agora faz parte da cultura e aniversário da nossa cidade“, concluiu.

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Destaques

Mato Grosso lança “Plano de Combate à Hanseníase” com foco em “Triagem Tecnológica”

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) instituiu oficialmente o Plano Estadual de Enfrentamento à Hanseníase (PEHAN-MT), uma política pública estruturada para modernizar o diagnóstico e a assistência aos pacientes. A iniciativa estabelece uma resposta técnica e coordenada contra uma das patologias infecciosas mais antigas da humanidade, historicamente associada a severos estigmas sociais. Com o respaldo de órgãos de controle e do Ministério da Saúde, o projeto propõe uma reestruturação profunda nos protocolos de atendimento do território mato-grossense, alinhando o estado às diretrizes globais de erradicação da enfermidade.

O plano governamental determina a implementação imediata do Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) como ferramenta prioritária de triagem na Atenção Primária à Saúde e em plataformas digitais de atendimento. Adicionalmente, o programa expande a rede de monitoramento epidemiológico por meio da criação de Unidades Sentinelas estrategicamente distribuídas pelas regiões de saúde do estado, visando rastrear a resistência antimicrobiana do bacilo. Essa abordagem metodológica busca identificar precocemente os sinais da patologia que se transmite por vias aéreas mediante a convivência prolongada com indivíduos sem tratamento, interrompendo a cadeia de transmissão comunitária de forma célere.

A execução do cronograma assistencial e pedagógico estende-se imediatamente pelo território estadual, apresentando metas consolidadas que alcançam o mês de maio de 2028. Os primeiros desdobramentos operacionais foram iniciados no primeiro semestre, aproveitando a mobilização nacional do período alusivo ao Janeiro Roxo, mês dedicado ao esclarecimento público sobre a prevenção da doença. As atividades de capacitação técnica de pessoal e o monitoramento das Unidades Sentinelas seguirão um calendário contínuo de monitoramento pelas autoridades sanitárias locais ao longo dos próximos dois anos.

As ações centrais da estratégia governamental concentram-se nas estruturas da Atenção Primária à Saúde, estendendo-se aos ambientes virtuais de telemedicina e às salas de aula da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT). O projeto-piloto direcionado aos profissionais de campo teve como cenário inicial o município de Várzea Grande, região metropolitana que concentra significativos índices epidemiológicos.

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A descentralização das atividades assegura que tanto as comunidades densamente povoadas quanto os municípios mais distantes da capital recebam o mesmo padrão de suporte tecnológico e de insumos farmacêuticos.

A necessidade de reverter os elevados indicadores de prevalência da enfermidade no estado e de eliminar o diagnóstico tardio motivou a concepção e a urgência do plano. Mato Grosso historicamente enfrenta desafios complexos no controle da patologia, o que exigiu uma intervenção estatal integrada que superasse os modelos tradicionais de Vigilância em Saúde. A busca ativa por novos casos justifica-se pelo fato de que o tratamento oportuno afasta definitivamente a necessidade de isolamento social, garantindo ao paciente a cura completa e gratuita exclusivamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A fundamentação legal e técnica do projeto apoia-se estritamente nas diretrizes internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e nas recomendações normativas emitidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O envolvimento da corte de contas assegurou a incorporação de mecanismos rigorosos de transparência pública, eficiência administrativa e responsabilidade fiscal na aplicação dos recursos da saúde.

Ao associar a fiscalização financeira ao planejamento sanitário, o Estado busca garantir a sustentabilidade das ações de cuidado integral e o fornecimento contínuo dos medicamentos.

A operacionalização das diretrizes do plano ocorre por meio de uma cooperação interinstitucional que envolve a Escola de Saúde Pública (ESP-MT), o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-MT) e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT). O Ministério da Saúde atua como órgão supervisor e provedor de insumos críticos, fornecendo o suporte técnico necessário para a padronização das condutas clínicas adotadas pelas equipes multiprofissionais locais. Essa articulação entre as esferas federal, estadual e municipal confere segurança jurídica e uniformidade aos procedimentos de média e alta complexidade.

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Os métodos aplicados para a consecução dos objetivos combinam o uso de inovação digital na triagem com um robusto programa de formação profissional continuada. Entre as estratégias de ensino, destaca-se a produção de uma Websérie pedagógica composta por dez episódios focados na evolução do cuidado clínico no Programa Saúde da Família.

Simultaneamente, oficinas teóricas e práticas capacitam farmacêuticos para a dispensação segura e controlada da talidomida, substância essencial para o manejo de reações hansênicas, mas que exige rigoroso monitoramento devido aos seus efeitos teratogênicos.

O investimento no capital humano prevê a qualificação integral de 1.280 profissionais de saúde até meados de 2028, além do treinamento imediato de 2.000 trabalhadores das Equipes Multiprofissionais (eMulti) da Atenção Primária. No segmento de base comunitária, o projeto-piloto viabilizou a formação de 80 agentes comunitários de saúde, os quais atuam diretamente nas visitas domiciliares de orientação. Esses expressivos contingentes de profissionais especializados atuarão como multiplicadores do conhecimento, elevando a sensibilidade diagnóstica do sistema público de saúde de Mato Grosso.

O desfecho projetado pelas autoridades sanitárias com a aplicação rigorosa do Plano Estadual de Enfrentamento à Hanseníase (PEHAN-MT) consiste na redução sustentada da carga da doença e na eliminação definitiva do preconceito institucional. A consolidação de uma rede de vigilância ativa dotará o Estado de dados estatísticos confiáveis, permitindo o bloqueio epidemiológico eficaz e impedindo a manifestação de sequelas físicas incapacitantes nos indivíduos acometidos.

Espera-se que o modelo mato-grossense sirva de referência para outras unidades da Federação que enfrentam desafios semelhantes no campo das doenças tropicais negligenciadas.

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