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Wilson Roberto Maciel: Por um mercado igual para todos

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                                               Por um mercado igual para todos

Por Wilson Roberto Maciel 

Ser um advogado de sucesso, com uma banca de profissionais, um escritório bem estruturado, com clientes fixos e de renome e consequentemente com sucesso financeiro é o desejo de todos que escolhem a Faculdade de Direito, passam pelos cinco anos de formação, vencem a temida prova da OAB e se lançam no mercado de trabalho.

wilson roberto-artigoMas do sonho a realidade há um longo caminho a ser trilhado. Ter uma carteira de clientes não é tarefa fácil. Para ser vitorioso nesta empreitada vão-se anos de trabalho suado, com alguns tropeços pelo caminho, ou agarra-se as indicações de advogados mais antigos, que acolhem o jovem advogado, na maioria das vezes, por possuir laços familiares com ele.

Entretanto há aí uma terceira via para o jovem advogado, que acabou de sair da faculdade e quer tornar-se conhecido na sociedade em que está atuando, a PUBLICIDADE para anunciar os seus serviços profissionais. O tema é polemico, já foi alvo de muitos debates e hoje está em discussão na OAB Nacional, com a votação da reforma do Código de Ética da Advocacia.

O CAPÍTULO IV do Código de Ética, que trata sobre a publicidade, em seu Art. 28. diz que "O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa". Já Art. 29. Deixa claro que esta publicidade não deve ocorrer no rádio e na televisão, mas em nenhum artigo fala-se sobre a internet, a veiculação de propaganda em sites de noticias, páginas dos escritórios ou sobre as redes sociais, até porque estes são veículos novos que não existiam quando o Código foi elaborado em 1994.

Assim, defendo, como grande maioria de colegas, em especial no Conselho Federal da OAB, o direito do advogado de mostrar seu currículo, sua expertise, seu campo de atuação através de meios eletrônicos como sítios na rede mundial de computadores – Internet, possibilitando à sociedade, advogados, autoridades e outros conhecerem mais do profissional que se apresenta. Este é um excelente caminho para se apresentar a sociedade afinal, trata-se de uma publicidade relativamente barata e de grande alcance.

Será que novos advogados têm que se submeter aos mais antigos, que levaram anos para mostrar seu trabalho boca a boca, pois não detinham mencionada ferramenta há sua época? Será que quem divulga a área de atuação de seu escritório e endereço de sua sede em um periódico impresso não o pode fazer o mesmo por meio eletrônico?

Usando o bom senso fica claro que "todos": advogados, advogadas, recém-formados ou não, podem e devem fazer uso "comedido" das ferramentas modernas atuais para maior transparência e divulgação de seus trabalhos, equiparando o advogado de longa data na labuta ao que recém abriu às portas de seu escritório, não mais havendo a disparidade antes vista, pois a reserva de mercado aos que detinham maior tempo de atuação em detrimento dos mais novos era nítida.

Assim sugiro aos colegas irresignados, que repensem suas posições, vamos dar direito a todos de chegar ao mercado de forma igualitária, em especial aos jovens advogados, e que possamos ter sempre uma convivência harmônica, respeitando a nossa honrada Instituição e seus avanços normativos.

A defesa da advocacia é um dever de todos e respeitar os colegas, mantendo uma concorrência leal, é premissa básica, mas não podemos fechar os olhos aos avanços tecnológicos e retroceder, até porque existe um espaço que está aberto e acessível a todos que é a internet, portanto que seja permitido a todo advogado utilizar este meio e fazer parte do mercado de igual pra igual.

Wilson Roberto Maciel, OAB/MT 5983, é advogado agrarista com escritório em Sinop e Cuiabá, é Conselheiro Estadual da OAB/MT representando Colíder, Sinop e região Norte, membro da Comissão de Assuntos Fundiários da OAB/MT e representante da OAB na Comissão de Assuntos Fundiários da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

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Sinais silenciosos do diabetes exigem atenção antes mesmo do diagnóstico

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Autora: Mariana Ramos*

O diabetes é uma doença silenciosa, mas o corpo costuma emitir sinais importantes antes que o quadro se agrave. O problema é que muitos desses sintomas acabam sendo ignorados ou confundidos com estresse, cansaço ou mudanças na rotina. Entre os alertas mais comuns estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome constante, perda de peso inexplicada e visão turva.

Esses sintomas aparecem porque o organismo passa a ter dificuldade para utilizar adequadamente a glicose como fonte de energia. Quando a insulina não consegue agir corretamente, o açúcar permanece circulando no sangue em níveis elevados, enquanto as células continuam sem receber a energia necessária para funcionar plenamente.

Muitas pessoas associam o diabetes apenas ao consumo de açúcar ou ao excesso de peso, mas a doença envolve uma combinação de fatores genéticos, metabólicos e comportamentais. Embora a obesidade e o sedentarismo aumentem significativamente o risco, pessoas magras e aparentemente saudáveis também podem desenvolver a condição.

Outro ponto importante é que os sintomas não se manifestam da mesma forma em todos os pacientes. Algumas pessoas apresentam sinais clássicos de maneira intensa, enquanto outras só descobrem a doença em exames de rotina, sem perceber alterações evidentes no dia a dia. Esse é um dos motivos pelos quais o acompanhamento médico periódico é tão importante, especialmente para quem possui histórico familiar, hipertensão, colesterol elevado ou excesso de peso.

Além dos sintomas mais conhecidos, infecções frequentes, dificuldade de cicatrização, cansaço persistente e formigamentos também podem estar relacionados ao diabetes. Quando não controlada, a doença pode provocar complicações sérias, afetando rins, olhos, vasos sanguíneos e o sistema cardiovascular.

Nos últimos anos, o número de diagnósticos cresceu de forma significativa, impulsionado principalmente pelas mudanças no estilo de vida da população. A rotina sedentária, a alimentação rica em ultraprocessados e a falta de acompanhamento preventivo contribuem diretamente para esse cenário.

Mesmo sendo uma condição crônica, o diabetes pode ser controlado e permitir qualidade de vida, especialmente quando identificado precocemente. Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, o controle do peso e o tratamento individualizado ajudam não apenas no controle da glicemia, mas também na prevenção de complicações futuras.

Mais do que observar sintomas isolados, é fundamental valorizar sinais persistentes ou incomuns no organismo. Perceber essas mudanças e procurar orientação médica pode fazer toda a diferença no diagnóstico e no tratamento.

*Dra. Mariana Ramos é médica endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá – MT

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