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Outubro Rosa: Além do Câncer de Mama, cuide também do seu coração

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Autor: Max Lima*

O mês de outubro é amplamente conhecido pela campanha “Outubro Rosa“, que tem como foco a conscientização sobre o câncer de mama.

No entanto, um aspecto importante que muitas vezes passa despercebido é o impacto que a saúde cardiovascular pode ter na prevenção do câncer de mama e na saúde geral das mulheres.

A adoção de um estilo de vida saudável, com foco em alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, desempenha um papel fundamental não apenas na prevenção do câncer de mama, mas também na proteção do coração.

Estudos científicos têm mostrado uma forte relação entre a prática de exercícios físicos e a redução do risco de câncer de mama. Uma revisão publicada no Journal of the National Cancer Institute revelou que mulheres que praticam atividades físicas regularmente podem reduzir o risco de desenvolver a doença em até 25%.

Além disso, o American Institute for Cancer Research sugere que pelo menos 30 minutos de exercícios diários podem ter um efeito protetor contra o câncer, em parte por ajudar a regular hormônios como o estrogênio, que estão relacionados ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer de mama.

Ao mesmo tempo, a prática de exercícios é um dos fatores mais importantes para a saúde cardiovascular, sendo capaz de reduzir o risco de doenças como hipertensão, diabetes e infarto.

A American Heart Association reforça que mulheres ativas fisicamente têm uma probabilidade significativamente menor de desenvolver doenças cardíacas ao longo da vida.

Adotar hábitos saudáveis, como uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras boas, pode reduzir os fatores de risco tanto para o câncer quanto para as doenças cardíacas.

Pesquisas publicadas no British Journal of Cancer demonstraram que o controle do peso, a redução de alimentos ultraprocessados e a inclusão de atividades físicas na rotina são medidas preventivas eficazes para as mulheres.

Por isso, neste Outubro Rosa, é importante lembrar que cuidar da saúde feminina vai além da prevenção do câncer de mama.

Um estilo de vida saudável protege o corpo como um todo, fortalecendo o coração, regulando os hormônios e ajudando na prevenção de diversas doenças. O impacto das escolhas diárias é profundo e pode transformar a saúde das mulheres em todas as fases da vida.

*Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida Diagnóstico e Saúde. CRMT 6194

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Artigos

Muito além do futebol, o Brasil também tem o SUS

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Autor: Marco Felipe*

O futebol é uma das maiores paixões do povo brasileiro. É o esporte que nos une, que faz milhões de pessoas vestirem a mesma camisa, comemorarem as mesmas vitórias e acreditarem que, juntos, podemos superar qualquer desafio. O futebol é parte da nossa identidade nacional.

Mas existe outro patrimônio brasileiro que também merece reconhecimento, respeito e orgulho: o Sistema Único de Saúde (SUS). Assim como o futebol, o SUS está presente em todos os cantos do país. Da maior capital à menor comunidade rural, ele alcança pessoas de diferentes culturas, histórias e realidades. E talvez seja justamente por isso que ele seja uma das maiores e mais complexas conquistas sociais do Brasil.

Em Mato Grosso, essa realidade se torna ainda mais evidente. Somos um estado de dimensões continentais, marcado por grandes distâncias geográficas, vazios assistenciais, comunidades indígenas, povos ribeirinhos, assentamentos rurais e municípios com características completamente distintas entre si. Levar saúde pública de qualidade a todos esses territórios não é uma tarefa simples. Ainda assim, ela acontece todos os dias.

Por trás desse trabalho existem 142 secretários municipais de saúde que, muito mais do que gestores, atuam como técnicos, planejadores, articuladores e solucionadores de problemas. São profissionais que enfrentam diariamente os desafios do financiamento, da logística, da escassez de mão de obra especializada e das demandas crescentes da população.

Enquanto muitos enxergam apenas o atendimento na unidade de saúde, existe uma engrenagem complexa funcionando nos bastidores. O SUS não para. Ele funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, para que vacinas cheguem aos municípios, consultas sejam realizadas, medicamentos sejam distribuídos, ambulâncias estejam disponíveis e pacientes tenham acesso aos serviços de média e alta complexidade.

É um sistema amplo e complexo que atende desde o nascimento até os cuidados mais especializados. Está no atendimento de urgência, nos transplantes, na vigilância epidemiológica, na prevenção de doenças e em inúmeras outras ações que impactam diretamente a vida dos brasileiros. Talvez o maior desafio seja justamente este, o SUS funciona tão “naturalmente” na vida das pessoas que muitas vezes sua importância passa despercebida.

Quando um time entra em campo, vemos os jogadores, mas existe toda uma estrutura por trás para que a partida aconteça. No SUS é a mesma coisa. Há profissionais da saúde, gestores, conselhos, equipes técnicas e instituições trabalhando de forma integrada para garantir que o sistema continue atendendo quem mais precisa.

Por isso, acredito que precisamos falar mais sobre o SUS. Precisamos valorizar seus profissionais, reconhecer seus avanços e compreender sua importância estratégica para o desenvolvimento social do país. O Brasil é conhecido mundialmente pelo futebol, mas também deveria ser reconhecido pela coragem de manter um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, universal, gratuito e acessível para toda a população.

Em Mato Grosso, seguimos fazendo nossa parte. Os 142 gestores municipais de saúde sabem que cada decisão tomada impacta diretamente a vida das pessoas, e é essa responsabilidade que nos move diariamente. Assim como o futebol representa a paixão de um povo, o SUS representa o cuidado com esse mesmo povo. E cuidar das pessoas é, sem dúvida, uma das maiores vitórias que uma sociedade pode conquistar.

*Marco FelipePresidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems/MT) e Secretário de Saúde de Nova Ubiratã.

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